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11/10

11/10 Alertas de Mercado: Algodão, Boi, Café, Frango, Leite e Suínos

11/10 Alertas de Mercado: Algodão, Boi, Café, Frango, Leite e Suínos

 

Algodão

 

As negociações de algodão em pluma estão enfraquecidas neste início de outubro, com apenas pequenos lotes sendo efetivados, devido à “quebra de braço” entre agentes ativos.

 

Enquanto alguns vendedores consultados pelo Cepea estão flexíveis nos valores pedidos no spot, especialmente devido ao recuo do dólar frente ao Real, parte dos compradores oferta preços ainda menores.

 

Nesse cenário, após a ligeira alta de 0,21% no acumulado de setembro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registra queda de 1,24% neste início de outubro. 

 

Boi 

 

Os valores do boi gordo têm oscilado com certa força neste início de outubro. Segundo pesquisadores do Cepea, observa-se forte dispersão entre os preços mínimos e máximos levantados, o que está atrelado às diferentes condições dos negócios.

 

Enquanto alguns frigoríficos consultados pelo Cepea estão mais retraídos das aquisições, devido às escalas já preenchidas, outros, com mais necessidade, têm dificuldade de comprar novos lotes.

 

Pecuaristas, por sua vez, também estão resistentes em negociar nos preços mais baixos.

 

Nesse cenário, no acumulado parcial de outubro (até o dia 10), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo acumula baixa de 2,4%, fechando a R$ 148,05 nessa quarta-feira, 10. 

 

Café 

 

 As cotações internas do café arábica estão em ritmo de recuperação neste início de outubro, após terem caído por praticamente três meses, conforme indicam pesquisas do Cepea.

 

Nessa terça-feira, 9, o Indicador do arábica CEPEA/ESALQ do tipo 6 fechou a R$ 433,63/sc, elevação de 2% em relação à terça anterior, 2. Esse cenário esteve atrelado principalmente à recuperação das cotações externas da variedade, que, por sua vez, foram impulsionadas pela desvalorização do dólar frente ao Real e por movimentos de recuperação técnica.

 

Quanto ao robusta, as cotações também estão elevadas, devido ao ganho externo da variedade. Agentes consultados pelo Cepea estão mais ativos no mercado, mas a liquidez está inferior à observada ao arábica.

 

Nessa terça, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 329,84/saca de 60 kg, elevação de 2,5% frente à terça anterior. 

 

Frango 

 

Os preços do frango congelado estão em alta no atacado da Grande São Paulo, de acordo com levantamento do Cepea. A proximidade com o feriado desta sexta-feira, 12 (Dia de Nossa Senhora Aparecida), fez com que diversos agentes antecipassem os negócios da proteína, o que contribuiu para a elevação dos preços.

 

Além disso, a oferta mais restrita de animais para abate e a demanda aquecida nos mercados interno e externo têm resultado nesse cenário.

 

Quanto às exportações, na primeira semana de outubro, os embarques de carne de frango in natura mantiveram o ritmo observado ao longo de setembro, segundo o relatório parcial da Secex.

 

Nos cinco primeiros dias úteis do mês, foram embarcadas 87,7 mil toneladas da proteína, com média diária de 17,5 mil t, 0,6% menor que a de setembro; porém, com elevação de 9,8% frente a outubro/17. 

 

Leite

 

Mercado virou. Depois de sete meses em alta, os preços do leite ao produtor caíram no pagamento de setembro, referente a produção entregue em agosto.

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o produtor recebeu, em média, R$1,23 por litro, sem o frete, considerando a média nacional ponderada dos dezoito estados pesquisados.

 

Os maiores valores, com bonificações por qualidade e volume ultrapassaram os R$1,60 por litro nas principais regiões produtoras do país.

 

Com base nos preços médios, a queda foi de 1,3% em relação ao pagamento anterior.

 

Apesar do recuo, na comparação com o mesmo período do ano passado, o produtor está recebendo 13,2% mais este ano. Veja a figura 1.

 

Cotação média nacional ponderada do leite ao produtor - em R$/litro, valores nominais.

 

O aumento da captação e a demanda patinando na ponta final da cadeia pressionaram os preços em todos os elos da cadeia ao longo de setembro. 

 

Segundo o Índice Scot Consultoria de Captação de Leite, em agosto o volume captado de leite aumentou 3,7%, em relação a julho deste ano. 

 

Em setembro, os dados parciais apontam para uma alta de 0,8% na captação de leite (média nacional). 

 

Para o pagamento a ser realizado em outubro, referente a produção de setembro, 57% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em queda no preço do leite, 33% falam em manutenção e os 10% restante (todos no Nordeste) estimam altas de preços do leite ao produtor, frente ao pagamento anterior. 

 

Para novembro, com a captação em patamares mais altos em termos de volume, a totalidade das indústrias pesquisadas na região Sul do país aponta para queda. 

 

Suínos

 

Na maior parte das regiões acompanhas pelo Cepea, os preços do suíno vivo se mantiveram praticamente estáveis no mercado independente na última semana. De acordo com agentes do setor, a menor oferta de animais para abate tem garantido a sustentação das cotações.

 

Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno vivo foi negociado a R$ 3,82/kg na quarta, 10, avanço de 0,4% em relação à quarta anterior, 3.

 

No Oeste Catarinense (SC), por sua vez, o animal se valorizou ligeiro 0,1% no mesmo período, comercializado a R$ 3,48/kg.

 

A expectativa é que os preços se mantenham firmes nos próximos meses, reflexo do bom desempenho das exportações e do típico aquecimento da demanda em período de final de ano.

 

 Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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