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07/03

07/03 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Citros, Milho, Soja e Trigo

07/03 Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Citros, Milho, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

As negociações envolvendo açúcar cristal foram retomadas no mercado spot paulista no meio da semana passada, após o recesso do carnaval. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços médios, no entanto, seguem em queda, movimento que vem sendo observado desde a primeira semana de novembro/16, quando o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, chegou a fechar acima dos R$ 100,00/saca de 50 kg.

 

De 24 de fevereiro a 6 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ caiu 1,1%, fechando a segunda-feira, 6, a R$ 80,44/saca de 50 kg. Conforme colaboradores do Cepea, algumas usinas de São Paulo devem iniciar a moagem da cana-de-açúcar da nova safra 2017/18 já nos próximos dias, fortalecendo, assim, a resistência de compradores em pagar preços mais elevados pelo cristal.

 

Boi

 

Baixa movimentação no mercado do boi gordo.

 

Aos poucos o pecuarista volta às negociações após o período de Carnaval, o que resulta em melhora gradual na oferta de animais terminados. Além disso, alguns frigoríficos estavam fora das compras na última segunda-feira (6/3), aguardando uma melhor colocação do mercado.

 

Em São Paulo, as tentativas de compra até R$4,00/@ abaixo da referência são comuns. Por outro lado, os frigoríficos que possuem maior dificuldade em alongar as escalas pagam valores maiores.

 

No estado a escala de abate gira em torno de cinco dias.

 

No Pará, as chuvas dos últimos dias vêm atrapalhando os embarques dos animais terminados. Em Marabá-PA, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$123,50, à vista, alta semanal de 0,4%. 

No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,32/kg, queda de 1,0% em relação à semana anterior.

 

Citros

 

A oferta de laranja da safra corrente (2016/17) segue escassa em São Paulo, principalmente das frutas com melhor qualidade. Produtores consultados pelo Cepea têm, inclusive, relatado encerramento da colheita de pera e tardias. Por outro lado, o início da produção de precoces da temporada 2017/18 tem equilibrado as cotações da laranja.

 

Na média da última semana, a pera foi comercializada a R$ 43,33/cx de 40,8 kg, na árvore, baixa de 1,2% em relação à anterior. Para a lima ácida tahiti, depois do pico de safra, as cotações estão em alta. Conforme colaboradores do Cepea, grande volume da variedade foi enviado às processadoras em fevereiro.

 

Desta forma, a previsão é que as frutas restantes nos pés, ainda abaixo da qualidade para comercialização no mercado in natura, sejam colhidas apenas a partir do fim de março – período em que pode ocorrer uma nova “safrinha”, proveniente de segunda florada. Atrelado a isso, a demanda aquecida durante o recesso de carnaval também impulsionou os preços da tahiti. Na semana, a média da fruta foi de R$ 15,61/cx de 27 kg, colhida, expressiva alta de 35,7% em relação à semana anterior. 

 

Milho 

 

As cotações do milho seguem em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, especialmente onde há maior disponibilidade do cereal, por conta do avanço da colheita. Já em algumas praças, principalmente as demandantes como as paulistas, os valores apresentaram certa sustentação, refletindo a oferta ainda restrita e a entrada pontual de compradores.

 

Além disso, a colheita da safra verão mais tardia, o menor excedente doméstico no primeiro semestre e a disponibilidade restrita de caminhões para viagens interestaduais também reduzem a pressão do comprador paulista. Entre 24 de fevereiro e 3 de março, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de referência Campinas – SP) subiu ligeiro 0,4%, fechando a R$ 36,25/saca de 60 kg na sexta-feira, 3.

 

Soja 

 

Os preços da soja em grão iniciam o mês de março em alta. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso tem vindo das elevações nos valores externos do grão que, por sua vez, sobem devido à queda do dólar, que torna os produtos norte-americanos mais atrativos aos estrangeiros. Nesse cenário, o Indicador da soja CEPEA/ESALQ – Paraná subiu 1,6% entre 24 de fevereiro e 3 de março, fechando a R$ 67,30/sc de 60 kg na sexta, 3.

 

O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), fechou a R$ 72,64/saca de 60 kg, aumento de 1% no mesmo período. Em fevereiro, especificamente, a entrada da safra brasileira, a demanda doméstica enfraquecida e a melhora nas condições climáticas na Argentina pressionaram os valores da soja e derivados no mercado brasileiro.

 

A elevação do frete durante o mês também pressionou os valores que, em várias regiões acompanhadas pelo Cepea, voltaram aos menores patamares desde 2012, em termos reais. Por outro lado, a firme demanda externa limitou a queda nos preços domésticos.

 

Trigo 

 

Após registrar produção recorde e de boa qualidade na safra 2016/17, a nova temporada de trigo 2017/18 deve apresentar menor área. Segundo pesquisadores do Cepea, o desestímulo de produtores está relacionado à maior produção na Argentina, à demanda doméstica enfraquecida e aos preços abaixo do mínimo estipulado pelo governo.

 

Além disso, mesmo com safra recorde, as importações cresceram em 2016, reforçando a queda nos preços internos. As intervenções governamentais realizadas desde o final de 2016 não têm sido suficientes para elevar as cotações, que caíram nos dois primeiros meses deste ano.

 

Os valores começaram a se estabilizar apenas neste início de março. Entre 24 de fevereiro e 6 de março, o preço médio do trigo CEPEA/ESALQ no Rio Grande do Sul subiu 0,84%, a R$ 519,75/t nessa segunda-feira, 6. No Paraná, os valores permaneceram estáveis (+ 0,17%), a R$ 599,87/t nessa segunda. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Scot Consultoria 



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