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12/09

12/09 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite e Suínos

12/09 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite e Suínos

 

Algodão

 

Algumas empresas do Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil mostraram interesse pela pluma nos últimos dias, elevando ligeiramente o ritmo de negócios neste início de setembro.

 

No entanto, segundo pesquisadores do Cepea, a comercialização no spot tem sido limitada pelo fato de boa parte de produtores e de tradings estar voltada ao cumprimento de contratos.

 

Quanto aos preços, têm registrado oscilações diárias, visto que ora compradores estão mais flexíveis em pagar preços maiores, ora vendedores cedem nos preços. Entre 30 de agosto e 10 de setembro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 1,14%, fechando a R$ 2,4416/lp, na terça-feira, 10.

 

Arroz

 

Os valores do arroz em casca continuam em alta no Rio Grande do Sul, segundo indicam dados do Cepea. De 3 a 10 de setembro, o Indicador do arroz em casca ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, subiu 1,02%, a R$ 45,39/saca de 50 kg.

 

Do lado comprador, houve boa demanda por parte de engenhos do mercado interno.

 

Ao mesmo tempo, as exportações firmes de agosto contribuíram para enxugar o excedente interno, apesar dos bons volumes importados por parte de estados com baixa representatividade na produção.

 

Boi 

 

Os valores da carne (carcaça casada do boi, à vista, negociada no atacado da Grande São Paulo) continuam acima dos observados para a arroba do boi gordo (Indicador do boi gordo ESALQ/B3, à vista, mercado paulista). De acordo com dados do Cepea, a diferença entre os preços está em 3,22 Reais/@ em setembro (até o dia 11), a segunda menor de 2019 – atrás apenas da registrada em abril, de 3,08 Reais/@.

 

Pesquisadores do Cepea afirmam que esse cenário está atrelado aos aumentos um pouco mais significativos para a carne frente ao registrado para a arroba.

 

No geral, neste início de setembro, predomina a baixa oferta de animais prontos para o abate, o que está relacionado ao período de entressafra e também à retração de parte dos vendedores, que tem expectativa de obter preços maiores a curto prazo, fundamentados na demanda internacional.

 

Quanto à carne, o bom volume de proteína in natura exportada pelo Brasil – a quantidade segue acima de 100 mil toneladas há 14 meses – enxuga a oferta doméstica e sustenta os preços. 

 

Café 

 

Os cafezais de robusta em Rondônia registraram a abertura de uma florada volumosa no início de setembro. Segundo colaboradores do Cepea, as flores abriram em 80% da área do estado.

 

Assim, o foco de agentes está no clima. Em agosto, as elevadas temperaturas e o baixo volume de chuvas levaram à queda das poucas flores abertas naquele mês.

 

Para setembro, entretanto, as previsões para Rondônia são mais positivas: para esta semana (de 9 a 15 de setembro), são esperados 70 mm de chuvas em Cacoal, de acordo com a Climatempo.

 

Já no Espírito Santo, o clima tem sido mais firme, e são necessárias precipitações para a abertura de novas flores. Quanto às floradas ocorridas em julho e agosto, abriram em cerca de 70% dos cafezais.

 

Leite 

 

Os preços dos derivados lácteos caíram no início de setembro, de acordo com dados do Cepea. O valor do leite UHT teve média R$ 2,5563/litro de 2 a 6 de setembro, baixa de 0,25% frente ao período anterior. Quanto ao queijo muçarela, o recuo foi um pouco mais intenso, de 1,08% no mesmo comparativo, com média de R$ 17,1016/kg. 

 

Segundo colaboradores do Cepea, os atacados estão com estoques abastecidos e, assim, optaram por frear as negociações, esperando estabilidade nos valores.

 

Por parte das indústrias, algumas preferiram diminuir o ritmo de produção, preservando suas margens. Participe da pesquisa do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo e receba informações exclusivas: leicepea@usp.br ou (19) 3429-8834.

 

Suínos 

 

As cotações do suíno vivo e da carne estão em alta neste início de mês, segundo dados do Cepea. De acordo com colaboradores, o recebimento de salários tem aquecido a procura por carne, enquanto grandes players do mercado têm demandado novos lotes de animais.

 

No Oeste Catarinense, o animal foi negociado a R$ 4,16/kg na quarta-feira, 11, avanço de 2,37% entre 4 e 11 de setembro.

 

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi comercializada, em média, a R$ 6,78/kg nessa quarta-feira, elevação de 6,5% no mesmo comparativo.

 

Para a carcaça comum, o aumento foi de 1,14%, com média de R$ 6,39/kg na quarta. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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