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06/06

06/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Milho e Suínos

06/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Milho e Suínos

 

Algodão 

 

A comercialização de algodão em pluma diminuiu no mercado spot nos últimos dias, refletindo a expectativa de agentes quanto ao aumento da oferta da nova safra do Cerrado.

 

Segundo colaboradores do Cepea, os negócios efetivados têm envolvido pequenos lotes da temporada 2017/18. Indústrias seguem trabalhando com o produto adquirido por meio de contrato, ofertando preços menores para novos fechamentos. Tradings, por sua vez, ora ofertam algum lote no mercado interno, ora se retraem.

 

Cotonicultores permanecem focados no desenvolvimento das lavouras e no aguardo da colheita. Entre 30 de abril e 31 de maio, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 2,58% e, no acumulado ano (de 28 de dezembro a 31 de maio), 6,32%.

 

A média de maio, de R$ 2,8821/lp, é 1,65% inferior à de abril/19 e expressivos 24,05% menor do que a de maio/18, em termos reais (IGP-DI de abril/19). De 28 de maio a 4 de junho, especificamente, o Indicador recuou ligeiro 0,3%, fechando a R$ 2,8661/lp, na terça-feira, 4. 

 

Arroz

 

O Indicador do arroz em casca ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, está sendo fechado na casa dos R$ 44,00 por saca de 50 kg desde o dia 7 de maio. Nessa terça-feira, 4, fechou a R$ 44,65/sc de 50 kg.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, essa firmeza pode estar atrelada ao fato de alguns produtores darem preferência às negociações envolvendo soja, milho e gado, em detrimento do arroz.

 

Em maio, a média mensal, de R$ 44,22/sc de 50 kg, esteve 5,8% superior à de abril/19 – a maior desde outubro de 2018, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de abr/19). Em comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 12,8%.

 

Boi 

 

Os preços do boi gordo iniciaram este mês registrando quedas um pouco intensas. No acumulado parcial de junho (de 31 de maio a dia 5 de junho), o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 registra recuo de 5%, fechando a R$ 145,50 nessa quarta-feira, 5.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento está atrelado à forte retração de agentes, que estão atentos à reação do mercado internacional diante da notícia de um caso atípico de “vaca louca” em Mato Grosso.

 

Como medida preventiva adotada pelo Ministério da Agricultura, os embarques de carne bovina à China – um dos principais destinos da proteína nacional, atrás apenas de Hong Kong – foram suspensos. Essa paralisação, que atende a uma cláusula do acordo sanitário entre o Brasil e o país asiático, duraria pelo menos um mês, mas o governo espera que esse período seja menor.

 

Vale lembrar que, a demanda asiática somada ao dólar elevado têm favorecido o resultado com as exportações nacionais de carne bovina in natura.

 

De acordo com dados da Secex, nos cinco primeiros meses, a receita em moeda nacional foi recorde e o volume embarcado, menor apenas que o de 2007. 

 

Café 

 

Depois de operarem em baixa durante boa parte de maio, as cotações do café arábica tiveram forte recuperação na última semana do mês, voltando a fechar acima dos R$ 400,00/sc.

 

Segundo colaboradores do Cepea, esse movimento esteve atrelado à expressiva elevação dos futuros da variedade na Bolsa de Nova York (ICE Futures), devido a movimentos técnicos, à desvalorização do dólar frente ao Real e a preocupações com o clima mais frio e úmido e com a consequente qualidade dos novos cafés no Brasil.

 

Na terça-feira, 4, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 427,58/saca de 60 kg, expressiva alta de 6,6% em relação à terça anterior, 28 de maio, e o maior patamar desde 11 de fevereiro deste ano, em termos reais (IGP-DI de abril/19).

 

Com a valorização do arábica, compradores e vendedores voltaram ao mercado, elevando fortemente a liquidez interna. Quanto ao robusta, os preços também subiram, impulsionadas pelo ganho externo na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe).

 

A liquidez, no entanto, foi menor do que a observada para o arábica, uma vez que parte dos produtores aguarda novas valorizações para negociar maiores volumes.

 

O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 voltou a operar próximo dos R$ 300/saca de 60 kg, o que não era visto desde março deste ano. Nessa terça-feira, 4, o Indicador fechou a R$ 302,37/sc de 60 kg, avanço de 5% em relação à terça anterior, 28. 

 

Milho 

 

Em maio, os preços do milho subiram no mercado interno.

 

Apesar do início da colheita da segunda safra no país e expectativas de boa produtividade, a valorização pontual do dólar e a situação adversa de clima e atrasos na semeadura nos Estados Unidos deram sustentação aos preços, em reais.

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas, em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou o mês cotada em R$38,00, sem o frete, depois das mínimas ao redor de R$32,00-R$33,00 por saca em meados do mês.

 

Mesmo subindo 7,0% no acumulado de maio, as cotações ficaram abaixo dos patamares registrados no primeiro trimestre deste ano.

 

Em curto prazo, a expectativa é de preços firmes no mercado brasileiro devido à situação adversa nos Estados Unidos, boa movimentação para exportação e incertezas com relação ao câmbio.

 

De qualquer forma, a situação favorável de produção na segunda safra brasileira (2018/19) e a evolução da colheita aqui no país são fatores limitantes para as altas nas cotações em junho.

 

Isto significa que se o dólar recuar e o clima se mostrar mais favorável ao avanço dos trabalhos de semeadura nos Estados Unidos, existe espaço para os preços voltarem a cair no Brasil neste final de primeiro semestre. 

 

Suínos 

 

Com a queda na produção de suínos na China, devido aos casos de Peste Suína Africana (PSA), o país vem aumentando o volume importado das proteínas brasileiras.

 

Considerando-se especificamente a carne suína in natura, em maio, a receita em Reais auferida pelos exportadores foi a maior da série histórica da Secex, iniciada em outubro de 2002.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, três fatores contribuíram para o resultado recorde em maio: o maior volume embarcado, a valorização da proteína e a alta do dólar. Vale lembrar que o preço mais elevado da carne que é exportada aumenta a atratividade do mercado internacional frente à do doméstico.

 

Segundo a Secex, o Brasil exportou 58,1 mil toneladas de carne suína in natura em maio – o maior volume desde agosto/17, quando as vendas totalizaram 58,9 mil t.

 

O resultado de maio também representa avanços de 14% frente ao de abril e de 41% em relação ao de maio/18. Quanto ao preço pago pela proteína brasileira, houve alta de 5% de abril para maio, a US$ 2,27/kg (R$ 9,06) no último mês.

 

Em relação a maio/18, a carne exportada está 11% mais cara, em termos nominais. O montante gerado com as exportações de carne suína in natura em maio, por sua vez, foi de R$ 526,32 milhões, recorde na série histórica da Secex, 22% superior ao de abril e 73% maior do que o de maio/18. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br ou Scot Consultoria 



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