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09/11

09 /11 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Ovos e Suínos

09 /11 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Ovos e Suínos

 

Algodão

 

Com a alta dos preços internacionais e as oscilações na taxa de câmbio nestes primeiros dias de novembro, agentes se voltaram para as negociações de contratos para exportação, principalmente envolvendo o produto da safra 2017/18. O número de negócios captados pelo Cepea, no entanto, ainda tem sido baixo.

 

No mercado brasileiro, apenas alguns lotes foram comercializados para entrega neste final de 2017 e ao longo de 2018. Já para entregas rápidas, boa parte dos vendedores segue retraída, mantendo baixa a liquidez. Algumas indústrias estão ativas no mercado, mas ofertando preços inferiores aos pedidos por cotonicultores e tradings.

 

A disparidade de preços entre os agentes e a diferença de qualidade num mesmo lote de pluma limitaram os fechamentos. Assim, de 31 de outubro a 7 de novembro, o Indicador do algodão CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu apenas 0,27%, a R$ 2,4149/lp nessa terça-feira. 

 

Arroz

 

Com o clima favorável em grande parte do Rio Grande do Sul, alguns orizicultores se voltaram às atividades de semeio da safra 2017/18 na última semana. Nesse cenário, muitos produtores se afastaram do mercado, sem necessidade imediata de “fazer caixa” ou dando preferência à comercialização de soja ou gado.

 

Apenas aqueles com maior urgência em negociar é que ofertaram lotes do produto no mercado. Do lado comprador, segundo colaboradores do Cepea, algumas indústrias têm demonstrado interesse por novas aquisições. Assim, os preços do arroz em casca subiram pela terceira semana consecutiva no Rio Grande do Sul. De 31 de outubro a 7 de novembro, o Indicador ESALQ-SENAR/RS registrou alta de 1,46%, fechando a R$ 37,29/sc de 50 kg nessa terça feira, 7. 

 

Boi

 

As exportações de carne bovina in natura em outubro atingiram o segundo melhor resultado deste ano, totalizando 119,1 milhões de toneladas, 6% acima dos embarques de setembro/17 e 43% acima dos de outubro/16, de acordo com dados da Secex. Mesmo assim, os valores internos não reagiram e as negociações envolvendo a arroba de boi gordo seguem lentas.

 

Segundo colaboradores do Cepea, os valores pedidos e ofertados estão distintos, limitando a comercialização de novos lotes para abate. Além disso, muitos operadores estão retraídos do mercado, efetivando negócios apenas quando há maior urgência de compra ou de venda.

 

Nesse cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo recuou 0,47% entre 1º e 8 de novembro, com média de R$ 138,95 nessa quarta-feira, 8. Em outubro, o Indicador teve média de R$ 140,78, valor 2% inferior ao de setembro/17 e 7% abaixo do de outubro/16. 

 

Café

 

A retração de agentes do mercado cafeeiro foi intensificada na semana passada, principalmente devido ao feriado de Finados, no dia 2. Insatisfeitos com os preços no físico, muitos vendedores voltam suas atenções às lavouras.

 

Já os compradores consultados pelo Cepea reduziram suas aquisições, atentos aos estoques confortáveis nos países consumidores e à perspectiva de uma boa safra 2018/19.  Nesse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 449,09/saca de 60 kg nessa terça-feira, 7,  queda de 0,46% em relação à terça anterior, 31.

 

Quanto ao robusta, estimativas de boa produção para a safra 2018/19 também têm diminuído o ritmo de negociação, pressionando as cotações no mercado físico.

 

Os preços da variedade também têm sido influenciados pelas quedas externas, que, por sua vez, estão atreladas à aproximação da colheita no Vietnã. Nessa terça-feira, 7, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 357,90/sc de 60 kg, forte queda de 3,97% em relação à terça anterior, 31. 

 

Ovos

 

Três meses depois (92 dias) após o último reajuste, finalmente, os negócios realizados com ovos tiveram nova valorização.

 

Nos ovos brancos o reajuste – 1º da semana e do mês, 33º do ano – elevou o preço médio diário para R$64,00, valor quase 10% inferior ao praticado no mesmo dia do ano passado. 

 

Os ovos vermelhos, por sua vez, acompanharam o aumento alcançado nos ovos brancos, mas continuaram mantendo a diferença de R$2,00. Com isso, foram comercializados por um mínimo de R$63,00 ao máximo de R$67,00 a caixa, equivalendo a um preço médio diário 8,5% inferior ao alcançado no mesmo período do ano passado. 

 

Suínos 

 

As exportações de carne suína caíram em outubro pelo segundo mês consecutivo. Parte dos colaboradores do Cepea esperava que um possível aumento no volume embarcado pudesse ajudar a enxugar a oferta doméstica e, consequentemente, estimular uma reação nos preços internos. No entanto, os valores domésticos, tanto do suíno vivo quanto da carne, seguem praticamente estáveis.

 

Segundo colaboradores do Cepea, a oferta de animais segue equilibrada em relação à demanda da indústria, que está tímida nas negociações. De 1º a 8 de novembro, o preço do suíno vivo posto no frigorífico permaneceu praticamente estável (+0,2%) na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a R$ 4,06/kg na quarta-feira, 8.

 

Quanto à carne, na Grande São Paulo, a carcaça especial se valorizou ligeiro 0,5% em sete dias, a R$ 6,32/kg na quarta. O valor da carcaça comum subiu 0,9% no mesmo período, para R$ 5,87/kg. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Avisite 



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