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15/03

15/03 Alertas de Mercado: Boi, Citros, Couro, Frango e Ovos

15/03 Alertas de Mercado: Boi, Citros, Couro, Frango e Ovos

 

Boi 

 

Os preços do boi gordo estão firmes, com cenário de oferta restrita, mesmo em março, mês tipicamente de maior venda de fêmeas. 

 

As escalas de abate em São Paulo atendem em torno de quatro dias e existem ofertas de preços acima da referência, atualmente em R$153,00/@, à vista, livre de Funrural. 

 

No mercado atacadista de carne com osso houve ajustes positivos, o que colabora com a margem para que os frigoríficos paguem mais pelo boi gordo, se o cenário de oferta limitada continuar.

 

Atualmente a referência para a carcaça de bovinos castrados está em R$10,31/kg. 

 

A redução de consumo na segunda quinzena pode amenizar a necessidade de boiadas pelos frigoríficos, mas para o curto prazo a expectativa é de preços firmes e possibilidade de valorizações.

 

Citros

 

A oferta de laranja da safra corrente (2018/19) segue escassa em São Paulo, principalmente a de frutas com melhor qualidade. Produtores consultados pelo Cepea relatam, inclusive, o encerramento da colheita de pera e tardias.

 

Por outro lado, o início da produção de precoces da temporada 2019/20 já começou a “frear” o movimento de alta das cotações da pera. Em termos de demanda, contudo, a colheita de laranjas ainda verdes limita o escoamento. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a média da pera foi de R$ 42,07/cx de 40,8 kg, na árvore, valor 6% inferior à passada.

 

No caso da lima ácida tahiti, as exportações estiveram mais aquecidas nos últimos dias, colaborando para o controle do volume interno – com as chuvas, o crescimento das frutas nas árvores tem se acelerado, abarrotando o mercado de mesa.

 

Na parcial da semana, a média da fruta no mercado doméstico foi de R$ 14,09/cx de 27 kg, colhida, recuo de apenas 2,3% em relação à semana anterior. Já as exportações da fruta, segundo a Secex, totalizaram 9 mil toneladas em fevereiro, alta de 40% frente a janeiro.

 

Couro 

 

A baixa movimentação no mercado do couro manteve as cotações estáveis na primeira quinzena de março. 

 

A demanda no mercado interno patinando e a desvalorização do produto para a exportação deixam pouco espaço para que haja uma reação. 

 

No Brasil Central, o couro verde está cotado em R$0,80/kg, considerando o produto de primeira linha. Estabilidade há trinta e três dias.

 

No Rio Grande do Sul, o couro verde comum está cotado em R$1,20/kg. No estado, a última alteração de preço ocorreu há um mês (14/2). 

 

Em curto prazo o esperado é de que os preços sigam caminhando de lado.

 

Frango 

 

O volume de carne de frango exportado pelo Brasil aumentou em fevereiro, animando agentes do setor. Segundo dados da Secex, as exportações de produtos avícolas, considerando a carne in natura, salgada e industrializada, somaram 316,9 mil toneladas em fevereiro, aumentos de 12,4% frente ao mês anterior e de 1,5% em relação ao mesmo período de 2018.

 

Cerca de metade da carne de frango exportada pelo Brasil no mês passado teve como destino a China, a Arábia Saudita, o Japão, os Emirados Árabes Unidos e a União Europeia. Destes, apenas a Arábia Saudita reduziu suas compras entre os dois primeiros meses do ano, em 7%, enquanto a China expandiu em 15% as importações do produto brasileiro, no mesmo comparativo.

 

Com essas alterações, a China passou a ser o principal destino da carne de frango brasileira. Esse cenário, somado às vendas aquecidas no mercado doméstico, tem elevado as cotações internas da proteína.

 

No acumulado do mês (até o dia 14 de março), o preço do frango inteiro congelado registrou alta de 2,9% no atacado da Grande São Paulo, a R$ 4,41/kg na quinta-feira, 14. Para o produto resfriado, no mesmo comparativo, a valorização foi de 2,8%, a R$ 4,46/kg, no dia 14.

 

Ovos 

 

Nestas duas primeiras semanas de março, as cotações dos ovos seguem em patamares semelhantes aos registrados no correr do mês anterior, frustrando as expectativas do setor. Com o início do período de Quaresma, no último dia 6, agentes esperavam que as vendas aumentassem e impulsionassem os preços da proteína, como observado em anos anteriores, mas isso não foi concretizado até o momento.

 

Em fevereiro, os ovos negociados em Bastos (SP) tiveram forte valorização frente a janeiro: para o produto branco tipo extra, a alta foi de 41% e para o vermelho, de 51%, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de fevereiro/19). Conforme colaboradores do Cepea, o avanço das cotações em fevereiro limita novas altas neste mês, visto que a população pode não absorver preços ainda mais elevados.

 

Além disso, alguns granjeiros relatam que a produção está maior frente à do mesmo período do ano passado, o que também tende a dificultar novas valorizações.

 

Na parcial de março (até o dia 14), a caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra é comercializada a R$ 82,77 em Bastos, valor 4% maior do que o registrado em fevereiro. Para o produto vermelho, o preço médio na parcial deste mês é de R$ 102,37/cx, estável na mesma comparação. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Conultoria 



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