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13/02

13/02 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi Gordo, Café, Suínos e Trigo

13/02 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi Gordo, Café, Suínos e Trigo

 

Algodão 

 

Vendedores estão mais ativos neste início de fevereiro, mas seguem firmes nos valores pedidos, o que sustenta os preços do algodão no mercado nacional. Tradings, por sua vez, atentas às altas internacionais, estão afastadas e/ou ofertam preços ainda maiores para novas negociações. Neste contexto, entre 4 e 11 de fevereiro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu 1,48%, a R$ 2,8483/lp nessa terça-feira, 11.

 

No entanto, segundo colaboradores do Cepea, as atenções estão voltadas às exportações, que atingiram novo recorde em janeiro, somando 308,8 mil toneladas, conforme dados da Secex. Esse volume superou em 11% o de dezembro/19 (278,2 mil toneladas), em expressivos 165% o de janeiro/19 e ficou ainda 7,2% acima do recorde anterior, de 288,15 mil toneladas, verificado em outubro/19.

 

Quanto à liquidez interna, no geral, a disparidade entre valor e qualidade continua limitando o ritmo de negócios – poucos lotes de qualidade superior têm sido disponibilizados no mercado interno, dificultando ainda mais novos fechamentos para pronta entrega.

 

Arroz

 

Mesmo com vendedores mais ativos no mercado do Rio Grande do Sul, o interesse de compra prevaleceu nos últimos dias, o que sustentou as cotações do arroz em casca, apesar do início da colheita no estado.

 

De acordo com colaboradores do Cepea, compradores elevaram os valores de suas ofertas, visando novas aquisições para repor estoques. Produtores, por sua vez, também estiveram mais ativos, com foco em negociar o cereal que estava armazenado nas indústrias e cooperativas, aproveitando os atuais patamares dos preços para liquidar os estoques remanescentes.

 

Além disso, há necessidade de caixa para pagamento dos custos vinculados aos trabalhos de colheita.

 

Entre 4 e 11 de fevereiro, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros (média ponderada), permaneceu praticamente estável (-0,17%), fechando a R$ 51,13/sc de 50 kg no dia 11 – na segunda-feira, 10, o Indicador atingiu novo recorde nominal, de R$ 51,58/sc. 

 

Boi Gordo

 

Em janeiro, as exportações brasileiras de carne bovina foram recordes para o mês, mas recuaram pouco mais de 20% frente ao volume embarcado em dezembro do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, dentre os motivos para esta queda esteve a forte retração das vendas à China, o principal destino da proteína nacional.

 

De acordo com dados da Secex, em janeiro, foram embarcadas 53,2 mil toneladas à China, 36,3% a menos do que em dezembro, mas mais que o dobro da quantidade enviada ao país asiático em janeiro de 2019 (de 23,54 mil toneladas). Após intensificar as aquisições da carne brasileira nos últimos meses de 2019, visando o abastecimento doméstico para as festividades do ano novo chinês – comemorado em 2020 no dia 25 de janeiro –, a China freou as importações em janeiro.

 

É preciso observar também que o volume adquirido pelo país asiático em outubro e em novembro de 2019 esteve acima de 83 mil toneladas, quantidade recorde, bastante atípica e que dificilmente se sustentaria por muitos meses seguidos – ou seja, um enfraquecimento nas vendas ao país neste início de 2020 já era esperado.

 

No mercado brasileiro, o Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 (estado de São Paulo) acumulou alta de 2,4% nos últimos sete dias, apesar de ter oscilado no período, fechando a R$ 197,55 nessa quarta-feira, 12. 

 

Café 

 

O clima chuvoso tem favorecido as lavouras das principais regiões produtoras de café do Brasil, já que tem permitido um excelente enchimento dos grãos. Ainda que o volume de precipitação tenha sido bastante elevado em algumas praças, agentes consultados pelo Cepea ainda não relataram problemas significativos nas lavouras.

 

O clima chuvoso também acelerou o desenvolvimento da temporada. Assim, muitos agentes já esperam que a colheita se inicie um pouco mais cedo frente ao ano passado – entre o final de março e o começo de abril para o robusta e entre o final de abril e o começo de maio para o arábica. Quanto aos negócios, seguem em ritmo bastante lento no físico nacional. Com a desvalorização dos cafés no último mês, produtores se afastaram do mercado. 

 

Além disso, muitos cafeicultores estão capitalizados neste início de ano, devido às vendas realizadas até dezembro a preços mais remuneradores. Assim, a comercialização tem se restringido à necessidade dos compradores, com algumas negociações ocorrendo acima dos preços “do mercado” ou entre os próprios exportadores.

 

Os preços, por sua vez, tiveram leve recuperação nos últimos dias, devido à alta externa e à retração vendedora. Para o arábica, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 467,40/saca de 60 kg nessa terça-feira, 11, elevação de 3,2% em relação à terça anterior, 4. Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 308,46/sc de 60 kg, alta de 1,1% na mesma comparação. O dólar finalizou a R$ 4,326, valorização de 1,6% em sete dias. 

 

Suínos 

 

Os preços do suíno vivo estão reagindo nesta semana na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, após terem registrado quedas entre o final de janeiro e o início de fevereiro. Segundo colaboradores do Cepea, além do aquecimento do consumo doméstico por conta do recebimento dos salários, demandantes externos também têm aumentado as aquisições da proteína brasileira, reforçando a elevação dos preços.

 

Entre 5 e 12 de fevereiro, a maior alta, de 6,4%, foi registrada no Sudoeste Paranaense, onde o preço do suíno vivo teve média de R$ 5,35/kg nessa quarta-feira, 12. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o valor médio do animal no dia 12 foi de R$ 5,31/kg, elevação de 4,5% em sete dias.

 

Já nas praças de Minas Gerais e de Goiás, houve estabilidade nos preços. Com as cotações do animal vivo em alta na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea, o mercado da carne suína também reagiu.

 

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína registrou valorização de 6,1% entre 5 e 12 de fevereiro, a R$ 8,00/kg na quarta-feira, 12.

 

Trigo 

 

Os valores do trigo em grão registraram comportamentos opostos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea na última semana. No Paraná e em Santa Catarina, a retração compradora pressionou as cotações – parte dos moinhos se mostra abastecida para os próximos meses e está fora do mercado para novas aquisições no spot.

 

Já no Rio Grande do Sul e em São Paulo, houve maior presença de compradores – no RS, o preço do cereal está menor do que em outros estados da região Sul, o que justifica o deslocamento de compradores.

 

Quanto aos valores pagos ao produtor, segundo colaboradores do Cepea, as elevações também têm sido mais expressivas no Rio Grande do Sul. Além disso, as cotações de trigo costumam se elevar antes do cultivo de uma nova safra.

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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