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Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro de Janeiro a Outubro de 2019

Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro de Janeiro a Outubro de 2019

 

1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

No acumulado de janeiro a outubro de 2019, as exportações do Estado de São Paulo1 somaram US$ 39,41 bilhões (21,2% do total nacional) e as importações2 US$ 50,53 bilhões (33,6% do total nacional), registrando deficit comercial de US$ 11,12 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2018, houve queda nas exportações (-9,9%) e também nas importações (-2,0%); essa conjunção de desempenhos resultou em maior deficit (42,6%) na balança paulista neste período em 2019 na comparação com igual período de 2018.

 

 

Ao se analisar o comportamento mensal no mês de outubro de 2019, as exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 3,60 bilhões e as importações US$ 5,60 bilhões, registrando um deficit de US$ 2,00 bilhões. Na comparação com outubro de 2018, o valor das exportações paulistas teve queda de 27,32%, e o valor das importações caíram 3,4% (Tabela 1), ocasionando um aumento de US$ 1,15 bilhão no saldo negativo na comparação do mês de outubro nos dois anos em análise.

 

 

 

1.1 - Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial do agronegócio, o resultado de janeiro a outubro de 2019, na comparação com o mesmo período de 2018, indica que o agronegócio3 paulista apresentou quedas nas exportações (-11,9%), recuando para US$ 12,33 bilhões e nas importações (-5,6%), totalizando US$ 3,91 bilhões; com estes resultados, obteve-se superavit de US$ 8,42 bilhões, conforme indicado na figura 2. Embora positivo, o saldo comercial nos dez primeiros meses de 2019 é inferior (-14,6%) ao superavit do igual período de 2018, quando alcançou US$ 9,86 bilhões.

 

Há que se destacar que as exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$ 27,08 bilhões de janeiro a outubro de 2019, e as importações US$ 46,62 bilhões, gerando um deficit externo desse agregado de US$ 19,54 bilhões. Desta forma, conclui-se que o deficit do comércio exterior paulista neste período só não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo manteve-se positivo (US$ 8,42 bilhões).

A tabela 2 apresenta os resultados mensais da balança comercial do agronegócio paulista, analisando o comportamento de outubro de 2019. As exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 1,27 bilhão e as importações US$ 0,40 bilhão, registrando superavit de US$ 0,87 bilhão. Na comparação com outubro de 2018, os valores da balança comercial recuaram 5,9% nas exportações e 2,4% nas importações (Tabela 2).

 

 

 

 

1.2 - Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

         Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista, de janeiro a outubro de 2019, foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 3,33 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 77,5% e o álcool 22,5%), seguido do setor de carnes (US$ 1,73 bilhão, em que a carne bovina respondeu por 84,1%), do complexo soja (US$ 1,45 bilhão), dos produtos florestais (US$ 1,43 bilhão, com participações de 57,1% de papel e 33,2% de celulose), e de sucos (US$ 1,38 bilhão, dos quais 97,0% referentes a sucos de laranja). Esses cinco agregados representaram 75,6% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela 3).

Ainda de acordo com a tabela 3, na comparação com o mesmo período de 2018, houve importantes variações, todas negativas nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com destaque para o complexo sucroalcooleiro (-23,7%), carnes (-2,8%), complexo soja (-14,8%), produtos florestais (-4,1%) e dos sucos (-17,4%). Além desses produtos, o café, tradicional produto do agronegócio paulista, com exportações de US$ 483,66 milhões em 2019, apresentou alta de 11,5% em relação ao acumulado de 2018. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas pela composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

 

 

 

         Ainda de acordo com a tabela 3, na comparação com o mesmo período de 2018, houve importantes variações, todas negativas nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com destaque para o complexo sucroalcooleiro (-23,7%), carnes (-2,8%), complexo soja (-14,8%), produtos florestais (-4,1%) e dos sucos (-17,4%). Além desses produtos, o café, tradicional produto do agronegócio paulista, com exportações de US$ 483,66 milhões em 2019, apresentou alta de 11,5% em relação ao acumulado de 2018. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas pela composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

 

1.3 - Participação dos Agronegócios na Balança Comercial Paulista

A participação das exportações do agronegócio paulista no total do estado diminuiu 0,7 ponto percentual, enquanto a participação das importações caiu 0,3 ponto percentual, comparando-se os resultados do acumulado até outubro de 2019 aos de 2018 (Figura 3).

