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09/10

09/10 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Leite, Milho, Soja e Trigo

09/10 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Leite, Milho, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

O preço médio do açúcar cristal negociado no mercado spot paulista esteve enfraquecido no início da primeira semana de outubro, mas mostrou reação no final do período.

 

Na segunda-feira, 1º, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 150 a 180, mercado paulista, era negociado na casa dos R$ 61/saca de 50 kg, mas voltou para a dos R$ 63/sc na sexta-feira, 5.

 

De maneira geral, pesquisas do Cepea apontam que a movimentação esteve calma no spot no período, com as negociações envolvendo maiores quantidade do cristal apenas em casos pontuais.

 

Muitas usinas retiraram suas ofertas do mercado, devido à alta nos preços externos do demerara ao longo da semana e também por estarem com os estoques de açúcar comprometidos.

 

A busca pelo cristal para pronta entrega também não esteve muito elevada. Assim, de sexta a sexta, o Indicador CEPEA/ESALQ teve alta de 0,77%, fechando a R$ 63,11/saca de 50 kg, no dia 5. 

 

Boi 

 

Muitos frigoríficos estavam fora das compras na última segunda-feira (8/10) avaliando o mercado.  

 

Outra estratégia que normalmente acontece no início da semana: compradores pressionando o mercado ofertando preços abaixo da referência. Este foi o cenário em São Paulo.

 

O preço do boi gordo caiu e a arroba ficou cotada em R$150,00, à vista, livre de Funrural. As escalas de abate estão programadas para a semana.

 

Em Mato Grosso do Sul a conjuntura é outra, por lá é feriado também no dia 11 (criação do estado) e com dois dias a menos de funcionamento parte das indústrias está ativa nos negócios e os preços estão firmes.

 

Com a cotação do boi gordo perdendo embalo e os preços da carne bovina sem osso sustentados no mercado atacadista, a margem das indústrias que vendem os cortes desossados é a mais alta dos últimos 30 dias, 19,7%, colando na média histórica.

 

Leite 

 

Entre 1º e 5 de outubro, a cotação do leite longa vida caiu 0,32% em comparação à semana anterior, indo a R$ 2,57/litro no dia 5 – essa é a 13ª semana consecutiva de queda do UHT.

 

De acordo com colaboradores do Cepea, esse cenário se deve ao baixo consumo e à queda na produção. Por outro lado, com o mercado calmo, o queijo muçarela iniciou o mês em alta.

 

De 1º a 5 de outubro, o preço médio negociado foi de R$ 18,53/kg, aumento de 2,36% frente ao período anterior. Envie um e-mail para leicepea@usp.br  ou ligue para (19) 3429-8834.

 

Milho 

 

As cotações do milho seguem em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.

 

O recuo está atrelado à retração de compradores, que adquirem apenas pequenos lotes para abastecimento de curto prazo, e à desvalorização do dólar – de 4,4% em sete dias, a R$ 3,865 nessa sexta-feira, 5.

 

Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa fechou a R$ 38,78 na sexta, baixa de 1,57% frente ao dia 28 de setembro. Especificamente nessa região, a queda esteve atrelada ao menor interesse de compra e à necessidade pontual de venda.

 

Soja 

 

Produtores brasileiros de soja estão com as atenções voltadas ao cultivo da temporada 2018/19 na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Apenas em algumas praças que chuvas frequentes impedem o avanço ainda mais expressivo no cultivo.

 

Nesse cenário, as negociações travaram nos últimos dias tanto no mercado spot quanto para contratos, devido à desvalorização do dólar.

 

No spot, compradores se retraíram, à espera de redução de preços, principalmente devido à diminuição das margens de esmagamento.

 

Do lado vendedor, os baixos estoques e o semeio da nova safra também afastam esses agentes do mercado.

 

Trigo 

 

O avanço da colheita de trigo no Paraná tem resultado em quedas de preços mais expressivas neste estado frente aos demais da região Sul.

 

Com isso, desde o final de setembro, os valores negociados no Paraná estão inferiores aos do Rio Grande do Sul, de acordo com pesquisas do Cepea.

 

Ainda que seja comum uma aproximação entre os preços dessas regiões em período de colheita, as cotações no estado paranaense não ficavam inferiores às do Rio Grande do Sul há dois anos.

 

Esse cenário, no entanto, pode se alterar nas próximas semanas, tendo em vista a entrada mais intensa de lotes de outros estados e também da Argentina.

 

Neste caso, o trigo importado segue com preços em alta, limitando o interesse de compradores brasileiros.

 

 Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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