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11/02

11/02 Alertas de Mercado: Boi Gordo, Milho, Ovos, Reposição Bovina, Soja e Trigo

11/02 Alertas de Mercado: Boi Gordo, Milho, Ovos, Reposição Bovina, Soja e Trigo

 

Boi Gordo

 

Em São Paulo, a oferta de boiadas limitada mantém o mercado firme e estável. As escalas de abate atendem cerca de quatro dias. Ou seja, mesmo com a valorização da arroba do boi gordo na última semana, o quadro é de dificuldade em alongar as programações de abate. 

 

Na última segunda-feira (10/2), das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, o preço do boi subiu em quinze, caiu em duas e ficou estável nas restantes. 

 

A capacidade de suporte das pastagens está boa, fator que permite a manutenção de boiadas em engorda na fazenda, permitindo que os negócios sejam tratados com serenidade.

 

Com o pecuarista vendendo aos poucos, a expectativa é de preços firmes.

 

Milho 

 

As cotações do milho registraram leves quedas nos últimos dias, segundo informações do Cepea. De modo geral, compradores têm optado por aguardar o avanço da colheita para negociar grandes lotes.

 

Além disso, as recentes quedas no mercado internacional reduzem a paridade de exportação e influenciam as baixas dos preços domésticos.

 

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (referência Campinas – SP) recuou 0,88% no acumulado de fevereiro (de 31 de janeiro a 7 de fevereiro), apesar da presença de compradores no final da semana passada, fechando a R$ 50,71/saca de 60 quilos no dia 7. 

 

Ovos 

 

As condições que favoreceram as altas nos preços dos ovos em janeiro se intensificaram na primeira semana de fevereiro. Segundo dados do Cepea, a oferta restrita e o retorno das aulas têm aquecido a demanda pela proteína, elevando as cotações.

 

Dessa forma, nessa terça-feira, 4, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra, comercializada em Bastos (SP), teve preço médio de R$ 96,96, o maior patamar nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 2013 para esse produto.

 

Quanto às exportações, em janeiro, o volume foi quase cinco vezes maior que em dezembro. Mesmo com o forte incremento, os embarques de janeiro registraram o menor patamar para o mês desde 2007.

 

Vale lembrar que as exportações de ovos costumam ser bastante elevadas em janeiro, geralmente se caracterizando como as maiores do ano. 

 

Reposição Bovina 

 

O mercado do boi gordo tem trabalho em alta nesse início de mês, o que tem aumentado a procura por animais de reposição.

 

Considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e mestiços, de todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a alta foi de 1,1% na última semana, frente ao fechamento da semana anterior.

 

Classificando as altas por estado e categoria, o boi magro teve maior valorização no Paraná (6,7%), enquanto para o garrote, a maior alta foi no Pará (4,4%) no mesmo intervalo.

 

Já para os animais mais jovens, o destaque ficou para Mato Grosso, por lá o bezerro de ano ficou 5,5% mais caro e o preço do bezerro desmamado subiu 4,2%, na mesma comparação.

 

Soja 

 

As cotações da soja subiram na parcial de fevereiro, conforme apontam dados do Cepea. Entre 31 de janeiro e 7 de fevereiro, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ Paraná subiram 1,7% e 0,5%, respectivamente, fechando a R$ 86,79/sc de 60 kg e a R$ 80,73/sc na sexta-feira, 7.

 

A alta está atrelada ao novo patamar recorde do dólar, que fechou a R$ 4,319 no dia 7, aumento de 0,84% entre as duas últimas sextas-feiras.

 

Quanto à colheita, as atividades estão em ritmo lento no Brasil. Além do atraso no semeio em setembro e início de outubro de 2019, as chuvas das últimas semanas atrapalharam a colheita em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. 

 

Trigo 

 

Os valores do trigo em grão registraram comportamentos opostos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea na última semana.

 

No Paraná e em Santa Catarina, a retração compradora pressionou as cotações – parte dos moinhos se mostra abastecida para os próximos meses e está fora do mercado para novas aquisições no spot. Já no Rio Grande do Sul e em São Paulo, houve maior presença de compradores – no RS, o preço do cereal está menor do que em outros estados da região Sul, o que justifica o deslocamento de compradores.

 

Quanto aos valores pagos ao produtor, segundo colaboradores do Cepea, as elevações também têm sido mais expressivas no Rio Grande do Sul. Além disso, as cotações de trigo costumam se elevar antes do cultivo de uma nova safra. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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