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09/08

09/08 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango, Ovos e Suínos

09/08 Alertas de Mercado: Algodão,  Arroz, Boi, Café, Frango, Ovos e Suínos

 

Algodão 

 

Os valores internos do algodão em pluma seguem em queda, influenciados pelo avanço da colheita da safra 2017/18 e, principalmente, pela maior flexibilidade de vendedores.

 

Após acumular queda de 7,57% em julho, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou 0,9% entre 31 de julho e 7 de agosto, fechando a R$ 3,3005/lp nessa terça-feira, 7. Segundo colaboradores do Cepea, indústrias e comerciantes estão cautelosos quanto a novas aquisições de pluma, na expectativa de preços menores com o aumento da oferta da safra 2017/18 nas próximas semanas. Por isso, esses compradores adquirem apenas pequenos volumes para entregas rápidas.

 

Já vendedores estão mais flexíveis quanto aos valores pedidos, especialmente para lotes com características, como micronaire e fibra. Cotonicultores, por sua vez, estão voltados à colheita e ao beneficiamento da nova temporada, atentos também ao clima nesta fase final das lavouras.

 

Outros agentes estão retraídos no spot, realizando entregas de contratos firmados anteriormente. 

 

Arroz

 

Apesar de cautelosas, por conta do fraco desempenho das vendas de arroz beneficiado aos grandes centros, indústrias estiveram mais ativas do que vendedores no mercado de arroz em casca nos últimos dias.

 

Do lado vendedor, segundo colaboradores do Cepea, boa parte dos orizicultores segue retraída, na expectativa de valorizações nas próximas semanas e, assim, disponibilizando lotes apenas quando há necessidade de caixa.

 

Além disso, alguns produtores têm negociado outras commodities, como gado e soja.

 

O aumento dos preços dos insumos para a nova temporada, especialmente do adubo, tem contribuído para a posição recuada de orizicultores.

 

Nesse cenário, o Indicador do arroz em casca ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, registrou alta de 1,2% entre 31 de julho e 7 de agosto, fechando a R$ 43,88/sc de 50 kg nessa terça-feira, 7. 

 

Boi 

 

A baixa oferta de animais prontos para abate tem levado frigoríficos a aumentar os valores de suas ofertas por novos lotes, especialmente os de maior volume e para abates mais próximos, sustentando as cotações.

 

Entre 1º e 8 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo permaneceu estável, com média de R$ 144,95 nessa quarta-feira, 8 (à vista, livre de Funrural e com desconto de juros do dia do negócio ao dia do pagamento, pela taxa CDI).

 

No mercado de carne, os valores estão em alta. A estimativa de aumento do consumo por causa do Dia dos Pais e a redução da oferta elevaram os preços da carcaça casada de boi negociada na Grande São Paulo neste início de agosto. 

 

Café 

 

As cotações internas do arábica e do robusta registraram queda acentuada nos últimos dias, pressionadas pelas recentes baixas externas de ambas as variedades, pela desvalorização do dólar e pelo andamento da colheita no Brasil. Segundo colaboradores do Cepea, ainda que os trabalhos tenham sido prejudicados pelas chuvas nos últimos dias, maiores volumes de café têm chegado ao mercado, reforçando a pressão sobre os valores. Para o arábica, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, fechou a R$ 422,75/saca de 60 kg nessa terça-feira, 7, queda de 1,7% frente à terça anterior, 31.

 

Em relação ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 317,36/saca de 60 kg, recuo de 0,6% na mesma comparação. Quanto às negociações, com as recentes desvalorizações, o mercado tem se mantido calmo, especialmente para o robusta. Segundo agentes, grande parte dos produtores dessa variedade fechou um bom volume de negócios nos últimos meses e deve aguardar preços mais elevados para voltar a negociar no físico.

 

Para o arábica, alguns negócios foram fechados nos últimos dias, devido à necessidade de caixa de alguns produtores; porém, a expectativa também é de que sigam mais calmos nas próximas semanas, com produtores da variedade concentrados nas entregas de negócios futuros. 

 

Frango 

 

Nas granjas em São Paulo, o preço do frango se manteve estável nesta semana, em R$3,00/kg, mesmo com a maior movimentação no atacado.

 

Devido ao reabastecimento do varejo neste período, as indústrias conseguiram elevar as cotações da carcaça em 6,1% em sete dias. O produto está cotado, em média, em R$3,68/kg.

 

A expectativa é de maior movimentação nesta quinzena, com o pagamento dos salários, o que deverá manter os preços firmes.

 

Com relação ao mercado externo, o volume de carne in natura exportado em julho totalizou 438,3 mil toneladas, 23,7% mais que o embarcado em igual período do ano passado.

 

A melhora nas exportações em julho está atrelada ao reestabelecimento dos portos após o fim da greve dos caminhoneiros e normalização do fluxo.

 

Ovos 

 

Nas granjas paulistas, a caixa de ovos está cotada, em média, em R$58,50, uma alta de 5,4% em sete dias.

 

No atacado o aumento foi de 5,0% no mesmo período, com a caixa cotada em R$63,00, segundo levantamento da Scot Consultoria.

 

A melhoria nas vendas, com a virada do mês, deu sustentação aos preços do produto. A expectativa é de mercado firme em curto prazo.

 

Suínos 

 

O período de início de mês associado à maior demanda para o Dia dos Pais e ao clima mais frio aumentaram a liquidez e impulsionaram os preços do suíno vivo no mercado independente.

 

Entre 1º e 8 de agosto, o valor do animal subiu 2% na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), para a média de R$ 3,16/kg nessa quarta-feira, 8.

 

No mercado de cortes, a paleta sem osso foi negociada a R$ 6,10/kg nessa quarta no atacado da Grande São Paulo, elevação de 0,9% no mesmo período. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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