Tecnologia e Manejo

03/08

03/08 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

03/08 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão

 

Os preços de algodão em pluma caíram com força no mercado brasileiro em julho, refletindo o avanço da colheita 2016/17. Do lado da demanda, segundo colaboradores do Cepea, boa parte das indústrias demonstrou interesse apenas na aquisição de pequenos volumes, dando preferência ao recebimento da pluma já contratada. Nesse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias registrou queda de 7,3% em julho, fechando a R$ 2,4665/lp na segunda-feira, 31. Nos últimos sete dias, o Indicador caiu ligeiro 0,3%.

 

Arroz

 

As cotações do arroz em casca caíram no Rio Grande do Sul em julho. Segundo pesquisadores do Cepea, orizicultores estiveram ativos no spot, buscando “fazer caixa” para cumprir com os compromissos da safra 2016/17 e para realizar as atividades de preparo da terra para a próxima temporada.

 

Do lado comprador, houve recuo por parte da indústria, que preferiu negociar apenas o produto depositado em seus armazéns, devido à “queda de braço” com os setores atacadista e varejista dos grandes centros e à concorrência com o arroz importado.

 

Entre 30 de junho e 31 de julho, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, registrou queda de 0,74%, fechando a R$ 40,19/sc de 50 kg no dia 31. Nos últimos sete dias, porém, o Indicador subiu ligeiro 0,42%, a R$ 40,20 nessa terça-feira, 1.

 

Boi

 

Os preços têm registrado altas diárias no mercado de boi gordo neste início de agosto. Conforme colaboradores do Cepea, a oferta de animais para abate diminuiu entre o final de julho e o início deste mês, fato que pode estar atrelado à retomada das aquisições por parte do maior player do mercado brasileiro de boi gordo.

 

Além disso, como grande parte dos lotes engordados para o início de entressafra já foi negociada, frigoríficos têm elevado os valores oferecidos ao pecuarista a fim de conseguir novas efetivações. Nessa quarta-feira, 2, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo fechou a R$ 127,08, alta de 1,13% frente ao dia 26 de julho. Já no acumulado de julho, o Indicador registrou queda de 0,81%.

 

Café

 

Com o encerramento da colheita de robusta no Espírito Santo, produtores da variedade saíram do mercado, voltando-se ao desenvolvimento da próxima safra (2018/19). Nesse cenário, as negociações seguem limitadas e os preços da variedade,  sustentados em patamares elevados.

 

Nessa terça-feira, 1, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, fechou a R$ 415,10/saca de 60 kg, alta de 0,77% em sete dias. Quanto ao arábica, as cotações subiram na última semana, refletindo o recuo de produtores, que seguem focados na colheita, nas entregas de produto contratado e à espera de valores maiores. Nessa terça-feira, 1, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista fechou a R$ 460,07/saca de 60 kg, forte avanço de 3,23% em relação à terça anterior, 25.

 

Suínos 

 

Os preços do suíno vivo reagiram no fim de julho, principalmente no Sudeste do País, favorecendo o poder de compra de suinocultores. Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a relação de troca pelo milho diminuiu 18,2% no acumulado do mês passado, sendo possível ao produtor comprar quase 10 quilos do cereal com a venda de um quilo do animal.

 

Este foi o maior patamar registrado para a região desde 16 de janeiro de 2015, quando um quilo do vivo possibilitava adquirir 10,14 quilos de milho. Em julho, o suíno vivo se valorizou 17.9% na região de Campinas (SP), a R$ 4,13/kg no dia 31. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta restrita de animais e o fato de estarem mais leves têm impulsionado as cotações. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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