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06/12

06/12 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

06/12 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão 

 

As cotações do algodão em pluma fecharam novembro praticamente estáveis, de acordo com dados do Cepea. Em boa parte do mês, porém, os valores oscilaram.

 

No acumulado de novembro (de 31 de outubro a 30 de novembro) o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu apenas 0,06%, fechando a R$ 2,9529/lp no dia 30.

 

Agentes de indústrias e comerciantes consultados pelo Cepea afirmaram dificuldades em encontrar a pluma dentro das características desejadas.

 

Cotonicultores, por sua vez, estiveram poucos ativos, alegando que boa parte da produção da safra 2017/18 já está comprometida.

 

Arroz

 

Desde o dia 27 de novembro, o Indicador do arroz em casca ESALQ/Senar-RS está na casa dos R$ 40,00/saca de 50 quilos. Nessa terça-feira, 4, o Indicador fechou a R$ 40,29/sc.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, essa estabilidade está atrelada à “queda de braço” entre agentes do setor.

 

Enquanto boa parte das indústrias tem trabalhado com o arroz depositado em seus armazéns, orizicultores disponibilizam seus lotes apenas quando há necessidade de “fazer caixa”, para cumprir com os compromissos de safra.

 

No campo, os trabalhos de semeio da safra 2018/19 estão praticamente finalizados e, de modo geral, o clima vem favorecendo a germinação e a emergência dos grãos. 

 

Boi 

 

Os valores da arroba do boi gordo têm oscilado neste início de dezembro.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, esse contexto segue atrelado às diferentes urgências de agentes – enquanto os frigoríficos com escalas mais alongadas pressionam as cotações, os que necessitam de novos lotes elevam os valores pagos.

 

Do lado do pecuarista, os que precisam negociar acabam cedendo em alguns casos, ao passo que outros, com a melhora dos pastos, preferem aguardar.

 

Quanto à carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo, estão em alta neste começo de dezembro.

 

De acordo com pesquisadores, esse movimento se deve tanto às exportações em ritmo intenso, que enxugam a oferta doméstica, quanto ao aquecimento da demanda por parte do varejo, que começa a fazer estoques para o consumo de final de ano.

 

As exportações brasileiras de carne bovina in natura registram recordes de volume e de faturamento em moeda nacional neste segundo semestre.

 

Em novembro, a quantidade embarcada caiu em relação à de outubro, mas foi a maior para um mês de novembro, considerando-se a série histórica da Secex. 

 

Café 

 

As médias dos cafés arábica e robusta na parcial desta temporada 2018/19 (de julho a novembro/18) estão abaixo das registradas no mesmo período da safra anterior, conforme indicam dados do Cepea.

 

Do início da temporada até setembro, os valores recuaram com força, devido à safra volumosa, ao câmbio e à queda no mercado internacional. Porém, em outubro, o avanço externo e a maior demanda impulsionaram os preços.

 

Já a partir de novembro, as boas perspectivas quanto à safra 2019/20 voltaram a pressionar as cotações do café.

 

Na parcial desta temporada, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, está em R$ 436,08/saca, recuo de 13% em relação ao mesmo período de 2017/18, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de outubro/18).

 

Quanto ao robusta, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima está em R$ 330,25/saca de 60 kg nesta safra 2018/19, 24,4% inferior à do mesmo período da temporada passada, em termos reais. 

 

Suínos 

 

Com as elevações nos valores do suíno vivo desde julho deste ano, devido à menor oferta de animais para abate, em novembro, a média mensal chegou ao maior patamar de 2018 na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, em termos nominais.

 

Na praça de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), por exemplo, o animal posto no frigorífico foi comercializado a R$ 3,91/kg em novembro, alta de 2,4% em relação ao mês anterior.

 

Quanto à carne, as cotações também subiram.

 

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça comum e a especial se valorizaram, respectivamente, 2,1% e 3,5% de outubro para novembro.

 

A procura por carne suína tipicamente aumenta no final de ano, devido às festividades da época.

 

No entanto, segundo colaboradores do Cepea, essa demanda sazonal não refletiu significativamente no volume de negócios em novembro. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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