 

 

2 – BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 34,93 bilhões de janeiro a outubro de 2019, com exportações de US$ 185,54 bilhões e importações de US$ 150,61 bilhões. Esse resultado indica redução de 26,9% no superavit comercial em relação ao mesmo período de 2018, devido ao maior recuo das exportações (-6,9%) do que das importações (-0,6%) (Figura 4).

 

 

Ao se analisar o comportamento mensal no mês de outubro de 2019, as exportações brasileiras somaram US$ 18,23 bilhões e as importações US$ 17,03 bilhões, apresentando superavit de US$ 1,20 bilhão. Na comparação com outubro de 2018, os valores das exportações apresentaram queda de 17,2% enquanto as importações avançaram 5,7% (Tabela 4).

 

 

 

2.1 - Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial, as exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a outubro de 2019 apresentaram redução (-5,4%) em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 80,17 bilhões (43,2% do total nacional). Já as importações recuaram 2,1% no período, registrando US$ 11,48 bilhões (7,6% do total nacional).

superavit do agronegócio no período foi de US$ 68,69 bilhões, sendo 5,9% inferior na comparação ao igual período de 2018 (Figura 5).

 

Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores da economia, com exportações de US$ 105,37 bilhões e importações de US$ 139,13 bilhões, produziram no período de 2019 um deficit de US$ 33,76 bilhões.

A tabela 5 mostra os resultados mensais da balança comercial do agronegócio nacional. Em outubro de 2019, as exportações somaram US$ 8,41 bilhões e as importações US$ 1,20 bilhão, registrando superavit de US$ 7,21 bilhões. Na comparação com outubro de 2018, o valor do saldo da balança comercial cresceu 1,0%, com acréscimos de 1,0% nas exportações e 0,8% nas importações (Tabela 5).

 

 

2.2 - Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos

         Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro, de janeiro a outubro de 2019, foram: complexo soja (US$ 28,40 bilhões), carnes (US$ 13,03 bilhões, com a carne de bovina representando 44,2% desse total e as carnes de frango 43,4% e suína 9,4%), produtos florestais (US$ 11,01 bilhões, com participações de 59,5% de celulose e 25,4% de madeira), o grupo de cereais, farinhas e preparações (US$ 6,54 bilhões, sendo 90,5% do milho em grão), e complexo sucroalcooleiro (US$ 5,08 bilhões, dos quais 83,8% de açúcar). Esses cinco grupos agregados representaram 79,9% das vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 6).

         O café (US$ 4,15 bilhões), importante grupo na pauta das exportações brasileiras, embora com variação positiva do valor apurado no período (9,5%), permaneceu na 6ª posição no ranking, reflexo da queda do preço internacional do café verde em grão, ainda que o embarque do produto tenha aumentado (32,8%), passando de 1,35 milhão de tonelada até outubro de 2018 para 1,79 milhão de tonelada no acumulado de 2019.

 

 

 

 

  1. - Participação dos Agronegócios na Balança Comercial Brasileira

A participação do agronegócio nos totais do País apresentou ligeiras variações, com aumento de 0,7 ponto percentual tanto nas exportações e decréscimo de 0,1 ponto percentual nas importações na comparação entre o acumulado de 2019 e de 2018 (Figura 6).

 

 

3 – PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL

A participação paulista no total da balança comercial brasileira apresentou ligeiras variações: queda de 0,8 ponto percentual nas exportações e de 0,4 ponto percentual nas importações no período analisado, apontando valores de 21,2% nas exportações e de 33,6% para as importações de representatividade (Figura 7).

 

 

As exportações setoriais de São Paulo de janeiro a outubro de 2019 representaram 15,4% em relação ao agronegócio brasileiro, 1,1 ponto percentual abaixo do mesmo período de 2018; já as importações representaram 34,1%, 1,2 ponto percentual inferior ao verificado no ano anterior (Figura 8).

 

 

 

1Estado produtor (Unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a Unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.

 

2Estado importador (Unidade da Federação importadora) é definido como a Unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.

 

3Os grupos de produtos dos agronegócios podem ser vistos em: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Agrostat. Brasília: MAPA, 2019.  Disponível em: http://agrostat2.agricultura.gov.br/index.htm. Acesso em: nov. 2019.

 

 

 

Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações, importações, comércio exterior.

 

Data de Publicação: 28/11/2019

Autor(es): José Alberto Angelo (alberto@iea.sp.gov.brConsulte outros textos deste autor
Carlos Nabil Ghobril (nabil@iea.sp.gov.brConsulte outros textos deste autor
Marli Dias Mascarenhas Oliveira (marli@iea.sp.gov.brConsulte outros textos deste autor



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