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04/10

04/10 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite, Milho, Ovos e Suínos

04/10 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite, Milho, Ovos e Suínos

 

Algodão

 

De acordo com dados do Cepea, as cotações da pluma oscilaram levemente no mês passado, mas fecharam o período com pequeno aumento. De 31 de agosto a 28 de setembro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu 0,21%.

 

Como parte da pluma beneficiada tem sido direcionada às entregas de contratos, os valores internos acabaram se sustentando ao longo de setembro.

 

Em relação às negociações, a disparidade entre o vendedor e o comprador quanto ao preço e à qualidade da pluma limitou os fechamentos.

 

Arroz

 

Em setembro, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros subiu 1,51%, fechando a R$ 45,75/sc de 50 kg no dia 28.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, de modo geral, indústrias estiveram voltadas a novas compras de casca para repor seus estoques, ora ofertando apenas valores para o arroz depositado ora também para o arroz “livre”.

 

Parte dos orizicultores, por sua vez, seguiu recuada, na expectativa de novos aumentos de preço para as próximas semanas e da procura de lotes para exportação.

 

Além disso, orizicultores estão voltados às atividades de semeio.

 

Porém, as frequentes chuvas registradas na última semana de setembro paralisaram o plantio, além de terem trazido preocupação quanto à possibilidade de replantio de algumas áreas.

 

Boi

 

Neste início de outubro, a menor oferta de animais para abate e as exportações da carne em ritmo intenso têm mantido as cotações do boi gordo firmes, segundo pesquisadores do Cepea.

 

O Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa registra média de R$ 150,55 nestes primeiros dias do mês, sendo a maior, em termos nominais, desde outubro de 2016. Já em termos reais, ou seja, considerando-se a inflação, a média atual é a maior desde março de 2018, quando foi de R$ 152,43 (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de agosto/18). Os embarques de carne bovina in natura, por sua vez, atingiram o novo recorde de 150,66 mil toneladas em setembro, 4,3% superior ao de agosto/18 e 34,6% acima do de setembro/17, de acordo com dados da Secex.

 

Café 

 

Em setembro, a colheita da temporada 2018/19 de café arábica foi praticamente finalizada, apesar de as chuvas no mês terem atrasado levemente os trabalhos, de acordo com informações do Cepea.

 

Assim, na maior parte das regiões acompanhadas, restam apenas uma pequena parcela de grãos nos terreiros para ser beneficiada e a colheita de poucas lavouras tardias.

 

As precipitações favoreceram a abertura de uma nova grande florada nos cafezais.

 

Quanto ao robusta, chuvas esporádicas seguem ocorrendo no Espírito Santo, auxiliando no pegamento das flores.

 

Em Rondônia, o clima também segue favorável, sendo que algumas lavouras já entraram em fase de desenvolvimento do chumbinho. 

 

Leite 

 

Mercado virou. Depois de sete meses em alta, os preços do leite ao produtor caíram no pagamento de setembro, referente a produção entregue em agosto.

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o produtor recebeu, em média, R$1,230 por litro, sem o frete, considerando a média nacional ponderada dos dezoito estados pesquisados. 

 

Os maiores valores, com bonificações por qualidade e volume ultrapassaram os R$1,60 por litro nas principais regiões produtoras do país.

 

O aumento da captação e a demanda patinando na ponta final da cadeia pressionaram os preços em todos os elos da cadeia ao longo de setembro.

 

De acordo com o Índice Scot Consultoria de Captação de Leite, em agosto o volume captado de leite aumentou 3,7%, em relação a julho deste ano. Em setembro, os dados parciais apontam para uma alta de 0,8% na captação de leite (média nacional).

 

Para o pagamento a ser realizado em outubro, referente a produção de setembro, 57% dos laticínios pesquisados acreditam em queda no preço do leite, 33% falam em manutenção e os 10% restante (todos no Nordeste) estimam altas de preços do leite ao produtor, frente ao pagamento anterior.

 

Milho 

 

A maior oferta do cereal no mercado interno com a colheita da segunda safra (2017/2018) concluída e maior intenção do vendedor em negociar tiraram a sustentação dos preços.

 

Na região de Campinas-SP, segundo levantamento da Scot Consultoria, a saca fechou setembro cotada em R$39,60, sem o frete, frente a negócios em até R$41,00-R$42,00 por saca em agosto último.

 

Importante destacar, porém, que as quedas nas cotações seguem limitadas pela menor produção na temporada que se encerrou e maior movimentação para exportação, ainda que em volumes menores que no ano passado.

 

Ovos 

 

O mercado de ovos está sem força para reagir. Há estoques e as vendas caminham em ritmo devagar.

 

Nas granjas de São Paulo, a caixa com trinta dúzias, está cotada, em média, em R$50,50, redução de 10,6% em sete dias.

 

No atacado, a queda em igual comparação foi de 9,8%, com a caixa do produto sendo comercializada, em média, em R$55,00.

 

Desde junho, quando a média de preço mensal teve aumento, a cotação na granja desvalorizou 28,0%.

 

Suínos 

 

Apesar da elevação do preço do suíno vivo posto no frigorífico em setembro em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, esse movimento indica apenas uma recuperação, visto que as cotações recuaram com força até a metade deste ano.

 

A média do suíno vivo na parcial de 2018 (de janeiro a setembro), de R$ 3,35/kg, é a menor, em termos reais, de toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2002.

 

Quanto às exportações, segundo a Secex, o volume de carne suína in natura embarcada pelo Brasil em setembro foi de 48,1 mil toneladas, 11% abaixo de agosto e 9% menor que o de setembro do ano passado. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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