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17/09

17/09 Alertas de Mercado: Boi, Couro, Frango, Milho, Soja e Trigo

17/09 Alertas de Mercado: Boi, Couro, Frango, Milho, Soja e Trigo

 

Boi 

 

A oferta de boiadas está restrita e, com isso, o mercado está firme. 

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na última segunda-feira (16/9) o boi gordo ficou cotado em R$159,50/@, a prazo, livre de Funrural. Alta de 0,6% frente ao levantamento anterior. 

 

Também foram registradas altas de preços no Norte de Minas Gerais e de Mato Grosso, no Acre e no Espírito Santo. 

 

Destaque para o Acre, cujo preço do boi teve alta de 1,5% na comparação dia a dia. No estado, a arroba do macho terminado ficou cotada em R$133,00, a prazo e livre de Funrural. 

 

Couro 

 

O lento escoamento do produto não deixa espaço para que haja retomada de preços. O comum, são empresas realizando negócios abaixo da referência para conseguir concretizar as vendas. 

 

No Brasil Central, o couro verde está cotado em R$0,50/kg, considerando o produto de primeira linha. 

 

Em alguns casos, o couro verde é negociado abaixo dos R$0,25/kg, embora nestes casos o produto, normalmente, seja de qualidade inferior. 

 

No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$0,70/kg. 

 

A expectativa é de que a baixa demanda pelo couro verde mantenha o mercado pressionado.

 

Frango 

 

O preço do frango vivo completou 62 dias de estabilidade nas granjas de São Paulo. A ave terminada está cotada, em média, em R$3,30 por quilo. 

 

No atacado houve queda de 2,4% nos últimos sete dias. A carcaça está sendo comercializada, em média, por R$4,15 por quilo. 

 

As vendas foram fracas mesmo na primeira quinzena do mês.

 

No âmbito externo, porém, o mercado se viu mais otimista. A habilitação de seis novos frigoríficos de frango para exportação do produto para a China injeta ânimo ao setor.

 

Milho 

 

Os valores do milho estão em alta no mercado paulista, influenciados pela demanda mais aquecida. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) subiu 2% entre 6 e 13 de setembro, fechando a R$ 37,58/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 13.

 

Por outro lado, segundo pesquisadores do Cepea, na maior parte do Centro-Oeste, as cotações têm caído, pressionadas pela maior oferta.

 

Quanto às exportações do cereal, seguem intensas, somando 2,04 milhões de toneladas nos primeiros cinco dias úteis de setembro, segundo dados da Secex.

 

A média diária de embarques está em 409,4 mil toneladas – caso esse ritmo permaneça até o encerramento de setembro, o volume total de exportação pode atingir 8,5 milhões de toneladas, um novo recorde para o mês. 

 

Soja 

 

As cotações da soja em grão estão em queda no mercado interno, segundo dados do Cepea. Os recentes recuos do dólar têm pressionado os valores; porém, as baixas foram limitadas pela alta nos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago), especialmente nessa quinta-feira, 12.

 

Entre 6 e 13 de setembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá registrou baixa de 0,78%, a R$ 85,39/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 13.

 

O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná, por outro lado, teve pequeno aumento de 0,18%, a R$ 79,77/sc de 60 kg.

 

Os menores valores domésticos e a expectativa quanto à divulgação de dados de oferta e demanda mundiais por parte do USDA (que ocorreu na quinta-feira), por sua vez, reduziram o ritmo de negócios no Brasil. 

 

Trigo 

 

Os preços externos do trigo em grão estão em queda, refletindo a maior disponibilidade do cereal, devido à colheita e ao aumento nos estoques de passagem. Na safra 2019/20, o consumo global pode aumentar, mas a oferta ainda deve superar a demanda.

 

No Brasil, o movimento de alta nas cotações de trigo tem perdido força, influenciado pela colheita no Paraná, que já alcançou 28% da área total do estado.

 

Segundo colaboradores do Cepea, mesmo com poucos lotes de grão de melhor qualidade disponíveis no mercado, as negociações internas se intensificaram.

 

Quanto aos derivados, nem toda valorização da matéria-prima tem chegado aos consumidores finais, mas, aos poucos, esses custos têm sido repassados.

 

Na última semana, alguns moinhos interromperam o processamento, devido ao período de expurgo.

 

Assim, aqueles que não possuíam estoques, especialmente de farelo de trigo, não operaram. De modo geral, os preços oscilaram. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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