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09/07

07/09 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Leite, Milho, Ovos, Soja e Trigo

07/09 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Leite, Milho, Ovos, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

As cotações do açúcar cristal recuaram na primeira semana de julho no mercado paulista. De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores continuaram presentes nas negociações, sustentando a liquidez.

 

O mercado spot ainda tem boa oferta do cristal, mas a quantidade pode diminuir, uma vez que as unidades de processamento seguem com o mix de produção maior para o etanol.

 

De 1º a 5 de julho, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi de R$ 60,86/saca de 50 kg, recuo de 1,36% em relação à média de 24 a 28 de junho (de R$ 61,69/saca de 50 kg). 

 

Boi 

 

Em São Paulo, as programações de abate atendem, em média, sete dias. As indústrias, que estão com as programações longas, estão ofertando preços menores pela arroba do boi gordo. 

 

A cotação na praça paulista caiu R$0,50/@ na comparação feita dia a dia. Porém, há ofertas de compra acima da referência para lotes maiores e animais jovens. 

 

Na região de Marabá-PA, a dificuldade de compor as escalas de abate valorizou em 0,4% a arroba do boi gordo na comparação diária.

 

No Oeste da Bahia, as escalas de abate enxutas fizeram com que os frigoríficos ofertassem preços melhores. Na região, a arroba do macho terminado está em R$153,00/@, a prazo, livre de Funrural, alta de 0,3% na comparação dia a dia.

 

Leite 

 

De 1º a 5 de julho, a cotação média do UHT foi de R$ 2,3633/litro, baixa de 1,71% frente à semana anterior – essa é a sexta semana consecutiva de baixa nos valores desse derivado.

 

O queijo muçarela, por sua vez, caiu leve 0,19%, com média de R$ 17,7071/kg, no mesmo período. Esse cenário, de acordo com colaboradores do Cepea, se deve ao mercado enfraquecido de ambos os produtos, o que aumentou o volume estocado.

 

Assim, alguns laticínios diminuíram suas produções. Para as próximas semanas, os preços devem se manter baixos, devido ao começo das férias escolares, que diminui o consumo de derivados. Envie um e-mail para leicepea@usp.br ou ligue para (19) 3429-8834.

 

Milho 

 

As negociações envolvendo milho seguem aquecidas nos portos, mas estão fracas no interior do País. Compradores da maior parte das regiões consultadas pelo Cepea se mostram estocados e, por isso, se mantêm afastados do mercado, à espera de desvalorizações no cereal com o avanço da colheita da segunda safra.

 

Já vendedores estão firmes nos valores, diante dos maiores patamares de preços do milho nos portos. Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 4% entre 28 de junho e 5 de julho, a R$ 37,29/sc de 60 kg na sexta-feira, 5. No campo, o clima tem favorecido o avanço da colheita.

 

Em Mato Grosso, até o encerramento de junho, 40,8% da área estimada havia sido colhida, de 32 p.p. acima do mesmo período de 2018.

 

No Paraná, segundo o Deral, até o dia 1º de julho, a colheita havia alcançado 41% da área total, 39 p.p a mais que há um ano. Das lavouras remanescentes, boa parte está em fase de maturação (80%) e frutificação (20%).

 

Ovos 

 

As cotações dos ovos encerraram junho em alta em todas as regiões pesquisadas pelo Cepea, refletindo o aquecimento da demanda, reforçado pelo período de festas juninas. Apesar do bom desempenho frente a maio/19, os patamares de preços ainda são inferiores aos observados no mesmo período do ano passado.

 

A média do ovo branco, tipo extra, colocado na Grande São Paulo (R$ 84,90/cx) em junho é 2% superior à de maio, mas 7% abaixo da verificada em junho/18. Para o ovo tipo extra vermelho, na mesma comparação, a média de junho (R$ 96,85/cx) é 1% maior que a do mês anterior e 6% menor que a de junho do ano passado.

 

Para o ovo branco, a retirar em Bastos, de maio para junho, a valorização é de 3%, com média de R$ 79,22/cx. O vermelho, na mesma região, teve aumento de 1%, negociado com média de R$ 90,93/cx no último mês. Em relação a junho/18, para ambos os produtos, os preços são 7% menores. 

 

Soja 

 

As negociações envolvendo a soja em grão seguem em ritmo lento no mercado interno e também para exportação. Boa parte de agentes consultados pelo Cepea está com a atenção voltada aos embarques de milho. Esse cenário elevou os fretes rodoviários e, consequentemente, a disputa por caminhões. Já as saídas envolvendo a oleaginosa foram menores em junho.

 

Segundo dados da Secex, o Brasil exportou 9,1 milhões de toneladas de soja em grão no mês passado, volume 16,4% inferior ao de maio e 13% abaixo do de junho/18.

 

Quanto aos derivados, em junho, o Brasil embarcou 1,53 milhão de toneladas de farelo de soja, volume 7,3% menor que o de maio e 2,1% inferior ao de junho/18.

 

Em junho, os embarques de óleo de soja foram 45,2% inferiores aos de maio, totalizando 140,2 mil toneladas. Esse cenário, a queda dos preços futuros na CME Group (Bolsa de Chicago) e a desvalorização do dólar pressionaram as cotações internas.

 

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) recuou 2,7% entre 28 de junho e 5 de julho, indo para R$ 79,56/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 5. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná cedeu 1,9%, a R$ 74,05/sc de 60 kg no dia 5.

 

Trigo 

 

As atividades de semeio do trigo estão avançando no Brasil, enquanto produtores aumentam a intenção de negociar o grão remanescente neste início de julho, segundo afirmam pesquisadores do Cepea.

 

Quanto às farinhas, as vendas permanecem desaquecidas neste início de mês, o que pode estar atrelado, segundo agentes, às férias escolares.

 

Diante disso, é possível que os volumes negociados no acumulado de julho fiquem ligeiramente inferiores aos de meses anteriores.

 

No segmento de farelo de trigo, houve novos avanços nos preços, uma vez que a demanda continua aquecida e a oferta, limitada. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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