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05/12

05/12 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi Gordo, Café e Suínos

05/12 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi Gordo, Café e Suínos

 

Algodão 

 

No acumulado de novembro (entre 31 de outubro e 29 de novembro), o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, avançou 6%. Esta foi a maior elevação mensal desde maio/18, quando o Indicador subiu fortes 12%.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, com agentes priorizando os embarques aos mercados externo e interno e diante da baixa oferta no mercado spot nacional, especialmente de pluma de qualidade, as cotações subiram com força no correr de novembro.

 

Quanto ao mercado externo – que, vale lembrar, já se mostrava atrativo em outubro, quando as exportações de pluma atingiram recorde – esteve bastante favorável ao produtor brasileiro em novembro.

 

Esse cenário foi resultado da forte valorização do dólar frente ao Real entre 31 de outubro de 29 de novembro, de 5,56%, que elevou a vantagem da exportação em detrimento do mercado doméstico

 

Arroz

 

Os valores do arroz em casca estão acima dos R$ 47,00/sc, patamar que não era visto desde março de 2017, em termos nominais, segundo informações do Cepea.

 

Esse cenário se deve à demanda aquecida – vale ressaltar que, para efetivar novas aquisições, boa parte dos compradores aumentou as ofertas.

 

Além disso, o movimento de alta tem se intensificado pela retração de produtores, visto que deram preferência por adiantar o semeio do arroz.

 

O Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros (média ponderada para o estado do Rio Grande do Sul) registrou avanço de 1,64% entre 26 de novembro e 3 de dezembro, fechando a R$ 47,53/sc de 50 kg, na terça-feira, 3. Em novembro, a elevação foi de 1,48%. 

 

Boi Gordo

 

Em novembro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura seguiram registrando bom desempenho, o que, segundo pesquisadores do Cepea, ajuda a explicar os patamares máximos atingidos pela arroba bovina no mercado doméstico.

 

Em novembro, foram embarcadas 155,58 mil toneladas de carne bovina, recuo de 8,75% frente ao volume exportado em outubro (de 170,49 mil toneladas – número ajustado positivamente nesta semana), mas 19,15% acima do de novembro/18, segundo a Secex.

 

Quanto à receita em moeda nacional, alcançou o recorde de R$ 3,14 bilhões, altas de 7,61% frente a outubro/19 e de 60% na comparação com novembro do ano passado, ainda tendo como base os dados da Secex.

 

O recorde do faturamento em moeda nacional é explicado pelo alto volume exportado associado ao dólar elevado (média de R$ 4,16 em novembro).

 

Café 

 

As cotações do café estão subindo de forma expressiva no mercado brasileiro, o que tem aumentado o poder de compra de produtores, de acordo com informações do Cepea.

 

Especificamente para o arábica, em novembro, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 foi de R$ 475,13/saca de 60 kg, aumentos de 12,7% frente à de outubro e de 2,9% na comparação com novembro/18, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de out/19).

 

Essa recuperação no caixa e o retorno das chuvas nas regiões produtoras têm feito com que cafeicultores voltem suas atenções aos tratos das lavouras para a temporada 2020/21.

 

Até então, com os preços baixos, que limitavam o poder de compra de produtores, muitos estavam preocupados com a manutenção dos tratos culturais nesta safra. 

 

Suínos 

 

A competitividade da proteína suína frente à bovina registrou, em novembro, o maior patamar da série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004.

 

Quanto ao frango, por outro lado, a carne suína perdeu competitividade, porque, segundo dados do Cepea, essa proteína se valorizou mais que a avícola no mês.

 

A carcaça suína esteve 5,6 Reais/kg mais barata que a carcaça casada bovina em novembro, elevação de 54,3% na competitividade frente à verificada no mês anterior.

 

Na comparação com o frango, a carcaça suína ficou 3,41 Reais/kg mais cara de outubro para novembro, ampliando a diferença em 2,6%. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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