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07/11

07/11 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

07/11 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão 

 

Com as exportações pagando mais que o mercado brasileiro, os embarques de algodão em pluma estiveram intensos ao longo de outubro, somando 273,4 mil toneladas, quase o dobro do volume de setembro/19 e um recorde. Essa quantidade superou em 20% o recorde anterior, de 227,9 mil toneladas, observado em dezembro/18, conforme dados da Secex.

 

Ressalta-se que a paridade de exportação segue acima dos valores domésticos desde o final de agosto, cenário que limita quedas nos preços internos – ou até mesmo os eleva. Assim, vendedores têm priorizado entregas de contratos a termo, especialmente para exportação, sendo que boa parte da safra 2018/19 já está comprometida. No spot nacional, a liquidez está baixa. Compradores estão ativos, mas a dificuldade em encontrar o produto dentro das características desejadas limita novos negócios.

 

Assim, muitos trabalham com a matéria-prima já contratada. Vendedores, por sua vez, estão firmes nos preços, mas a maioria dos lotes disponibilizados apresenta ao menos uma característica. Entre 30 de setembro e 31 de outubro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu 1,49%.

 

A média do outubro, de R$ 2,4948/lp, superou em 1,49% a de setembro/19, mas ficou 21,01% abaixo da de outubro/18, em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI de setembro/19). De 29 de outubro a 5 de novembro, especificamente, o Indicador avançou 1,4%, fechando a R$ 2,5373/lp, na terça-feira, 5

 

Arroz

 

Os preços do arroz em casca estão em alta no Rio Grande do Sul neste início de novembro, devido ao período de entressafra, ao baixo volume estocado e ao clima – recentes chuvas em algumas cidades do estado podem reduzir a produtividade das lavouras e a qualidade do arroz no campo. Com isso, as atividades de semeio não avançaram muito nos últimos dias, e, segundo colaboradores do Cepea, algumas lavouras estão submersas.

 

Quanto à demanda, esteve baixa nos últimos dias – compradores se mantiveram afastados das negociações, por conta das menores vendas do beneficiado e da preferência pelo produto estocado.

 

No entanto, essa postura compradora não foi suficiente para pressionar os valores. De 29 de outubro a 5 de novembro, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, subiu 0,8%, fechando a R$ 46,58/sc de 50 kg no dia 5.

 

Na média de outubro, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, subiu 1,2% em relação à de setembro/19, a R$ 45,93/sc. 

 

Boi

 

O bom desempenho das exportações mantém aquecida a demanda doméstica por novos lotes de animais para abate. A oferta, no entanto, segue limitada. Nesse cenário, os preços da arroba apresentam movimento de alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Nessa quarta-feira, 6, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (São Paulo) fechou a R$ 177,45, alta de 6% frente à quarta-feira anterior, 30 de outubro.

 

Esse é o maior valor nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 1994. Em termos reais, no entanto, trata-se do maior patamar desde abril de 2016, quando a média mensal do Indicador foi de R$ 182,00 (valores foram deflacionados pelo IGP-DI) – ressalta-se que o maior patamar real do Indicador, de R$ 190,84, foi registrado em abril de 2015.

 

No mercado atacadista de carne da Grande São Paulo, os preços também estão em alta e se aproximam dos recordes reais da série. Agentes colaboradores do Cepea relatam que, além do volume expressivo de carne exportada, este período é caracterizado por maior procura doméstica, devido à proximidade das festividades de final de ano.

 

Quanto aos embarques brasileiros de carne bovina in natura, somaram 160,09 mil toneladas em outubro, o maior volume já exportado pelo Brasil num único mês, segundo dados da Secex. Esse cenário e o dólar elevado resultaram em receita também recorde, de quase R$ 3 bilhões. 

 

Café

 

Os preços dos cafés arábica e robusta tiveram forte recuperação nos últimos dias, impulsionados pelos ganhos externos de ambas as variedades. As cotações internacionais, por sua vez, foram influenciadas pelo clima no Brasil, pela valorização do Real frente ao dólar em parte da semana e por fatores técnicos.

 

Nesse cenário, agentes estiveram mais ativos e alguns negócios foram registrados no spot. Nessa terça-feira, 5, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 445,87/saca de 60 kg, o maior patamar nominal desde o início de julho e elevação de 5,7% em relação à terça anterior, 29 de outubro.

 

Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 294,71/sc de 60 kg, voltando ao patamar do início de outubro deste ano e valorização de 2,2%, na mesma comparação.

 

Suínos 

 

As exportações brasileiras de carne suína aumentaram expressivamente em outubro, atingindo o terceiro maior volume da série história da Secex, iniciada em 1997. A receita em Real, por sua vez, foi recorde. De acordo com a Secretaria, foram embarcadas 67,3 mil toneladas de produtos suínos, gerando receita de R$ 607,63 milhões.

 

O volume embarcado em outubro foi 17,8% maior que o de setembro e esteve 8,6% acima do de outubro/18. Para o faturamento em moeda nacional, os incrementos foram de 19,4% e de 51%, respectivamente (Secex).

 

O recorde na receita esteve atrelado ao preço pago pela tonelada em dólar e também pelo elevado patamar do câmbio.

 

Em outubro, as exportações totais suínas tiveram preço médio de US$ 2,21/kg, o maior de 2019 e 28% acima da média de outubro/18.

 

Já o dólar teve média de R$ 4,08 no mês, leve queda de 0,9% frente a setembro, mas ainda um dos maiores patamares deste ano e 8,6% acima do observado em outubro/18.

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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