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14/03

14/03 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

14/03 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão 

 

A qualidade do algodão disponível e a disparidade entre os preços seguem limitando os negócios no mercado spot. De acordo com colaboradores do Cepea, compradores tentam pressionar os valores, enquanto vendedores se mantêm firmes nos preços pedidos.

 

Parte das indústrias trabalha com a matéria-prima estocada e/ou recebida de contratos, sendo que algumas mostram interesse em novas compras apenas para entrega nos próximos meses.

 

Comerciantes, por sua vez, continuam com dificuldade em alinhar novos fechamentos “casados” no spot, mas, em alguns casos, adquirem a pluma para cumprir com as programações e/ou para reposição de estoque.

 

Nesse cenário, entre 28 de fevereiro e 12 de março, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registrou ligeira queda de 0,09%, fechando a R$ 2,9291/libra-peso nessa terça-feira, 12. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

 

Arroz

 

A oferta de arroz em casca está limitada no Rio Grande do Sul, visto que a colheita da safra 2018/19 ainda está no início.

 

Nesse cenário, conforme colaboradores do Cepea, a demanda pelo cereal esteve baixa nos últimos dias – a indústria tem trabalhado com o casca já adquirido, à espera do avanço das atividades para negociar.

 

Diante da baixa liquidez no mercado, os preços seguem praticamente estáveis. Nessa terça-feira, 12, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, fechou a R$ 39,03/sc, ligeira alta de 0,2% frente ao do dia 6.

 

Café 

 

Os preços domésticos do café arábica voltaram a cair nesta semana, pressionados pelas desvalorizações internacionais da variedade e pela queda do dólar.

 

Nesse cenário, agentes seguiram retraídos e a liquidez, baixa. Nessa terça-feira, 12, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 395,58/saca de 60 kg, baixa de 1,18% frente ao do dia 6.

 

Para o robusta, as cotações também foram pressionadas pela recuo dos valores externos. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima (à vista e a retirar no Espírito Santo), fechou a R$ 304,78/sc de 60 kg nessa terça, recuo de 0,9% na mesma comparação. 

 

Boi 

 

O preço do boi magro neste ano está inferior ao observado em 2018. De acordo com levantamento do Cepea, considerando-se quatro praças paulistas (Araçatuba, Bauru/Marília, Presidente Prudente e São José do Rio Preto), o preço médio do boi magro está em R$ 2.011,08/cabeça nesta parcial de março, 1,47% inferior ao de mar/18, em termos reais – valores deflacionados pelo IGP-DI de jan/19. No geral, o animal tem sido negociado entre R$ 1.893,92 e R$ 2.263,27 neste mês, dependendo da região.

 

Considerando o primeiro trimestre deste ano, a média do boi magro está em R$ 1.955,73, contra R$ 2.023,42 no mesmo período de 2018, ou seja, queda de 3,34%, em termos reais.

 

Segundo colaboradores do Cepea, os preços em patamares inferiores aos verificados no ano passado tendem a estimular pecuaristas a aumentar o número de animais que devem ser terminados em sistema de confinamento em 2019.

 

Além disso, os valores de importantes insumos da alimentação, como farelo de soja e milho, também estão inferiores aos observados no ano passado, em termos reais, favorecendo o confinador.

 

Suínos 

 

Após o forte recuo das exportações brasileiras de carne suína entre dezembro e janeiro, os embarques aumentaram com força em fevereiro. Segundo a Secex, no último mês, o volume embarcado somou 53,3 mil toneladas, 14% maior do que o registrado em janeiro, 27% acima do que a embarcado em fev./18 e um recorde para o período, considerando a série histórica da Secex.

 

De acordo agentes consultados pelo Cepea, esse resultado esteve atrelado à elevação da demanda por parte de países asiáticos, em decorrência dos casos de Peste Suína Africana (PSA). Os surtos da doença, que vêm sendo observados desde agosto do ano passado, principalmente em rebanhos chineses, reduziram a oferta local de produtos de origem suinícola.

 

Consequentemente, a necessidade de importação da China e de outros países afetados tem aumentado. No Brasil, além do bom desempenho das exportações neste início de março, a menor oferta interna de animais para abate também tem contribuído para as valorizações do suíno vivo e da carne no mercado doméstico.

 

Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo se valorizou 3,1% entre 6 e 13 de março, fechando a R$ 4,15/kg nessa quarta, 13.

 

Quanto à carne, o valor da carcaça especial negociada na Grande São Paulo subiu 2,8% na mesma comparação, a R$ 6,35/kg nessa quarta. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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