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17/08

São Paulo: Casos suspeitos ou confirmados de doenças dos animais devem ser notificados ao serviço veterinário oficial

São Paulo: Casos suspeitos ou confirmados de doenças dos animais devem ser notificados ao serviço veterinário oficial

 

Qualquer cidadão e todo profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal que tenha animais sob sua responsabilidade ou que tenha conhecimento de casos suspeitos ou confirmados de doenças animais no estado de São Paulo, deve informar o fato à Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Esta obrigatoriedade está contida na Instrução Normativa nº 50, de 24 de setembro de 2013 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

 

Com o objetivo de divulgar os canais de comunicação existentes para essas ocorrências e fornecer orientações fundamentadas na legislação e na pesquisa foi realizado o Seminário sobre Doenças de Notificação Obrigatória que reuniu no dia 03 de agosto, um total de 130 profissionais médicos veterinários da iniciativa privada, das vigilâncias sanitárias municipais, da extensão rural e estudantes, no auditório da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ/Usp), em São Paulo.

 

O evento foi realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento com o apoio do FMVZ/Usp que é um centro de formação profissional e de referência em atendimento clínico e de pesquisa. “Acho fundamental essa parceria para que cada dia mais nós possamos aprimorar a qualidade dos alimentos e dos animais. Nós devemos ser altamente produtivos para atender a população que nos mantêm como órgão público”, disse José Antonio Vizintin, diretor da Faculdade.

 

“É essencial que os professores e pesquisadores conheçam as informações para que possam repassar para os alunos e notificarem as doenças que são atendidas nos hospitais escola”, disse a médica veterinária da Secretaria Maria Carolina Guido, que junto à Defesa Agropecuária responde pela área animal do Programa de Educação Sanitária.

 

A notificação correta e regular de suspeitas doenças ou ocorrências de óbitos animais deve ser ato corriqueiro. É de suma importância que todos os médicos veterinários saibam quais são as doenças que devem ser notificadas e para quem notificá-las. O médico veterinário é o primeiro contato com o criador e com o animal doente. Durante o atendimento ele observa o comportamento do animal e realizar o exame clínico e, ao encaminhar o material para o laboratório, indica a possível causa da doença, que será ou não comprovada através de exame laboratorial.

 

Algumas doenças de notificação obrigatória são monitoradas tanto pelo Mapa como pelos órgãos estaduais de defesa agropecuária. São doenças que causam prejuízo econômico ao produtor com óbitos de animais, restrição ao comércio, cancelamento de eventos, prejudicam as exportações e podem causar a perda ou o rebaixamento do status sanitário do estado ou país frente às exigências que são impostas por organismos internacionais reguladores.

 

Explicando a importância da notificação, o representante do Mapa, Gabriel Torres disse que os “órgãos oficiais precisam ter uma agenda de notificação para ter um sistema de informações epidemiológicas em saúde animal para estudo, análise, tomada de decisões, comunicação e divulgação”. E acrescentou que a vigilância passiva é importante, pois algumas doenças podem ter ciclos curtos que podem ser observado pelo criador que acompanha o dia-a-dia do rebanho.

 

Com a agenda de notificações de doenças animais é possível aumentar a vigilância sanitária animal para tomadas rápidas de decisões, rastrear a origem das doenças e evitar que elas se alastrem comprometendo todo o rebanho do estado, atentar para o aparecimento de novas doenças e comprovar ao Ministério e a organismos sanitários internacionais a não presença das doenças no território.

 

Dentre as doenças de notificação obrigatória estão a brucelose, febre aftosa, raiva, anemia infecciosa equína, mormo, salmonela, tuberculose e o botulismo. A relação completa da IN º50 pode ser consultada no endereço http://bit.ly/2vPeFFP

 

Por Teresa Paranhos

Assessoria de Comunicação

Secretaria de Agricultura e Abastecimento

19 - 3045.3447



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