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18/06

18/06 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Leite, Milho, Soja e Trigo

18/06 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Leite, Milho, Soja e Trigo

 

Açúcar

 

As cotações do açúcar cristal recuaram no mercado spot paulista na semana passada, conforme apontam dados do Cepea. De 10 a 14 de junho, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 62,47/saca de 50 kg, queda de 1,32% em relação à de 3 a 7 de junho (R$ 63,31/saca de 50 kg).

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o volume do cristal negociado no spot do estado de São Paulo diminuiu na semana passada, cenário que pode estar relacionado ao fato de compradores estarem abastecidos com as aquisições recentes e também por estarem recebendo o produto por meio de contratos.

 

Quanto à oferta, seguiu estável. 

 

Boi

 

As programações de abate, de maneira geral, estão enxutas. O impacto disto tem sido indústrias ofertando preços maiores pelo boi gordo. 

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, por exemplo, a referência subiu 0,7% na última segunda-feira (17/6), em relação ao fechamento anterior e a arroba ficou cotada em R$151,50, à vista, livre de Funrural. 

 

No estado, as escalas de abate atendem a três dias. Na comparação semanal, a cotação do boi subiu 2,4%. 

 

Vale lembrar que estamos em plena segunda quinzena, período quando normalmente a demanda por carne diminui, o que causa pressão sobre os preços. 

 

A volta do embarque de carne bovina à China é o que tem dado fôlego para o mercado. 

 

Esse cenário deve permanecer ao longo da semana, tendo em vista que os estoques dos frigoríficos estão baixos.

 

Leite

 

Foi observado um mercado mais frouxo para os derivados do leite na primeira quinzena de junho.

 

Na comparação com o fechamento do mês anterior, os preços dos lácteos caíram 0,4% no mercado atacadista, considerando a média de todos os produtos e estados cotados pela Scot Consultoria.

 

Para o leite longa vida (UHT), a queda foi mais acentuada nas indústrias, de 3,6% no mesmo período. O leite longa vida fechou cotado, em média, em R$2,59/litro.

 

Esse recuo de preços no atacado, mesmo com a produção da matéria-prima (leite cru) em queda, está atrelado a dificuldade de os laticínios escoarem a produção em patamares de preços mais altos.

 

No varejo, em São Paulo, o cenário foi de praticamente de estabilidade, com queda de 0,1% na primeira metade de junho, frente a quinzena anterior, na média de todos os produtos lácteos cotados.

 

Para essa segunda quinzena de junho, a expectativa é que o mercado continue mais frouxo, tanto no varejo como no atacado, em decorrência do consumo mais enfraquecido, normalmente, observado na segunda metade do mês. 

 

Outro fator que contribui para esse cenário é o início das férias escolares no final de junho, que em uma época de consumo deixando a desejar é mais um fator que pode pressionar o mercado negativamente.

 

Por fim, o incremento de produção da matéria-prima (leite cru) no sul do país, importante bacia leiteria nacional, também poderá contribuir com esse cenário de preços mais frouxos.

 

Milho 

 

Os preços do milho voltaram a subir no mercado brasileiro, especialmente nas regiões dos portos, segundo pesquisas do Cepea. Esse cenário foi verificado mesmo com dados da Conab indicando safra 2018/19 elevada no Brasil, devido ao clima favorável. Já nos Estados Unidos, o tempo adverso segue limitando o avanço no semeio do cereal.

 

Assim, enquanto o cenário de oferta elevada no Brasil mantém compradores consultados pelo Cepea afastados, os impactos do clima desfavorável nos Estados Unidos deixam o vendedor nacional firme nos valores do milho, tendo em vista que este fato tende a favorecer as exportações do cereal brasileiro.

 

Assim, entre 7 e 14 de junho, dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea, as altas mais expressivas foram observadas em Paranaguá (PR) e em Santos (SP). Em Campinas (SP), região referência para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, o Indicador fechou a R$ 38,30/saca de 60 kg, alta de 2,9% frente ao dia 7. 

 

Soja 

 

A disparidade entre os preços ofertados por vendedores e os pedidos por compradores voltou a crescer no mercado brasileiro, cenário que reduziu a liquidez tanto no spot quanto nas comercializações de contrato a termo, conforme indicam pesquisas do Cepea.

 

No geral, sojicultores estão retraídos das vendas, visto que têm incertezas sobre a safra de soja nos Estados Unidos, onde o excesso hídrico segue retardando o semeio e preocupando agentes sobre a produtividade e a qualidade da safra daquele país.

 

Além disso, grande parcela dos sojicultores já se capitalizou e, agora, prefere segurar o remanescente da produção para comercializar no segundo semestre, período em que a safra norte-americana terá melhor definição.

 

Quanto aos preços, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) subiu 1,45% entre 7 e 14 de junho, a R$ 82,73/saca de 60 kg na sexta-feira, 14. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu 2,67%, a R$ 77,67/sc de 60 kg no dia 14. 

 

Trigo 

 

Na temporada 2019/20, a produção mundial de trigo deve crescer frente à anterior; no entanto, o consumo também deve aumentar. Esse cenário, segundo informações do Cepea, pode fazer com os preços se mantenham em patamares elevados nos próximos meses.

 

Quanto aos valores no Brasil, foram registradas pequenas elevações nos últimos dias, visto que a demanda doméstica segue enfraquecida. Parte dos moinhos indica ter estoques e, portanto, não aceita os patamares mais elevados que vendedores têm pedido. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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