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17/02

17/02 Alertas de Mercado: Boi, Citros, Frango, Ovos e Suínos

17/02 Alertas de Mercado: Boi, Citros, Frango, Ovos e Suínos

 

Boi

 

A pressão baixista do mercado do boi gordo e a falta de expectativas por melhora ainda são os fatores determinantes para o desinteresse no mercado de reposição. 

 

Quando comparada com a semana passada, a média dos valores do mercado de reposição dos quatorze estados analisados não apresentou mudanças significativas. Porém, Mato Grosso se destacou com uma queda semanal de 1,7%.

 

O boi magro anelorado (12@), na média todas as praças pesquisadas, caiu 0,3% na comparação ao início do ano.

 

As incertezas continuam acompanhando as categorias mais jovens. Os bezerros anelorados apresentaram queda semanal de 0,5% em média, considerando todos os estados analisados, e queda de 1,4% desde o início do ano.

 

Em curto prazo, com as negociações de troca ganhando volume, é possível que os preços da reposição ganhem sustentação, após a considerável queda verificada principalmente a partir do segundo semestre do ano passado.

 

Citros 

 

A demanda por laranja está desaquecida no mercado in natura do estado de São Paulo, conforme colaboradores do Cepea, uma vez que compradores têm dado preferência para a mercadoria de melhor qualidade (cada vez mais escassa).

 

Além disso, a disponibilidade das frutas “boca de safra” está maior, cenário que pode se intensificar nesta segunda quinzena de fevereiro, enfraquecendo as cotações. Na parcial da semana (segunda a quinta-feira), a média da laranja pera fechou a R$ 44,03/caixa de 40,8 kg, na árvore, queda de 1% em relação à anterior. Para a lima ácida tahiti, o cenário de elevada oferta e demanda desaquecida continua.

 

Nesta semana, porém, as indústrias em operação elevaram as remunerações para cerca de R$ 13,00/cx, o que favoreceu os envios às processadoras e reduziu o volume no mercado de mesa. Assim, o preço médio da variedade entre 13 e 16 de fevereiro foi de R$ 8,67/cx de 27 kg, colhida, recuo de 1,1% em relação à média anterior.

 

Frango

 

Os preços do frango vivo e da carne tiveram novas altas nos últimos dias, mas a típica retração do consumo na segunda quinzena já começa a limitar as valorizações.

 

Conforme pesquisadores do Cepea, para o animal vivo, o aumento esteve atrelado à maior procura para abate. Entre 9 e 16 de fevereiro, a variação positiva mais intensa, de 5,5%, foi verificada no estado de São Paulo, com a média a R$ 2,62/kg nessa quinta-feira, 16.

 

No atacado da Grande São Paulo, a cotação do frango inteiro congelado subiu 4,1% no mesmo período, com o quilo negociado na média de R$ 3,92. Para o frango resfriado, na mesma região, a alta foi de 1%, a R$ 3,76/kg.

 

Ovos

 

A diferença entre as cotações dos ovos brancos e vermelhos levantados pelo Cepea aumentou significativamente em fevereiro. Enquanto a caixa do ovo branco se valorizou 15,4% na parcial do mês (de 31/1 a 16/2), indo para R$ 87,54 nessa quinta-feira, 16, a do ovo vermelho apresentou alta de 20,2%, para R$ 102,13.

 

Nesse cenário, a diferença entre os produtos saltou de 9,4 reais/caixa no dia 31 de janeiro para 14,59 reais/caixa em 16 de fevereiro, a maior desde fevereiro/15.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o calor tende a diminuir a produtividade das galinhas e prejudicar a qualidade dos ovos, principalmente do tipo vermelho, e com o aumento da demanda por ovos em geral, a oferta reduzida de vermelhos impulsiona ainda mais os preços dessa variedade frente ao ovo branco. 

 

Suínos 

 

O mercado de suínos teve alta nos últimos sete dias, no entanto, a variação foi menor em relação à semana anterior. Desde meados de janeiro, a arroba do animal terminado acumula valorização de 32,9% nas granjas de São Paulo. O suíno está sendo negociado, em média, em R$101,00/@.

 

No atacado, a alta em sete dias foi de 1,3%, a carcaça está cotada, em média, em R$7,90/kg. O comportamento do lado comprador começa a se mostrar mais lento, visto a época do mês (segunda quinzena), no qual o poder aquisitivo do consumidor diminui e também o forte calor influencia negativamente no consumo.

 

Além disso, as recentes altas inibiram as vendas, fazendo com que os compradores adquiram somente o necessário. Com isso, para os próximos dias a expectativa é que o mercado se mantenha firme, mas os preços praticamente estáveis.

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Scot Consultoria 

 



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