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13/09

13/09 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

13/09 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

 

Algodão 

 

O movimento de queda dos preços do algodão em pluma persiste, mas a intensidade está menor. De 31 de agosto a 11 de setembro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou apenas 0,26%, fechando a R$ 3,1811/lp nessa terça-feira, 11.

 

Conforme colaboradores do Cepea, esse cenário pode estar atrelado ao fraco ritmo de negócios no spot nacional. Enquanto compradores buscam lotes de qualidade a preços menores, vendedores disponibilizam lotes heterogêneos, o que acirra a “queda de braço” entre esses agentes.

 

Comerciantes, por sua vez, estão ativos nas aquisições, no intuito de atender suas programações. No entanto, há dificuldades em “casar” novos negócios, devido à oferta de lotes com qualidade mista.

 

Arroz

 

O ritmo de comercialização de arroz em casca está lento no Rio Grande do Sul. Segundo colaboradores do Cepea, indústrias e orizicultores têm demonstrado pouco interesse em negociar, cenário que foi reforçado pelo feriado da última sexta-feira (Independência do Brasil) e pelas frequentes chuvas no estado – que dificultam o carregamento, especialmente de arroz “livre” (armazenado nas propriedades rurais).

 

Do lado comprador, agentes afirmam que as vendas aos setores atacadista e varejista seguem enfraquecidas e que há dificuldades no repasse das altas do casca para o arroz beneficiado.

 

Orizicultores, por sua vez, seguiram retraídos, aguardando novas altas nos preços. Nesse contexto, as cotações do cereal mantiveram-se praticamente estáveis nos últimos dias.

 

De 4 a 11 de setembro, o Indicador do arroz em casca ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, subiu ligeiro 0,2%, fechando a R$ 45,22/sc de 50 kg nessa terça-feira, 11.

 

Boi

 

Os preços do boi gordo seguem em recuperação no mercado brasileiro.

 

Na parcial de setembro (até o dia 12), o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa acumula alta de 1,5%, fechando a R$ 149 nessa quarta-feira, 12. Segundo pesquisadores do Cepea, esse recente movimento de elevação nos valores traz otimismo ao setor pecuário, mas ainda é preciso se planejar para os médio e longo prazos.

 

Na B3, no médio prazo, considerando-se os contratos Outubro/18, Novembro/18 e Dezembro/18, o boi gordo tem sido negociado na casa dos R$ 152, acima do físico atual.

 

Quanto ao longo prazo, o contrato Agosto/19 é negociado por volta de R$ 162,00, ou seja, 12,5% acima da média do físico no mesmo mês de 2018, de R$ 144,81.

 

Os vencimentos Setembro/19 e Outubro/19 são ajustados na casa dos R$ 159,00. 

 

Café 

 

A colheita do café arábica da safra 2018/19 deve terminar nos próximos dias, contexto que tem elevado a disponibilidade interna do grão. Mesmo assim, os negócios envolvendo a variedade estão limitados no mercado nacional.

 

Segundo colaboradores do Cepea, além de grande parte dos produtores estar focada nas entregas já programadas para este mês, os atuais preços no spot ainda mantêm vendedores retraídos.

 

Outros fatores que influenciaram a baixa liquidez interna nos últimos dias foram os feriados na segunda-feira, 3, nos Estados Unidos (Dia do Trabalho) e na sexta, 7, no Brasil (Dia da Independência).

 

Quanto ao robusta, assim como para o arábica, os baixos preços ofertados e a semana mais curta mantiveram agentes distantes do mercado spot e a liquidez, baixa.

 

Frango 

 

No atacado, a carcaça de frango está cotada em R$4,35/kg, uma alta de 16,0% em sete dias.

 

A casa dos R$4,00 só foi atingida este ano no período de desabastecimento do mercado decorrente da paralisação dos caminhoneiros (entre os dias 28 de maio e 13 de junho).

 

Devido ao incremento dos preços no atacado, os preços na granja ganharam fôlego e saíram da estabilidade que perdurou por 51 dias.

 

O frango vivo teve alta de 6,7% na semana, sendo comercializado, em média, por R$3,10/kg, com mercado firme.

 

A demanda maior, com o início de mês, deu sustentação às cotações. A expectativa é de mercado firme em curto prazo.

 

Suínos 

 

Levantamento do Cepea mostra que os custos de produção da suinocultura independente em Minas Gerais e em Mato Grosso têm superado a receita obtida com a vendas dos animais desde março deste ano (tomando-se como base o COT – Custo Operacional Total, que considera o custo operacional efetivo mais os custos com depreciações e pró-labore).

 

Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto – que é resultado das consecutivas quedas nos preços de venda dos animais e das altas de importantes insumos do setor, como milho e farelo de soja – tem levado produtores a migrarem de atividade.

 

Conforme a equipe de Insumos Pecuários do Cepea, uma menor liquidez nas negociações já vem sendo observada, inclusive, no mercado de medicamentos para suínos. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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