Tecnologia e Manejo

10/09

10/09 Alertas de Mercado: Boi, Milho, Ovos, Soja e Trigo

10/09 Alertas de Mercado: Boi, Milho, Ovos, Soja e Trigo

 

Boi 

 

A redução da oferta de boiadas associada à maior disposição dos compradores, deixou o mercado procurado ao longo da última semana. 

 

Desta forma, além da dificuldade de preencher as escalas, a necessidade de aumentar os estoques para atender a demanda de início de mês fizeram com que os frigoríficos ficassem menos resistentes nas negociações ao longo destes primeiros dias de setembro. 

 

Mas, no fechamento da última sexta-feira (6/9), em São Paulo, uma parte dos frigoríficos não negociaram, cenário comum neste dia da semana. 

 

No estado, as escalas de abate atendem, em média, cinco dias e a referência do boi gordo não sofreu alteração e permaneceu cotada em R$156,00, à vista e livre de Funrural. 

 

Para esta semana, a demanda firme no mercado interno e no mercado externo devem manter a sustentação no mercado do boi gordo e da carne bovina. 

 

Destacando que em agosto, o Brasil exportou 126 mil toneladas de carne bovina in natura. É o terceiro melhor resultado para o mês de toda a série histórica.

 

Milho 

 

Os preços do milho seguem subindo na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, sustentados, principalmente, pela forte demanda internacional – em agosto, o Brasil exportou volume recorde para o mês.

 

O movimento de alta nos valores, no entanto, foi limitado pelas quedas nos preços externos do cereal e do dólar. Nos portos, especificamente, os valores chegaram a cair. No geral, a liquidez nos portos esteve baixa e houve grande disparidade entre os preços ofertados por compradores e pedidos por vendedores.

 

Ainda assim, o ritmo de embarques é intenso, reflexo da comercialização antecipada em meses anteriores. No spot nacional, vendedores têm optado por adiar a comercialização de novos lotes, na expectativa de melhores oportunidades nas próximas semanas.

 

Compradores, por sua vez, indicam ter estoques para o curto prazo e, com isso, mantêm ofertas mais baixas quando há necessidade de novas aquisições.

 

Ovos 

 

Mesmo com a alta na taxa de câmbio, que passou de R$ 3,78 em julho para R$ 4,02 em agosto, tornando as exportações mais atrativas, os embarques brasileiros de ovos in natura recuaram com força em agosto, registrando o pior desempenho deste ano.

 

De acordo com dados da Secex, em agosto, as vendas ao front externo somaram 151,8 toneladas, quedas de 42% em relação ao mês anterior e de expressivos 75% frente ao mesmo período de 2018.

 

Esse cenário esteve atrelado principalmente à expressiva redução, de 56%, das compras realizadas pelos Emirado Árabes Unidos, o principal destino da proteína brasileira. 

 

Soja 

 

A demanda externa pela soja brasileira segue baixa neste início de setembro – em agosto, as exportações do grão já foram as menores desde janeiro deste ano –, cenário que vem pressionando os valores internos da oleaginosa. Isso se deve especialmente à redução nas compras por parte da China.  

 

Além disso, o dólar recuou na semana passada, aumentando a disparidade entre os pedidos de vendedores e as ofertas de compradores. A demanda doméstica também esteve enfraquecida, visto que grande parte das indústrias sinaliza ter estoques do grão até outubro.

 

Com isso, entre 30 de agosto e 6 de setembro, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ Paraná recuaram 2,7% e 3,1%, respectivamente, fechando a R$ 86,06 e a R$ 79,63/sc de 60 kg no dia 6. 

 

Trigo 

 

O ritmo de moagem de trigo está enfraquecido há alguns meses no Brasil.

 

Dados do IBGE indicam que a produção de derivados, de janeiro a julho (último dado disponível), está no menor patamar desde 2002 (início da série do IBGE de produção física industrial). Nesse cenário, as importações do trigo em grão e das farinhas recuaram em agosto.

 

De julho para agosto, as compras internacionais caíram 12,8%, segundo a Secex, totalizando 486,6 mil toneladas – no comparativo com agosto do ano passado, o volume recuou expressivos 23%.

 

Para as farinhas, as aquisições no mercado internacional recuaram 0,9% de julho/19 para agosto/19, totalizando 31,9 mil toneladas. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



Publicidade