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08/11

08/11 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite e Suínos

08/11 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite e Suínos

 

Algodão 

 

O baixo interesse de compradores e a flexibilidade de vendedores mantêm enfraquecido os preços do algodão em pluma. Diante do bom volume esperado para a safra 2017/18, indústrias trabalham com estoques e adquirem apenas pequenos volumes no spot, na expectativa de novas desvalorizações.

 

Em outubro (entre 28 de setembro e 31 de outubro), o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou expressivos 7,67%, superando a queda de julho/18 (de 7,57%), e sendo a mais intensa desde julho/14 (quando caiu fortes 11%).

 

Nos últimos sete dias (30 de outubro a 6 de novembro), especificamente, o Indicador registrou queda de 0,3%, fechando a R$ 2,9424/lp nessa terça-feira, 6. Verifica-se, ainda, “queda de braço” entre compradores e vendedores quanto ao preço e à qualidade.

 

Demandantes apontam baixa a qualidade dos lotes disponibilizados até o momento.

 

Conforme colaboradores do Cepea, esse cenário está atrelado ao fato de cotonicultores priorizarem as entregas de contratos, não ofertando a pluma no spot e, quando disponibilizam, parte é de lotes que foram contratados e não aprovados. 

 

Arroz 

 

Após sete meses em alta, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, registrou queda de 5,2% em outubro, fechando a R$ 43,37/sc de 50 kg no dia 31. Especificamente nos últimos sete dias (30 de outubro a 6 de novembro), o recuo foi de 1,47%.

 

Segundo colaboradores do Cepea, indústrias permaneceram cautelosas para novas aquisições ao longo do mês, priorizando o arroz depositado em seus armazéns.

 

Outras beneficiadoras, por sua vez, não demonstraram interesse de compra durante boa parte do período.

 

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, a demanda enfraquecida em outubro esteve atrelada ao baixo patamar dos preços de venda do fardo beneficiado aos setores varejista e atacadista dos grandes centros consumidores, que, por sua vez, ressaltam a concorrência acirrada entre as várias marcas disponíveis.

 

Do lado vendedor, produtores com necessidade de “fazer caixa” estiveram ativos nas negociações, principalmente na segunda quinzena do mês.

 

Boi 

 

A disparidade entre os valores da arroba diminuiu neste início de novembro.

 

Segundo operadores consultados pelo Cepea, a pressão exercida pela indústria aumentou, devido às escalas de abate mais alongadas – as compras de lotes maiores a preços superiores no final de outubro e o relativo aumento da oferta de animais possibilitaram esse alongamento.

 

Ainda assim, alguns fechamentos de negócios a valores maiores são observados, o que acabou sustentando as cotações neste início de novembro.

 

De 31 de outubro a 7 de novembro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa subiu ligeiro 0,69%, fechando a R$ 146,15 nessa quarta-feira, 7.

 

Café 

 

Os negócios estão lentos no mercado doméstico de café arábica, visto que a forte oscilação das cotações externas da variedade mantém boa parte dos compradores e vendedores afastada do mercado.

 

O feriado de Finados (2) também influenciou a retração dos agentes e a menor liquidez interna.

 

Para o robusta, o cenário foi o mesmo. Segundo colaboradores do Cepea, além da pressão exercida pela desvalorização do Real no encerramento de outubro, os preços externos também foram influenciados pela safra do Vietnã, que deve se intensificar na segunda quinzena de novembro e pode pressionar os valores internacionais.

 

Quanto aos preços no Brasil, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 445,56/saca de 60 kg nessa terça-feira, 6, elevação de 0,7% em relação à terça anterior, 30.

 

Para o robusta, a alta foi mais intensa, devido à valorização da moeda norte-americana no início desta semana. Nessa terça-feira, 6, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 334,03/sc de 60 kg, alta de 1,4% na mesma comparação.

 

Leite 

 

Os preços do leite comercializado no mercado spot (entre indústrias) recuaram expressivamente na comparação entre as primeiras quinzenas de novembro e outubro nos estados pesquisados pelo Cepea. As quedas foram de 29% para São Paulo, 23% para Minas Gerais, 17% para Goiás e 17% para o Paraná, para as respectivas médias de R$ 1,12/litro, R$ 1,16/l, R$ 1,28/l e R$ 1,22/l na primeira metade de novembro.

 

Vale lembrar que os preços negociados no spot são fixados para toda a quinzena e não sofrem alterações até o início da próxima.

 

Segundo colaboradores do Cepea, a desvalorização do leite no spot está atrelada ao desaquecimento da demanda, que vem sendo pressionada desde agosto, e ao aumento da oferta de leite no campo. 

 

Suínos 

 

O suíno vivo negociado no mercado independente registrou ligeira valorização na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea neste início de novembro.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, a alta esteve atrelada tanto ao período de início de mês, quando a procura costuma aumentar, quanto às expectativas de agentes diante da notícia de retomada das importações da carne suína brasileira pela Rússia – o país, que era o principal destino do produto nacional até novembro do ano passado, interrompeu as compras da proteína em dezembro de 2017.

 

Entre 31 de outubro e 7 de novembro, o preço do suíno vivo negociado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) subiu 0,7%, fechando com média de R$ 3,85/kg nessa quarta-feira, 7.

 

Em Goiânia (GO), o animal teve valorização de 0,4%, sendo comercializado a R$ 3,80/kg nessa quarta.

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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