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19/10

19/10 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Ovos e Suínos

19/10 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Ovos e Suínos

 

Algodão 

 

As negociações de algodão em pluma estão lentas no mercado doméstico, visto que alguns agentes se retraíram tanto do spot quanto de comercializações para embarques futuros. Conforme colaboradores do Cepea, parte da indústria tem demonstrado interesse apenas por pequenas reposições de estoques, enquanto vendedores estão focados no cumprimento de contratos e embarque da pluma adquirida anteriormente.

 

Enquanto cotonicultores permanecem firmes nos preços pedidos, comerciantes e tradings estão mais flexíveis nos valores em alguns momentos. Nesse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registrou queda de 0,29% entre 10 e 17 de outubro, fechando a R$ 2,3834/lp nessa terça-feira, 17. 

 

Arroz

 

A liquidez está baixa no mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul, com poucos vendedores presentes no spot. Segundo colaboradores do Cepea, as chuvas ocorridas no estado atrapalharam o transporte do cereal, afastando orizicultores do mercado.

 

Do lado comprador, indústrias estão cautelosas quanto a novas aquisições, atentas à queda de braço entre os valores ofertados pelos setores atacadista e varejista dos grandes centros consumidores.

 

Além disso, beneficiadoras afirmam estar com estoques abastecidos. Nesse cenário, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, subiu 0,52% entre 10 e 17 de outubro, fechando a R$ 36,54/sc de 50 kg nessa terça-feira, 17.

 

Boi

 

A entrada e saída de operadores do mercado levou a média do Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo a oscilar nos últimos dias.

 

Segundo colaboradores do Cepea, muitos agentes estão inseguros quanto ao comportamento dos preços no curto prazo e, por esse motivo, adotam posicionamento mais recuado para compra e para venda, realizando apenas negócios de maior urgência.

 

Nessa quarta-feira, 18, o Indicador fechou a R$ 141,05, recuo de 0,81% frente à quarta anterior, 11.

 

Café

 

Com a florada aberta em grande parte das principais regiões produtoras de arábica do Brasil e a consequente sinalização de aumento na produção, os preços internos e externos têm recuado com força. Além disso, com o feriado de Nossa Senhora Aparecida na quinta-feira, 12, agentes se retraíram das negociações e a liquidez interna permaneceu baixa nos últimos dias.

 

Nessa terça-feira, 17, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 440,54/saca de 60 kg, recuo de 3,06% em relação à terça anterior, 10.

 

No mercado de robusta, agentes seguem retraídos e as negociações envolvendo a variedade, calmas. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 377,97/sc de 60 kg nessa terça-feira, 17, queda de 3,3% em relação ao dia 10. 

 

Ovos

 

O mercado de ovos vem trabalhando com a oferta ajustada a demanda. Com isso, os preços se mantiveram nos mesmo patamares observados na semana anterior.

 

Nas granjas paulistas, a caixa com trinta dúzias segue negociada, em média, em R$68,50. No atacado, o produto está cotado em R$73,00/caixa.

 

O forte calor exige escoamento rápido de mercadorias, em função disso, as promoções continuam vigorando.

 

Suínos 

 

Enquanto os preços dos principais componentes da ração animal (soja e milho) estão em alta, as cotações do suíno vivo têm registrado queda em outubro. Nesse cenário, o poder de compra dos produtores diminuiu.

 

Em São Paulo, o recuo foi de 8% frente ao milho e de 7,5% frente ao farelo de soja neste mês (até o dia 18). Segundo colaboradores do Cepea, as desvalorizações do animal vivo no mercado independente estão atreladas à baixa liquidez.

 

Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o preço do vivo teve média de R$ 4,09/kg nessa quarta-feira, 18, baixa de 2% no acumulado do mês.

 

Quanto ao milho, segundo a Equipe Grãos/Cepea, as altas refletem o aumento da procura e expectativas de menor oferta na safra 17/18. No mercado de farelo de soja, por sua vez, a firme demanda interna e a retração de vendedores é que têm impulsionado as cotações. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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