Tecnologia e Manejo

02/01

02/01 - Alertas de Mercado: Boi, Citros, Frango, Milho e Soja

02/01 - Alertas de Mercado: Boi, Citros, Frango, Milho e Soja

 

Boi

 

Apesar dos preços firmes o volume de negócios foi pequeno nos últimos dias de 2017.

 

Prevendo esse quadro, os frigoríficos compuseram parcialmente as escalas de abate nas semanas anteriores e, desse modo, se anteciparam à pouca oferta de boiadas de final de ano.

 

Com isso, no decorrer de dezembro/17 a cotação da arroba subiu na maioria das praças pesquisadas nas semanas que antecederam esta última.

 

Em São Paulo, por exemplo, a arroba do boi gordo subiu 2,1% desde o início do mês, considerando o preço à vista, livre de Funrural.

 

A melhora no escoamento da carne bovina (com e sem osso) foi o principal fator que permitiu a alta da arroba.

 

Citros

 

As cotações da laranja paulista nos segmentos industrial e in natura se mantiveram em patamares firmes em 2017, apesar do aumento da produção da temporada 2017/18.

 

Pesquisadores do Cepea afirmam que este cenário está atrelado à maior demanda industrial. Em dezembro, o Fundecitrus divulgou estimativa que aponta que a produção 2017/18 deve totalizar 385,2 milhões de caixas, 57% superior ao volume da temporada 2016/17. Assim, agentes industriais acreditam que a moagem ainda deve ser intensa no início do ano que vem.

 

Quanto à lima ácida tahiti, os preços em 2017 estiveram próximos ao que é tipicamente observado, com valores menores no primeiro semestre, por conta da maior oferta, e recuperação gradual no segundo, devido à entressafra.

 

Frango

 

A maior oferta da carne de frango no mercado interno em 2017 pressionou os valores, de acordo com levantamentos do Cepea. A disponibilidade elevada foi resultado da maior produção brasileira, enquanto o volume exportado foi menor. Segundo a estimativa da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), a produção de carne de frango em 2017 deve ficar 1,2% acima da de 2016, a 13,05 milhões de toneladas.

 

Quanto aos embarques, de acordo com dados da Secex, de janeiro a novembro do ano passado, o setor embarcou 3,9 milhões de toneladas de carne de frango (volume total, considerando-se carne processada e in natura), 1,4% a menos que no mesmo período de 2016.

 

Apesar disso, o setor contou com expressivas quedas nos valores de milho e farelo de soja, ingredientes da ração, que é o principal insumo na produção de frangos de corte.

 

Milho 

 

Os preços de milho recuaram com força no mercado doméstico, devido à produção recorde do cereal no Brasil e no mundo, segundo pesquisas do Cepea. A produção total de milho na safra 2016/17 foi de 97,84 milhões de toneladas, a maior da história e 47% superior à temporada anterior, segundo a Conab.

 

No balanço do ano, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 12,2%, com a saca de 60 quilos a R$ 33,53 no dia 26. Na média das regiões acompanhas pelo Cepea, a queda nas cotações foi de 21,1% no mercado balcão e de 18,9% no de lotes.

 

Com a maior oferta e expressivas quedas nas cotações, o valor pago ao produtor ficou abaixo do mínimo governamental em algumas regiões.

 

Nesse ambiente, o governo federal interveio, no intuito de sustentar o preço ao produtor e favorecer o escoamento da produção, principalmente do milho do Centro-Oeste.

 

Soja 

 

Com a maior área cultivada com soja na temporada 2017 no Brasil e nos Estados Unidos, os preços da oleaginosa recuaram no mercado doméstico em 2017, de acordo com pesquisas do Cepea.

 

Além da maior oferta, os valores nacionais foram pressionados pela desvalorização do dólar frente ao Real, que reduz o recebimento do produtor. O Indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá teve média de R$ 71,29/saca de 60 kg em 2017 (até o dia 27 de dezembro), 13,2% abaixo da de 2016, em termos reais (IGP-DI de novembro/17).

 

Quanto ao Indicador CEPEA/ESALQ Paraná, a baixa foi de 15,1% no mesmo comparativo, com média a R$ 66,09/sc de 60 kg em 2017. A temporada 2016/17 brasileira somou 114 milhões de toneladas de soja, um recorde e 18% acima do produzido na safra 2015/16, conforme dados do USDA e da Conab. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



Publicidade