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11/06

11/06 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Couro, Leite, Milho, Soja e Trigo

11/06 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Couro, Leite, Milho, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

O preço médio do açúcar cristal, negociado no mercado spot do estado de São Paulo, caiu na primeira semana de junho, mantendo a tendência observada desde a segunda quinzena de maio, de acordo com pesquisas do Cepea.

 

O andamento da safra 2019/20 segue em ritmo normal, permitindo boa disponibilidade do açúcar cristal no mercado, mesmo com a maior produção do etanol.

 

Compradores consultados pelo Cepea continuaram ativos no spot, porém, reduzindo os volumes de aquisições do cristal.

 

Assim, a média do Indicador do açúcar cristal CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 63,31/saca de 50 kg de 3 a 7 de junho, queda de 4,21% em relação à média de 27 a 31 de maio (R$ 66,09/saca de 50 kg).

 

Boi 

 

Na última segunda-feira (10/6) o que se viu no mercado do boi gordo foi um grande volume de indústrias fora das compras aguardando definição do mercado para traçar as estratégias de compras da semana. 

 

Também foi observado um maior volume de testes de preços abaixo das referências por frigoríficos que abriram as compras. 

 

Na praça paulista a cotação da arroba do boi gordo registrou a quarta queda consecutiva e fechou, em média, em R$148,00, à vista, livre de Funrural. Houve ofertas de compra até R$3,00/@ abaixo desta referência, sem negócios. 

 

No Rio Grande do Sul, o cenário é o oposto do restante do país. Na região a oferta de boiadas está pequena e os frigoríficos estão com dificuldade para originar a matéria-prima, fator que pressionou para cima as cotações no fechamento do dia 10/6.

 

Couro 

 

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, em maio o Brasil exportou 37,9 mil toneladas de couro, alta de 2,1% em relação a abril último e 26,0% na comparação anual.

 

Apesar do aumento de 26,0% no volume embarcado (na comparação anual), o faturamento no período cresceu apenas 2,9%, em dólares. 

 

Mesmo com o aumento do volume de peles destinadas para o mercado externo, o preço do couro verde segue em queda. 

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o couro verde de primeira linha caiu 16,7% apenas nos últimos sete dias e está cotado em R$0,50/kg. 

 

No Rio Grande do Sul, o couro verde comum segue cotado em R$1,00/kg. Porém, no estado, há negócios ocorrendo até R$0,30/kg abaixo da referência. 

 

Apesar da oferta de couro verde não estar abundante, de maneira geral, a qualidade da pele animal está ruim e limita qualquer tentativa de retomada de preço.

 

Leite 

 

Os preços dos derivados lácteos iniciaram junho em queda. De acordo com colaboradores do Cepea, esse cenário se deve às negociações enfraquecidas no período.

 

Além disso, os estoques e a produção permaneceram baixos, porém, a cotação da matéria-prima no campo registra alta. Entre 2 e 8 de junho, o preço médio do leite UHT foi de R$ 2,5223/litro, queda de 1,97% frente à semana anterior.

 

O queijo muçarela, por sua vez, teve preço médio de R$ 17,5966/kg, baixa de 0,19% no mesmo período de comparação. Participe da pesquisa do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo e receba informações exclusivas.

 

Envie um e-mail para leicepea@usp.br  ou ligue para (19) 3429-8834.

 

Milho 

 

Após o forte movimento de alta dos preços na segunda quinzena de maio, o enfraquecimento da demanda tem limitado as elevações neste início de junho – ou até mesmo pressionado os valores – em algumas regiões.

 

Segundo colaboradores do Cepea, compradores se mostram abastecidos e, por isso, postergam novos negócios, à espera da entrada efetiva do milho da segunda safra.

 

Do lado da oferta, o avanço da colheita nas principais regiões produtoras eleva a disponibilidade interna e pressiona as cotações. Alguns vendedores, no entanto, aguardam maior definição sobre a safra norte-americana – diante do atraso no semeio de milho nos Estados Unidos, esses vendedores mantêm a expectativa de aumento das exportações brasileiras e, consequentemente, de novas reações nos preços internos.

 

Entre 31 de maio e 7 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, região de Campinas (SP), recuo de 3,5%, fechando a R$ 37,19/saca de 60 kg na sexta-feira, 7. 

 

Soja 

 

A desvalorização do dólar frente ao Real e a queda dos preços futuros na CME Group (Bolsa de Chicago) pressionaram as cotações da soja no Brasil nos últimos dias. Esse cenário, atrelado a preocupações com o clima nos Estados Unidos, afastou agentes do mercado.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, compradores e vendedores brasileiros seguem atentos ao semeio da oleaginosa nos Estados Unidos. Conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura Norte-Americano), entre 26 de maio e 2 de junho, o semeio avançou 10 p.p., atingindo 39% do total da área esperada, bem abaixo dos 86% do mesmo período de 2018 e dos 79% da média dos últimos cinco anos.

 

Vale lembrar que o período considerado ideal para o cultivo de soja nos EUA se aproxima do fim, fator que pode limitar a produtividade naquele país.

 

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) recuou 1,2% entre 31 de maio e 7 de junho, indo para R$ 81,54/saca de 60 kg na sexta-feira, 7. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná caiu 1,9%, a R$ 75,65/sc de 60 kg no dia 7. O dólar se desvalorizou 1,4% no período, a R$ 3,872 na sexta. 

 

Trigo 

 

A procura por trigo segue pontual no mercado brasileiro, mantendo os preços do cereal enfraquecidos, segundo pesquisas do Cepea. No geral, as negociações ocorrem apenas quando há necessidade de repor mercadoria no curto prazo – compradores consultados pelo Cepea indicam ter estoques confortáveis até a entrada da próxima safra.

 

Reflexo da baixa procura pelo cereal, as importações recuaram em maio, apresentando o menor volume desde maio/18. Segundo a Secex, em maio, chegaram aos portos brasileiros apenas 404,78 mil toneladas de trigo, volume 34% inferior ao de abril/19, mas 1,8% acima do de maio/18.

 

Quanto às exportações, em maio, foram embarcadas 182 mil toneladas, expressiva redução de 89,6% em relação ao mês anterior, ainda de acordo com a Secex. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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