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11/04

11/04 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

11/04 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão 

 

Neste início de abril, poucos negócios envolvendo algodão em pluma têm sido captados para embarque imediato, de acordo com levantamento do Cepea.

 

Vendedores estão firmes nos preços pedidos, enquanto compradores seguem cautelosos em aumentar os valores de suas ofertas. Dos lotes disponibilizados no spot, a maioria apresenta ao menos uma característica (como cor, micronaire, resistência ou fibra), o que reforça ainda mais a “queda de braço” entre os agentes consultados pelo Cepea quanto ao preço e à qualidade da pluma.

 

Assim, entre 2 e 9 de abril, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registrou aumento de 0,07%, fechando a R$ 2,9444/libra-peso na terça-feira, 9. 

 

Arroz 

 

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul abriram o mês de abril em alta. Esse cenário se deve à boa parte das indústrias ativa para novas aquisições e aos orizicultores vendendo lotes apenas para “fazer caixa”.

 

Apesar das queixas quanto às vendas aos setores atacadista e varejista dos grandes centros consumidores, indústrias do RS e de outros estados aumentaram suas ofertas de compra para efetivarem alguns lotes no estado gaúcho.

 

Orizicultores, por sua vez, seguem atentos nas atividades de colheita, tanto do arroz quanto da soja, porém, também dão preferência em vender outras commodities, como gado e soja, em detrimento do casca. De 2 a 9 de abril, o Indicador do arroz em casca ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, subiu 0,9%, fechando a R$ 40,73/sc de 50 kg no dia 9. 

 

Boi 

 

Pesquisas do Cepea apontam que desde o início deste ano, enquanto o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (à vista, mercado paulista) acumula alta de 3,32%, a carcaça casada do boi (também à vista, no mercado atacadista da Grande São Paulo) registra desvalorização de 1,4%. Isso porque, depois de sete meses, os valores médios da arroba do boi voltaram a fechar acima dos da carne.

 

Entre setembro de 2018 e março deste ano, quando a carne vinha sendo comercializada a valores acima das verificadas ao boi, a maior diferença entre os preços, de 8,39 reais a favor da carcaça, foi verificada em dezembro/18, mês em que a arroba do boi gordo teve média de R$ 153,82 e a carne, de R$ 162,21 – as médias mensais estão em termos reais (foram deflacionadas pelo IGP-DI de março/19).  

 

Já neste mês de abril, enquanto o boi gordo registra média de R$ 157,81, a carne é negociada a R$ 157,20, com pequena diferença de 0,61 real/@ a favor do boi.

 

Essa inversão em abril, de acordo com pesquisadores do Cepea, é reflexo, sobretudo, do movimento entre o final do ano passado e começo de 2019, quando os preços da arroba subiram diante da oferta restrita de animais no campo, dos elevados volumes de exportação e também do ligeiro aquecimento na demanda interna. 

 

Café 

 

O diferencial entre os preços dos cafés arábica e robusta tem crescido nos últimos meses no mercado brasileiro, de acordo com levantamento do Cepea. No geral, as duas variedades têm se desvalorizado em boa parte da temporada 2018/19, mas as baixas do robusta têm sido um pouco mais intensas, ampliando a distância frente ao arábica. 

 

Na parcial da safra (de julho/18 a 8 de abril/19), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 (posto na cidade de SP) está 100,33 reais/sacas acima do Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 (peneira 13 acima). No mesmo período da temporada 2017/18, a diferença entre as variedades era de 84,61 reais/sc. 

 

A expectativa do setor, de acordo com pesquisas do Cepea, é de que esse diferencial siga estável nos próximos meses, tendo em vista as perspectivas baixistas para as duas variedades.

 

No caso do arábica, a elevada quantidade produzida em 2018/19, a recuperação dos estoques nacionais e globais e a aproximação da colheita da safra 2019/20, que deve ter produção elevada para um ano de bienalidade negativa, vêm mantendo a pressão sobre as cotações. 

 

Para o robusta, as perspectivas também são de maior produção, o que deve resultar em novas quedas nas cotações. 

 

Suínos 

 

As exportações brasileiras de produtos suinícolas seguiram aquecidas em março, com o volume total escoado ao front externo registrando avanço de 1,8% frente ao mês anterior, segundo dados da Secex.

 

Levantamento do Cepea apontou que esse desempenho está atrelado, principalmente, às maiores compras feitas por parte dos três principais parceiros comerciais do Brasil neste mercado: China, Hong Kong e Rússia – juntos, estes destinos responderam por 60% das vendas feitas pelo País.

 

Enquanto em fevereiro as exportações totais de suínos foram de 53,3 mil toneladas, em março, avançaram para 54,3 mil toneladas.

 

Ao considerar apenas a carne in natura, que correspondeu a 87,5% das vendas de produtos suinícolas feitas pelo País no último mês, o desempenho de fevereiro para março aumentou de forma mais significativa, passando de 45,7 mil toneladas para 47,4 mil toneladas, alta de 3,5%. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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