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16/06

16/06 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

16/06 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

 

Algodão 

 

A liquidez segue baixa no mercado de algodão em pluma, devido à baixa oferta no spot. Conforme pesquisadores do Cepea, apesar do interesse por novas aquisições, algumas indústrias e comerciantes deixaram de adquirir produto para entregas rápidas, diante da menor qualidade dos lotes apresentados. Além disso, na maioria das vezes, compradores têm necessidade de pequenos volumes, apenas para repor estoques e/ou atender a contratos firmados anteriormente.

 

Com o início da colheita da temporada 2016/17, a pluma da safra 2015/16 continua concentrada na mão de poucos agentes, que permanecem firmes nos valores pedidos, mesmo que apresentem características, como micronaire, fibra e cor. Nesse cenário, as cotações do algodão em pluma registraram pequenas oscilações nos últimos dias.

 

Arroz 

 

Os preços do arroz em casca estão em alta no Rio Grande do Sul, refletindo a necessidade de parte das indústrias de repor estoques. Apesar da preferência pelo arroz depositado em seus armazéns, houve negociações de arroz “livre” – especialmente de lotes armazenados nas propriedades rurais mais próximas das unidades beneficiadoras.

 

Do lado vendedor, conforme pesquisadores do Cepea, orizicultores têm demonstrado baixo interesse de venda. Alguns estão ofertando outras commodities, como soja, enquanto outros buscam financiamento e pré-custeio para a safra 2017/18. Entre 6 e 13 de junho, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros avançou 1,77%, fechando a R$ 39,73/sc de 50 kg nessa terça-feira, 13.

 

Boi 

 

A liquidez está lenta no mercado de boi gordo, com agentes negociando apenas quando há maior urgência para compra ou venda. Conforme pesquisadores do Cepea, frigoríficos acreditam em queda de preços no curto prazo, enquanto pecuaristas tentam evitar maior pressão sobre as cotações.

 

Nesse cenário, valores bastante distintos têm sido relatados, principalmente por causa das diferenças de escalas de abate dos frigoríficos. Entre 7 e 14 de junho, no entanto, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa recuou 1,8%, fechando a R$ 127,54 na quarta-feira, 14. 

 

Café 

 

Apesar do frio intenso nas lavouras de café arábica do norte do Paraná, São Paulo e Sul de Minas nos últimos dias, a colheita da temporada 2017/18 segue sem problemas. Segundo colaboradores do Cepea, apenas algumas áreas foram atingidas por geadas, o que não deve prejudicar a produção nacional.

 

Assim, o trabalho de campo deve se intensificar nos próximos dias, caso novas chuvas não interrompam as atividades. Com produtores concentrados na colheita, a negociação segue lenta no mercado físico. Quanto ao robusta, as atividades estão mais avançadas no Espírito Santo e em Rondônia, com 50% e 90% das áreas alcançadas, respectivamente, conforme agentes consultados pelo Cepea.

 

Mesmo com a maior oferta de robusta, devido ao avanço da colheita, as negociações no físico continuam lentas, devido à retração de vendedores e compradores. Neste cenário, as cotações estão em queda.

 

Frango 

 

Os preços da carne de frango (em termos reais) registram o menor patamar da série histórica do Cepea, iniciada em 2004. O recuo das exportações na parcial deste mês e as quedas nos valores das principais concorrentes (bovina e suína) contribuíram para o aumento da oferta de carne de frango, o que pressionou as cotações.

 

Segundo relatório da Secex (com dados até a segunda semana de junho), a média diária de embarques de carne de frango in natura está em 11,7 mil toneladas, 19,1% abaixo da média de maio/17 e 33% inferior à de junho/16. Nesse cenário, o preço médio do frango inteiro resfriado na parcial deste mês (até o dia 14), de R$ 3,54/kg, é o menor desde junho de 2011, quando era de R$ 3,52/kg (deflacionado pelo IPCA de maio/17).

 

Segundo pesquisadores do Cepea, as desvalorizações da carne e a baixa liquidez têm pressionado os preços reais do frango vivo. Na parcial de junho, a média do animal vivo negociado no estado de São Paulo é de R$ 2,43/kg, a menor desde abril de 2013.

 

Suínos 

 

As cotações da carne suína estão em queda no mercado doméstico, refletindo o fraco ritmo das vendas internas e externas. Os preços da carcaça especial, por exemplo, recuaram 3,2% entre 7 e 14 de junho no atacado da Grande São Paulo, fechando a R$ 5,86/kg na quarta-feira, 14, o menor valor desde maio/16, em termos nominais.

 

As quedas nos preços das carnes, por sua vez, acabaram pressionando os valores do suíno vivo pagos ao produtor. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal foi vendido a R$ 3,70/kg na quarta-feira, queda de 4,2% em sete dias.

 

 Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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