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01/11

01/11 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

01/11 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

 

Algodão

 

De acordo com levantamento do Cepea, os preços do algodão em pluma seguem em queda no mercado doméstico – já são quatro semanas de baixas consecutivas.

 

A postura recuada de compradores, especialmente de indústrias, e a intenção vendedora mais evidente são os principais fatores de pressão. Verifica-se que vendedores consultados pelo Cepea estão mais flexíveis nos valores de venda devido à menor qualidade da pluma ofertada.

 

Neste cenário, de 28 de setembro a 30 de outubro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou expressivos 7,63%, fechando a R$ 2,9521/lp nessa terça-feira, 30. Nos últimos sete dias (de 23 a 30 de outubro), a queda é de 2,12%. 

 

Arroz

 

Após registrar alta por sete meses consecutivos, em outubro (até o dia 30), o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, acumula queda de 5,26%, fechando a R$ 43,34/sc na terça-feira, 30.

 

Em apenas sete dias (de 23 a 30 de outubro), o Indicador caiu 1,54%. Com baixo interesse por novas compras de arroz em casca, beneficiadoras consultadas pelo Cepea reduziram suas ofertas, mas, ainda assim, algumas negociações foram efetivadas para repor estoque.

 

Já outras seguem fora do mercado, trabalhando com o arroz adquirido anteriormente. A postura cautelosa está atrelada ao fraco desempenho das vendas de beneficiado, além do baixo preço, resultado da pressão dos setores atacadista e varejista dos grandes centros. 

 

Do lado vendedor, orizicultores consultados pelo Cepea com necessidade de “fazer caixa” estiveram ativos, disponibilizando principalmente arroz depositado nas indústrias, para cumprir pagamentos de safra. 

 

Boi 

 

Mesmo com as exportações de carne bovina em ritmo intenso – e, consequentemente, ajudando a limitar a oferta doméstica –, os preços do boi gordo encerram outubro em queda, após terem subido por três meses consecutivos.

 

De acordo com pesquisas do Cepea, a pressão vem da maior oferta de animais de confinamento e também da menor demanda por parte de frigoríficos, que vêm recebendo lotes de boi já contratados anteriormente.

 

Somando a isso, a demanda interna por carne bovina ainda segue arrefecida, o que está atrelado à lenta recuperação da economia brasileira.

 

No acumulado de outubro (até o dia 31), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo, à vista) registra queda de 4,38%, fechando a R$ 145,15 nessa quarta-feira, 31.

 

Café 

 

O mercado físico voltou a se acalmar nos últimos dias, após a agitação observada no mercado no meio do mês. Negócios ainda foram fechados no spot, especialmente na terça e quarta-feiras (23 e 24), mas em volume inferior ao visto na semana anterior.

 

Nos outros dias, a maior parte dos agentes consultados pelo Cepea esteve afastada do mercado, diante da desvalorização do dólar.

 

Nessa terça-feira, 30, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, fechou a R$ 442,26/sc, recuo de 3,18% em relação à terça anterior, 23.

 

Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 329,30/saca de 60 kg nessa terça-feira, queda de 1,7% frente ao dia 23.

 

Frango 

 

As recentes quedas nos preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos da atividade avícola, atreladas às recuperações nos valores do frango vivo têm favorecido o poder de compra de produtores independentes do estado de São Paulo consultados pelo Cepea.

 

De acordo com a Equipe de Grãos do Cepea, as quedas nos preços do milho se devem à posição mais ativa de vendedores e ao menor interesse de compradores.

 

Além disso, o clima favorável e o fraco desempenho das exportações nesta safra também pressionam os valores domésticos do cereal.

 

Quanto ao farelo, a Equipe de Grãos do Cepea indica que a maior oferta do derivado de soja frente à demanda reduzida pressiona as cotações do produto.

 

No mercado de frango vivo, o movimento está atrelado à menor oferta de animais para abate.

 

Neste caso, o elevado custo de produção na maior parte deste ano e a demanda arrefecida levaram agentes a reduzirem ou deixarem a atividade avícola.

 

Suínos 

 

De acordo com pesquisas do Cepea, em outubro, os preços das três proteínas mais consumidas no Brasil – suína, frango e bovina – subiram no mercado atacadista da Grande São Paulo.

 

As valorizações verificadas para as carnes suína e de frango, no entanto, têm sido bem mais intensas que as registradas à bovina.

 

Diante disso, a carne suína perdeu competitividade frente à bovina e manteve praticamente estável a diferença com a de frango.

 

Quanto aos preços do animal vivo em outubro, com a menor oferta de animais para abate e a demanda ainda sem se aquecer, as cotações do animal atravessaram a segunda metade do mês sem grandes alterações. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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