Tecnologia e Manejo

05/01

05/01 - Alertas de Mercado: Citros, Frango e Suínos

05/01 - Alertas de Mercado: Citros, Frango e Suínos

 

Citros

 

Após produção elevada em 2017/18, a safra 2018/19 pode ser novamente de oferta controlada no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro. Isso porque, com o clima desfavorável durante o “pegamento” dos chumbinhos da primeira florada (a principal), que dariam origem às frutas da próxima temporada, perdas foram relatadas em três das quatro principais regiões produtoras de citros de SP.

 

O primeiro relatório do USDA referente à próxima safra brasileira de laranja, divulgado em dezembro, indica produção de 320 milhões de caixas de 40,8 kg em 2018/19 em SP e no Triângulo Mineiro, queda de 19% em comparação com 2017/18.

 

Além disso, a recuperação de 93% dos estoques de suco de laranja nas processadoras paulistas em junho de 2018 ainda não sinaliza excesso de oferta de suco. A safra será suficiente apenas para amenizar os estoques bastante baixos de 2016/17. Quanto à lima ácida tahiti, a colheita também deve ser menor em 2018.

 

Segundo colaboradores do Cepea, além da perda de parte das flores (devido ao clima quente e seco), muitas frutas miúdas foram colhidas em novembro e dezembro, antes do período ideal. 

 

Frango

 

Cálculos do Cepea indicam que a produção brasileira de carne de frango pode crescer 3,34% em 2018 frente ao ano anterior. A demanda, por sua vez, deve aumentar menos, entre 1,32% e 1,57%, o que indica que o Brasil deve gerar excedente de carne de frango em 2018.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário mostra que, novamente, o setor vai depender fortemente das exportações e reforça a necessidade de a avicultura nacional seguir cumprindo os requisitos sanitários exigidos por importantes demandantes internacionais.

 

Quanto ao escoamento no mercado doméstico, a competitividade da carne de frango mais elevada – em decorrência dos preços mais baixos em 2017 – pode aquecer o consumo nacional. Além disso, a possível recuperação da economia e a melhoria de outras variáveis macroeconômicas em 2018 tendem a favorecer a demanda interna, à medida que eleva o poder aquisitivo da população.

 

Suínos 

 

Estudo do Cepea indica que o consumo doméstico de carne suína pode aumentar 1,63% em 2018, o que corresponde a 49,6 mil toneladas a mais frente ao estimado para 2017. Esse incremento na demanda tem como base o cenário mais conservador de crescimento do PIB previsto pelo Banco Central do Brasil (BC), de 0,62% em 2018. Já dentro da porteira, o Cepea calcula aumento de 2,38% na produção de carne suína.

 

Com isso, os excedentes exportáveis seriam 5,27% superiores em 2018 frente ao ano anterior. Neste contexto, o desafio da suinocultura nacional neste ano será ampliar os destinos da carne brasileira no mercado externo. Em 2017, os maiores importadores da carne suína brasileira foram Rússia, Hong Kong e China, que, juntos, adquiriram 68,4% de todo o volume embarcado até novembro.

 

Caso o consumo nacional de carne suína aumente mais, a quantidade de excedentes exportáveis tende a aumentar menos.

 

Quanto ao cenário doméstico, as possíveis recuperação da economia e retomada do crescimento em 2018 tendem a elevar o consumo geral da população. Com isso, a expectativa é de aquecimento na demanda por carnes. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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