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10/07

10/07 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Soja e Trigo

10/07 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

Após o volume de açúcar negociado no mercado spot do estado de São Paulo ter recuado em junho, a movimentação seguiu praticamente estável na primeira semana deste mês, de acordo com informações do Cepea.

 

A média da semana passada (de 2 a 6 de julho) do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 57,92/saca de 50 kg queda de 1,07% em relação ao período anterior (R$ 58,54/saca de 50 kg).

 

Quanto às exportações de açúcar, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), de janeiro a junho deste ano, totalizaram 9,811 milhões de toneladas, quantidade 23,25% inferior à do mesmo período de 2017 (12,783 milhões de toneladas).

 

A receita, no acumulado de janeiro a junho de 2018, somou US$ 3,209 bilhões, 41,8% abaixo da de igual período de 2017 (de US$ 5,514 bilhões).

 

Boi 

 

Uma parcela dos compradores estava fora das compras na última sexta-feira (6/7).

 

Vale destacar, no entanto, que em sextas-feiras, quando normalmente os compradores aproveitam o último dia da semana para ofertar preços abaixo da referência e testar o mercado, o que se viu no dia 6/7 foram ofertas de compra firmes.

 

No mercado atacadista de carne bovina com osso, a cotação melhorou e, o boi casado de bovinos castrados subiu em média, para R$9,14/kg. Alta de 1,6% frente o fechamento anterior.

 

O recebimento dos salários e o jogo do Brasil podem colaborar com escoamento da carne bovina e, dar sustentação para o mercado do boi gordo.

 

Atenção para o mercado em São Paulo onde, na próxima semana, as empresas terão um dia a menos de compra (devido o feriado da próxima segunda-feira no estado) pois, com as programações de abate girando em torno de quatro dias os frigoríficos poderão ter de sair às compras com afinco, caso o escoamento de carne bovina de fato melhore. 

 

Milho 

 

As cotações de milho no mercado interno seguem em queda, devido ao avanço da colheita, segundo indicam pesquisadores do Cepea.

 

Quanto aos negócios, a “queda de braço” entre compradores e vendedores e indefinições quanto ao tabelamento de frete estão limitando os fechamentos de novos negócios.

 

Compradores consultados pelo Cepea se mantêm retraídos, com expectativa de que a maior oferta decorrente da colheita da segunda safra pressione ainda mais os valores.

 

Por outro lado, vendedores apostam que a possível menor disponibilidade, por causa da redução da área plantada e da baixa produtividade das lavouras, sustente os preços nos próximos meses.

 

Nessa sexta-feira, 6, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) fechou a R$ 36,22/sc de 60 kg, recuo de 2,03% frente ao dia 29 de junho.

 

Soja 

 

Os preços da soja estão em alta no mercado interno. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá fechou a R$ 88,14/saca de 60 kg na sexta-feira, 6, alta de 1,85% na parcial de julho.

 

O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná fechou a R$ 81,99/sc de 60 kg no dia 6, elevação de 2% neste mês. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores estão fora do mercado para fechamentos de grandes volumes, atentos aos problemas logísticos.

 

Vale lembrar que boa parte da safra 2017/2018 já foi negociada, sendo outro aspecto que deixa esses agentes reticentes para novas negociações. Quanto aos derivados, as negociações de farelo de soja têm sido apenas pontuais, de acordo com pesquisas do Cepea.

 

Devido aos preços ainda elevados, compradores consultados pelo Cepea demonstram interesse em buscar substitutos, como farelos de amendoim e de algodão e torta de algodão.

 

Dessa forma, os preços de farelo de soja ficaram estáveis na média das regiões acompanhadas pelo Cepea.

 

Trigo 

 

Neste início de julho, as cotações do trigo têm se enfraquecido em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea – vale lembrar que, em junho, os valores registraram patamares recordes nominais.

 

Os motivos para as baixas são o crescimento das importações em junho e as expectativas de boas produtividade e produção no Brasil.

 

Dados da Secex apontam que, de maio para junho, as importações do trigo aumentaram expressivos 47,1%, somando 584,93 mil toneladas no último mês.

 

Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, alguns produtores elevaram o volume ofertado, devido à necessidade de liberar espaço nos armazéns. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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