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03/10

03/10 Alertas de Mercado: Boi, Frango, Milho, Soja e Suínos

03/10 Alertas de Mercado: Boi, Frango, Milho, Soja e Suínos

 

Boi

 

Mercado parado. Muitas indústrias aguardam fora das compras para a definição dos preços da semana.

 

A oferta de boiadas segue restrita por todo o país, exceto na região sul, onde sazonalmente neste período do ano há uma desova de animais, já que as pastagens de inverno dão lugar as lavouras.

 

O fato é que mesmo com essa restrição de animais, o escoamento nas indústrias permanece lento e vem regulando o mercado, muitas vezes impedindo altas para a arroba.

 

Com o início do mês, pagamento de salários e consequente aumento na renda da população, o consumo pode reagir e dar firmeza para as cotações. Mas, por enquanto, nada disso parece mexer com o mercado.

 

Os preços da carne com osso permanecem estáveis desde o final da primeira quinzena de agosto. A carcaça de animais castrados está cotada em R$9,34/kg.

 

Frango

 

O frango vivo em São Paulo, após mais de 180 dias de estabilidade, passou a trabalhar em R$2,55/kg no último sábado, 30 de novembro, como informa o AviSite. As demais praças permanecem estáveis.

 

No indicador do frango vivo para São Paulo da Scot Consultoria, o frango na granja segue estável a R$2,50/kg e o frango no atacado, estável a R$3,35/kg.

 

O AviSite destaca que a estabilidade em São Paulo representou uma "situação inédita" e "inexplicável", que trouxe um descolamento do frango vivo e do frango abatido na formação de preços.

 

Como lembra o site, há uma dúvida se estes preços irão permanecer descolados no mercado. Deflacionado, o preço médio do frango vivo em 2017, até então, correspondeu ao menor valor dos últimos cinco anos.

 

Exportações

 

Para a quinta semana de setembro, foram exportadas 355,2 mil toneladas de carne de frango "in natura", de acordo com os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em valores, essas exportações correspondem a US$568,6 milhões.

 

Milho

 

O movimento de alta dos preços do milho, observado em praticamente todo o mês de setembro, perdeu força no encerramento do período. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado à maior oferta do cereal na última semana de setembro, já que, com os preços em bons patamares durante o mês, vendedores estiveram mais interessados em negociar, elevando o volume disponível.

 

Além disso, a previsão de chuvas para esta semana reduziu as especulações quanto a um possível risco climático para a safra 2017/18, pressionando os valores.

 

Nesse cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou 2% entre 22 e 29 de setembro, fechando a R$ 30,04/saca de 60 quilos na sexta-feira, 29. No acumulado do mês, no entanto, o Indicador subiu fortes 10%. A média mensal, por sua vez, de R$ 29,11/sc, é a maior desde março deste ano, em termos nominais.

 

Soja 

 

Os preços da soja e de seus derivados subiram no Brasil em setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, as altas estão atreladas à retração de produtores do mercado, devido às incertezas quanto à produtividade norte-americana e ao baixo volume de precipitações em regiões produtoras do País.

 

Além disso, a forte demanda externa pela oleaginosa brasileira também impulsionou as cotações. Até o dia 22, segundo dados da Secex, o Brasil havia exportado mais que o dobro da quantidade embarcada no mesmo mês de 2016.

 

Considerando-se apenas os meses de setembro, o volume enviado ao exterior neste ano foi o maior desde 2002, quando atingiu recorde para o período. Em setembro/17, o Indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá teve média de R$ 70,41/saca de 60 kg, aumento de 0,83% frente à média de agosto. A média do Indicador CEPEA/ESALQ Paraná, por sua vez, subiu 1,8% na mesma comparação, para R$ 65,00/sc.

 

Suínos 

 

À espera das definições das Bolsas de Suínos e cooperativas, as cotações do suíno vivo se mantêm estáveis nas principais praças nesta segunda-feira (2).

 

No indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, Minas Gerais teve queda de -0,24%, a R$4,21/kg e Rio Grande do Sul se manteve estável a R$3,42/kg. As demais praças apresentaram alta, sendo a maior delas em Santa Catarina, de 0,58%, a R$3,49/kg.

 

O movimento de alta do preço do milho perdeu força no encerramento de setembro, como destaca o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. Isso se deve a uma maior oferta do cereal, já que os produtores demonstraram maior interesse de venda.

 

As chuvas também ajudaram a reduzir o risco climático para a safra 2017/18. Sendo assim, o indicador ESALQ/BM&FBovespa encerrou a R$30,04/saca na sexta-feira (29).

 

Exportações

 

Para a quinta semana de setembro, foram exportadas 52,6 mil toneladas de carne suína "in natura", de acordo com os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em valores, essas exportações correspondem a US$126,5 milhões.

 

Na comparação com o mesmo período de 2016, houve uma queda de -12,4% em volume e de -13,6% em valor.

 

Cepea / Scot Consultoria e Notícias Agrícolas 



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