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05/09

05/09 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Milho e Suínos

05/09 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Milho e Suínos

 

Algodão 

 

A comercialização de algodão em pluma seguiu lenta ao longo de agosto. Agentes consultados pelo Cepea priorizaram os embarques de contratos destinados aos mercados interno e externo. Assim, com boa parte da produção comprometida, cotonicultores estiveram focados na colheita e no beneficiamento da safra 2018/19. Vendedores ativos estiveram firmes nos valores pedidos, até mesmo para os lotes com alguma característica, como micronaire.

 

Do lado comprador, parte das empresas consultadas pelo Cepea permanece fora de mercado, utilizando a matéria-prima já contratada e/ou estocada, ao mesmo tempo em que outras adquirem, geralmente, pequenos volumes para atender à necessidade imediata.

 

Comerciantes estiveram mais ativos para aquisições de lotes no spot, no intuito de atender a programações; já as negociações “casadas” estiveram lentas, devido às dificuldades em acordar os preços e a qualidade da pluma.

 

Assim, pelo quarto mês consecutivo, entre 31 de julho e 30 de agosto, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 1,46%. No acumulado do ano (de 28 de dezembro a 2 de setembro), a baixa é de 19,83%.

 

Arroz 

 

Pesquisas do Cepea apontam que os preços de arroz em casca subiram em agosto, recuperando parte das perdas registradas em julho, devido ao maior interesse comprador e à restrição vendedora. Entretanto, a nova safra começa com valores menores que os registrados no mesmo período de 2018.

 

O fato é que, apesar da pouca disponibilidade – mesmo com importações recordes –, o baixo consumo interno e a queda nas exportações acabam prevalecendo e nem mesmo os menores estoques de passagem esperados para o início de 2019 estão conseguindo sustentar os valores. Produtores consultados pelo Cepea optam em negociar outros produtos, restringindo o interesse pela venda do arroz em casca.

 

Pontualmente, agricultores ofertam mais arroz para “fazer caixa”, para cumprir com as despesas do início do cultivo da nova safra 2019/20. Além disso, vendedores consultados pelo Cepea também se retraíram, devido à aprovação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de prorrogação das parcelas das operações de crédito rural de custeio da cultura do arroz.

 

De 27 de agosto a 3 de setembro, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, apresentou leve alta de 0,2%, fechando a R$ 44,93/sc de 50 kg na terça-feira, 3.

 

Em agosto, o aumento foi de 4,4% e na parcial do ano (janeiro a agosto), de 11,5% A média mensal do Indicador, de R$ 43,75/sc, ficou apenas 1,6% acima da média de julho/19, porém, está 5,5% menor que a média de agosto/18 (dados atualizados pelo IGP-DI de julho/19). 

 

Boi 

 

Os preços da arroba do boi gordo estão firmes neste início de setembro, seguindo o movimento observado ao longo de agosto, de acordo com levantamento do Cepea.

 

No mês passado, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 acumulou alta de 2,78%, fechando a R$ 157,05 no dia 31.

 

De acordo com pesquisas do Cepea, os valores têm sido sustentados pela baixa oferta de animais prontos para abate neste período de entressafra e pelo bom desempenho das exportações nacionais, tendo em vista que a demanda doméstica continua arrefecida.

 

Em agosto, o valor médio do Indicador ESALQ/B3 do boi gordo foi de R$ 154,41, sendo 0,84% acima do de julho e 1,7% superior ao de agosto do ano passado, em termos reais (os valores foram atualizados pelo IGP-DI).

 

Café 

 

De acordo com pesquisas do Cepea, os valores domésticos do café robusta têm registrado certa recuperação, influenciados pelas elevações nos preços futuros da variedade e do dólar e também pelo aquecimento na demanda. Nessa terça-feira, 3, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 281,21/saca de 60 kg, avanço de 0,5% em relação à terça anterior, 27 de agosto.

 

Apesar da maior liquidez, agentes apontam que o volume de café da safra 2019/20 nas mãos de produtores ainda é significativo. Até a última semana de agosto, esse montante correspondia de 55 a 45% do total produzido no Espírito Santo, segundo agentes consultados pelo Cepea.

 

Já em Rondônia, essa quantidade é inferior, uma vez que a maior parte produzida na safra 2019/20 foi negociada anteriormente e entregue nos últimos meses.

 

Segundo agentes, o volume de café na mão de produtores rondonienses corresponde de 30 a 20% do total produzido. Para o arábica, os preços domésticos levantados pelo Cepea também avançaram nos últimos dias, sustentados especialmente pelos fortes avanços do dólar e dos futuros da variedade.

 

Nessa terça-feira, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6 bebida dura para melhor fechou a R$ 420,55/saca de 60 kg, leve alta de 0,3% em relação à terça anterior, 27. 

 

Milho 

 

A maior disponibilidade com a colheita da segunda safra praticamente concluída, a demanda interna calma e a queda no ritmo das exportações ao longo das primeiras semanas de agosto pressionaram as cotações para baixo na primeira quinzena.

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos chegou a ser negociada abaixo de R$37,00, sem o frete, na primeira metade do mês.

 

No entanto, após estes recuos, os preços estiveram firmes no mercado interno, com o ritmo dos embarques voltando a subir nas últimas semanas do mês e o dólar se valorizando.

 

Foram verificados negócios em até R$38,00 por saca em Campinas, sem o frete, no final de agosto e começo de setembro.

 

As valorizações do dólar abrem espaço para a retomada do ritmo das exportações, que apesar da queda no ritmo ao longo de agosto, ficaram acima do verificado em julho deste ano e agosto de 2018.

 

Para o curto prazo, não estão descartadas quedas pontuais nos preços no mercado brasileiro, em função da boa disponibilidade interna.

 

No entanto, considerando o clima adverso e a possibilidade de haver revisão nos números da safra norte-americana (para baixo) nos próximos relatórios, esperamos um cenário de retomada das cotações em dólares e boa movimentação para exportação nos próximos meses.

 

Diante disso, estimamos um cenário de retomada de preços firmes e em alta em setembro.

 

Suínos 

 

Após as exportações brasileiras de carne suína atingirem, em julho, o maior volume já registrado neste ano, de 66,91 mil toneladas, as vendas ao front externo recuaram com força em agosto, frustrando as expectativas dos agentes do setor consultados pelo Cepea.

 

Até mesmo a China diminuiu as importações da carne brasileira de julho para agosto – vale lembrar que o país vinha ampliando as compras para aumentar a oferta local de proteína, em função da queda na produção de carne suína, devido aos casos de Peste Suína Africana (PSA).

 

Segundo dados da Secex, em agosto, o Brasil embarcou 50,81 mil toneladas de carne suína, volume 24,06% inferior ao de julho e 19,74% abaixo do de agosto/18.

 

A receita com as vendas foi de US$ 107,57 milhões, o equivalente a R$ 432,45 milhões. Assim, o faturamento em dólar recuou 26,8% de julho para agosto e 2,21% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Já em Reais, a queda foi de 22,15% no comparativo mensal, mas houve estabilidade (+0,03%) no anual. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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