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21/05

21/05 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Farelo de Soja, Milho, Ovos, Soja e Trigo

21/05 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Farelo de Soja, Milho, Ovos, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

O volume das vendas do açúcar cristal de melhor qualidade – Icumsa até 180 – seguiu estável no mercado spot do estado de São Paulo ao longo da última semana.

 

De acordo com pesquisas do Cepea, a demanda não tem apresentado sinais de aquecimento para este tipo de açúcar, mesmo com a alta do dólar – vale lembrar que a moeda norte-americana elevada estimula as exportações e, consequentemente, reduz a disponibilidade doméstica.

 

Segundo compradores consultados pelo Cepea, a parcela do açúcar fixada em contratos tem sido suficiente para dar andamento à produção industrial.

 

Entre 13 e 17 de maio, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 70,57/saca de 50 kg, ligeira alta de 0,03% em relação à semana anterior (R$ 70,55/saca de 50 kg).

 

Já para o mercado que envolve os tipos de açúcar de cor mais escura, houve aumento na quantidade negociada ao longo da última semana. 

 

Boi 

 

O mercado do boi gordo fechou a última segunda-feira (20/5) com pouco volume de negócios e, com poucas alterações de preços. Parte das indústrias ficaram fora das compras.

 

É comum que os compradores iniciem a semana vagarosamente, analisando as vendas do final de semana para estabelecer a estratégia de abordagem do mercado.

 

Em São Paulo, as cotações estão estáveis. O boi gordo ficou cotado em R$154,00/@, à vista, livre de Funrural. Para esta categoria há negócios ocorrendo acima da referência, principalmente quando a boiada é para exportação.

 

No Oeste do Maranhão a oferta está boa, e tem sido suficiente para que as indústrias pressionem o mercado, ofertando preços menores.

 

No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de bovinos castrados ficou cotado em R$10,00/kg, queda de 1,8% desde o início da segunda quinzena.

 

Farelo de Soja 

 

Acompanhando o cenário externo, no Brasil os preços da soja grão tiveram recuperação, devido à adversidade climática nos Estados Unidos, que tem dificultado o plantio da oleaginosa no país. 

 

Além do clima nos EUA, sua disputa comercial com a China e a exportação brasileira, que segue em bom ritmo, tem colaborado com a maior sustentação das cotações nos últimos dias.

 

Entretanto, a cotação do farelo de soja segue abaixo da registrada em 2018. 

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na primeira quinzena de maio a tonelada do produto ficou cotada, em média, em R$1.238,10, sem o frete. 

 

Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve queda de 15,2%. 

 

Milho 

 

Após acumular quedas consecutivas entre a primeira quinzena de março e as primeiras semanas de maio, o preço do milho voltou a subir no mercado brasileiro, principalmente em regiões consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina.

 

O movimento de recuperação, que vem sendo verificado mesmo diante da perspectiva de disponibilidade elevada na atual safra, está atrelado à retração de produtores, que passaram a ofertar apenas pequenos lotes no spot.

 

No geral, contudo, o ritmo de comercialização está lento, tendo em vista que muitos compradores consultados pelo Cepea adquirem volumes pontuais, ainda na expectativa de boa disponibilidade interna do cereal no segundo semestre.

 

Entre 10 e 17 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, na região de Campinas (SP), subiu 5,3%, fechando a R$ 34,69/sc de 60 kg na sexta-feira, 17.

 

As altas dos preços nos portos também influenciaram os valores regionais. Muitos vendedores consultados pelo Cepea têm aproveitado para fechar negócios próximos a R$ 37,00/saca de 60 kg para embarque no segundo semestre.

 

Neste caso, a valorização do dólar frente ao Real e as quedas dos preços domésticos nas últimas semanas têm mantido em alta a competitividade internacional do milho brasileiro e, consequentemente, estimulado novos negócios para exportação.

 

Ovos

 

O maior consumo fez com que ocorressem novas valorizações no mercado de ovos. 

 

Nas granjas paulistas a alta foi de 1,6% na comparação semanal e a caixa com trinta dúzias de ovos está cotada em R$64,50. 

 

No atacado, a caixa do produto fechou cotada em R$69,00, alta de 1,5% no mesmo período. 

 

Apesar de duas semanas seguidas de valorizações, quedas nos preços já começam a aparecer em virtude da diminuição nas vendas com o início da segunda quinzena do mês.

 

Soja 

 

Os preços internos da soja voltaram a subir com certa força, impulsionados pelas altas nos prêmios de exportação do grão e dos derivados (sinal de maior demanda externa), pela valorização do dólar e pela elevação dos valores externos.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, essa reação dos valores da soja atraiu o vendedor e elevou a liquidez, especialmente para exportação – que só não foi mais intensa devido à falta de cota nos portos.

 

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu expressivos 6,4% entre 10 e 17 de maio, indo para R$ 78,38/saca de 60 kg na sexta-feira, 17. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou forte alta de 6,5%, a R$ 73,93/sc de 60 kg na sexta.

 

Trigo 

 

Os preços do trigo em grão e dos derivados estão enfraquecidos no mercado brasileiro, de acordo com pesquisas do Cepea. Representantes de moinhos nacionais estão retraídos do mercado, indicando dificuldades no repasse dos custos da matéria-prima e dos fretes ao produto acabado.

 

Esses demandantes alegam que as vendas tanto por parte das indústrias alimentícias como pelo varejo registram baixo ritmo, o que tem elevado os estoques e reduzido a necessidade de novas compras de grão no spot.

 

No mercado de derivados, enquanto parte dos agentes consultados pelo Cepea eleva os preços de venda, devido à maior cotação do grão importado e do alto custo de produção, outros reduzem os valores, no intuito de aquecer as vendas.

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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