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20/12

20/12 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Couro e Suínos

20/12 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Couro e Suínos

 

Algodão 

 

A proximidade do recesso de final de ano afastou boa parte dos agentes consultados pelo Cepea das negociações no spot.

 

Com isso, poucos lotes de algodão em pluma têm sido comercializados, e a maioria envolve pequenos volumes.

 

De um modo geral, agentes consultados pelo Cepea se voltam aos embarques de contratos, atentos à redução na oferta de caminhões neste final de ano.

 

Do lado vendedor, alguns já estão fora de mercado, na expectativa de maior demanda e de aumento dos preços na entressafra.

 

Cotonicultores consultados pelo Cepea relatam que estão com boa parte da produção 2017/18 comprometida e, por isso, seguem focados no encerramento do beneficiamento e também no cumprimento dos contratos.

 

Nesse cenário, entre 11 e 18 de dezembro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu 1,44%, fechando a R$ 3,0526/lp nessa terça-feira, 18. 

 

Arroz

 

Pesquisas do Cepea apontam que os setores atacadista e varejista apresentaram ligeiro movimento na primeira quinzena de dezembro, mas boa parte das beneficiadoras afirma que a meta em volume não foi atendida.

 

Para as próximas semanas, tudo indica que a liquidez será ainda menor, pois algumas indústrias entram em férias coletivas e os carregamentos para os grandes centros consumidores ficam comprometidos, devido à falta de transporte.

 

Do lado vendedor, orizicultores capitalizados seguem recuados, aguardando a virada do ano para disponibilizar seus últimos lotes.

 

No geral, produtores consultados pelo Cepea seguem atentos às atividades de campo e afirmam estarem satisfeitos com o desenvolvimento das lavouras da nova safra 2018/19.

 

Boi 

 

Os preços da arroba do boi gordo estão mais firmes nesta semana no mercado interno.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto está atrelado aos valores da carne negociada no mercado atacadista – que registram alta expressiva em dezembro – e à menor oferta de animais prontos para abate.

 

Vale ressaltar, no entanto, que as escalas alongadas por parte de alguns frigoríficos resultam em eventuais pequenas quedas nos preços do boi.

 

Assim, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo subiu 0,7% entre 12 e 19 de dezembro, fechando a R$ 151,10 nessa quarta-feira, 19 – no acumulado do mês, a alta é de 1,9%. 

 

Café 

 

Segundo pesquisas do Cepea, a liquidez interna segue baixa. Além das quedas dos preços externos, que voltaram a patamares de setembro deste ano, grande parte dos compradores e vendedores consultados pelo Cepea está retraída com a aproximação do final do ano, limitando os negócios.

 

A expectativa é de que o comércio siga em menor ritmo até a segunda semana de janeiro.

 

Para o arábica, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 413,37/saca de 60 kg nessa terça-feira, 18, baixa de 1,54% em relação à terça anterior, 11.

 

Quanto ao robusta, a queda foi ainda mais acentuada, devido à colheita no Vietnã, que atingiu, na última semana, cerca de 60% do volume total esperado, segundo agências de notícias internacionais.

 

O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 299,14/sc de 60 kg nessa terça, baixa de 4,33% em relação à terça anterior, 11. 

 

Couro

 

Com a virada de ano se aproximando, o mercado do couro vem perdendo movimentação.

 

Esse marasmo é comum para a época do ano e, caso o mercado siga dentro da normalidade, os preços devem continuar andando de lado nessa reta final de 2018.

 

Sem surpresas, o couro verde de primeira linha segue cotado, em média, em R$0,90/kg, considerando a região do Brasil Central. No Rio Grande do Sul, o couro verde comum está cotado, em média, em R$1,35/kg.

 

Não há expectativas para que a cotação mude no curto prazo.

 

Suínos 

 

Pesquisas do Cepea apontam que a menor oferta de animais para abate, especialmente no Sul do País, tem elevado as cotações do suíno vivo.

 

Já quanto aos principais insumos da ração, o milho e o farelo de soja, a posição mais retraída de compradores consultados pelo Cepea tem impedido e/ou limitado altas nos preços.

 

Com isso, o poder de compra do suinocultor tem se elevado na parcial de dezembro, na maior parte das regiões.

 

No geral, mesmo com o ritmo de vendas para dezembro abaixo do esperado pelo setor, a oferta restrita de animais para abate tem elevado os preços do suíno. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria



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