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11/07

11/07 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

11/07 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão 

 

As cotações do algodão em pluma continuam em baixa neste início de mês, segundo dados do Cepea, apesar da ligeira melhora na liquidez.

 

Entre 28 de junho e 9 de julho, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 0,71%, fechando a R$ 2,6963/lp na terça-feira, 9 – após ter recuado 5,45% em junho.

 

Neste começo de julho, lotes de pequenos volumes de pluma das safras 2017/18 e 2018/19 têm sido negociados no mercado spot. Comerciantes e/ou indústrias vêm realizando essas aquisições especialmente para repor estoques.

 

Parte dos cotonicultores, por sua vez, está fora do mercado spot, enquanto outros estão beneficiando o produto da nova temporada. 

 

Arroz 

 

Os preços do arroz em casca caíram no Rio Grande do Sul nos últimos dias, visto que produtores estiveram um pouco mais ativos no mercado do que as indústrias, conforme indicam pesquisadores do Cepea.

 

Esse cenário se deve à necessidade em “fazer caixa” de alguns agentes, enquanto uma parte dos orizicultores seguiu retraída, negociando outras commodities, na expectativa de valorização do cereal nas próximas semanas.

 

No acumulado de julho (de 28 de junho a 9 de julho), o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, recuou 0,64%, fechando a R$ 43,17/sc de 50 kg na terça-feira, 9. 

 

Boi 

 

Analisando-se a série de dados de bezerro do Cepea, iniciada em 2000, verifica-se que, naquele período, o peso médio do animal de desmame em Mato Grosso do Sul era de 180 kg.

 

Nesse mesmo período, a diferença entre os valores mínimos e máximos pagos pelo animal de reposição no mesmo estado era de apenas 60 Reais/cabeça. Em 2019, o peso médio do bezerro está em 201 kg, ao passo que a diferença entre os preços mínimo e máximo de comercialização dos animais se ampliou, indo para 400 Reais/cabeça.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado tem acompanhado o crescimento na produtividade da pecuária nacional e, com isso, vem pagando mais por animais pesados e/ou valorizando justamente a precocidade.

 

Já os bezerros mais leves acabando sendo “penalizados”, recebendo preços menores. 

 

Café 

 

Com as geadas registradas nos últimos dias em praticamente todas as regiões produtoras de café arábica, agentes consultados pelo Cepea agora dimensionam os possíveis impactos.

 

Por enquanto, alguns colaboradores indicam que os prejuízos devem ser pequenos e que o clima prejudicou mais as lavouras do Paraná e algumas poucas áreas em São Paulo e Minas Gerais, mas em menor intensidade. A maioria dos relatos de danos refere-se a cafezais localizados em baixadas.

 

Quanto ao mercado, a previsão de baixas temperaturas e geadas já havia impulsionado as cotações externas e internas dos cafés arábica e robusta na semana passada, aumentando a liquidez. Porém, com o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos e o recuo dos valores internacionais, o ritmo de negociação diminuiu no Brasil. 

 

Suínos 

 

 As exportações de carne suína tiveram elevação de fortes 24% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2018, enquanto a receita subiu expressivos 40% no mesmo comparativo, segundo dados da Secex.

 

O volume embarcado de janeiro a junho deste ano foi de 340,8 mil toneladas, e a receita totalizou R$ 2,67 bilhões.

 

Considerando-se apenas o mês de junho, o volume exportado pelo Brasil foi de 62,6 mil toneladas, recuo de 5,8% frente ao de maio.

 

O faturamento com as exportações realizadas no último mês foi de US$ 136,7 milhões, o equivalente a R$ 527,6 milhões.

 

No comparativo com maio, ambos os montantes apresentaram queda, de 4% e 8%, respectivamente. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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