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14/05

14/05 Alertas de Mercado: Boi, Couro, Leite, Milho, Ovos, Reposição, Soja e Trigo

14/05 Alertas de Mercado: Boi, Couro, Leite, Milho, Ovos, Reposição, Soja e Trigo

 

Boi 

 

Nesta segunda-feira (13/5) o mercado fechou com cinco quedas, uma alta e o restante das regiões com estabilidade nos preços do boi gordo. 

 

O consumo aquém do esperado da primeira quinzena de maio, associado à maior oferta de boiadas, pressionou para baixo as cotações do boi nas praças onde as indústrias estão com escalas de abate confortáveis. 

 

No Noroeste do Paraná, a maior disponibilidade de oferta de matéria-prima refletiu em desvalorização de 0,7% frente ao último fechamento (10/5), o que significa queda de R$1,00/@. 

 

Na região de Goiânia-GO, a queda foi de 0,7% na comparação dia a dia, porém, no acumulado de maio a desvalorização chega a 1,4%. 

 

Em São Paulo, apesar de estabilidade no fechamento de ontem, algumas indústrias aproveitaram o momento para sair das compras e observar o mercado para traçar a melhor estratégia de compra para esta semana. 

 

A margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa ficou em 19,7%, valor próximo à média histórica.

 

Couro 

 

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em abril o Brasil exportou 36,9 mil toneladas de couro, o que representa uma queda de 22,3% na comparação com março deste ano. 

 

A menor demanda pelo produto final no mercado externo tem pressionado as cotações do couro verde. 

 

No Brasil Central, o preço do couro verde caiu 12,5% na comparação semanal e, atualmente, está em R$0,70/kg, considerando o produto de primeira linha. Em relação ao mesmo período de 2018 a desvalorização foi de 46,2%. 

 

No Rio Grande do Sul, o couro verde comum está cotado em R$1,00/kg, queda de 9,1% frente ao fechamento da última semana. 

 

Mesmo com as desvalorizações registradas na última semana, vale ressaltar que há negócios ocorrendo abaixo da referência, o que evidencia a dificuldade de escoamento do produto.

 

Leite 

 

Com a valorização do leite no campo e estoques reduzidos, as cotações dos derivados lácteos registraram leve alta nos últimos dias. Entre 6 e 10 de maio, o preço do leite UHT subiu 0,45% frente ao da semana anterior, fechando o período com média de R$ 2,6117/litro.

 

Para o queijo muçarela, o aumento foi menor, de 0,4% no mesmo período para a média de R$ 17,6367/kg. Participe da pesquisa do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo e receba informações exclusivas.

 

Envie e-mail para leicepea@usp.br  ou ligue (19) 3429-8834. 

 

Milho 

 

Os preços do milho continuam em queda no mercado brasileiro, influenciados, de acordo com pesquisadores do Cepea, pelo possível recorde na disponibilidade do cereal na temporada 2018/19.

 

Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 0,84% de 3 a 10 de maio, fechando a R$ 32,93/sc de 60 kg na sexta-feira, 10.

 

Assim, um maior ritmo de exportação será fundamental para escoar o cereal em 2019 e limitar o movimento de baixa das cotações. Por enquanto, os embarques já apresentam melhora em relação aos verificados no ano passado. 

 

Ovos 

 

Os embarques brasileiros de ovos in natura apresentaram o pior desempenho para abril de toda a série histórica da Secex, iniciada em 2012. De acordo com dados divulgados pela Secretaria, o Brasil exportou 237 toneladas do produto em abril, volume 55,4% menor comparado ao de março e 4,4% frente ao de abril/18.

 

Quanto ao mercado, de acordo com dados do Cepea, na semana passada, o ovo branco tipo extra, colocado na Grande São Paulo, registrou valorização de 3,1%, com a caixa com 30 dúzias do produto na média de R$ 86,42 na sexta-feira, 10.

 

Quanto ao ovo vermelho tipo extra, colocado na Grande São Paulo, as cotações aumentaram 0,87% entre 3 e 10 de maio, para a média de R$ 99,59/cx nessa sexta, 10.

 

Reposição 

 

As chuvas começaram a diminuir, e aos poucos as pastagens estão perdendo a capacidade de suporte, movimento que deve se intensificar no curto prazo. 

 

Diante desse cenário a menor retenção das boiadas no pasto gera maior oferta de matéria-prima para os frigoríficos e, consequentemente, os preços ofertados pela arroba do boi gordo caem. 

 

Tanto é que a média dos preços do boi gordo de maio está 2,2% inferior à média de abril. 

 

Na contramão deste cenário está o bezerro de desmama (6@), cotado em média em R$1,3 mil/cabeça. Valorização mensal de 1,9%.

 

Desta forma, a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro piorou para o recriador. 

 

Em abril com a venda de um boi gordo com 18@ compravam-se 2,05 bezerros de desmama (6@). Atualmente com a mesma relação compra-se 1,96 bezerro, ou seja, queda de 4,0% no poder de compra do recriador. 

 

Soja 

 

Mesmo com a significativa queda nos contratos futuros na CME Group (Bolsa de Chicago) nos últimos dias, os preços de soja voltaram a subir no mercado brasileiro, segundo dados do Cepea.

 

De acordo com pesquisadores, o impulso esteve atrelado à valorização nos prêmios nacionais e às expectativas de maior demanda da China, cenário que elevou a liquidez no mercado de soja no Brasil. 

 

Entre 3 e 10 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) avançou 1,6%, a R$ 74,58/saca de 60 kg no dia 10.

 

No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou aumento de 0,3%, a R$ 69,38/sc de 60 kg na sexta. 

 

Quanto ao farelo de soja, embora grande parcela de avicultores se mostre abastecida, o movimento baixista vem sendo interrompido pela retração de parte das indústrias, que têm expectativas de aumento na procura de suinocultores.

 

Trigo 

 

O semeio do trigo da safra 2019/20 avança no Brasil, mas a área destinada ao cereal deve diminuir em relação à do ano passado. Apesar disso, por enquanto, a previsão é de aumento na produção, devido à possível recuperação da produtividade.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é o oposto do observado em 2018, quando a área com trigo foi maior, mas o clima limitou a produtividade das lavouras de inverno.

 

No Brasil, relatório divulgado pela Conab na semana passada indicou que a área de semeio do trigo pode ficar 3,3% inferior à da safra passada, somando 1,97 milhão de hectares – a maior redução vem do Paraná, que responde por 93,2% da área total no País.

 

Já a produção e produtividade devem crescer, passando respectivamente para 5,46 milhões de toneladas (+0,71%) e para 2,7 mil toneladas/hectare (+4,2%). 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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