Tecnologia e Manejo

06/12

Agronegócio se beneficia com a aplicação de geossintéticos

Agronegócio se beneficia com a aplicação de geossintéticos

 

O uso de nãotecidos já é amplamente disseminado no agronegócio como ferramenta para o aumento de produtividade, em aplicações como coberturas e ambientação (cultivo protegido) para flores, frutas, legumes e hortaliças, sombreamento e ambientação para pequenos animais, ensacamento de frutos, cobertura de solo (mulching), cobertura de fardos, entre outras.

 

Porém, especificamente o uso de geossintéticos é mais recente no agronegócio. Há cinco anos, esses produtos eram mais encontrados na proteção, filtração, drenagem, reforço, separação e barreira de impermeabilização de solo em obras de grande porte da Engenharia Civil. Hoje, aparecem em aplicações como esterqueiras, cisternas rurais, impermeabilização de reservatórios (de água, de criadouros como na carnicicultura, entre outros), camadas drenantes, etc. Essas aplicações trazem aumento na produtividade e, além disso, proteção de solos e aquíferos.

 

Uma das questões que envolvem o agronegócio é o uso racional da água. Em tempos de crise hídrica, que afeta o pequeno, médio e o grande produtor, os geossintéticos participam de soluções como cisternas agrícolas para armazenagem de água, sistemas de canalização para irrigação de grandes áreas de plantio sem desperdício desse recurso.

 

Também são usados em sistemas de irrigação simples ou mesmo os que usam a irrigação para a distribuição dos defensivos agrícolas, ou seja, sistemas que demandam reservatórios eficientes e feitos com qualidade técnica para garantir a eficiência do sistema.

 

Em tempos de chuvas abundantes, os geossintéticos também são funcionais em sistemas de drenagem, evitando o “encharcamento” do solo e a perda da produção pelo excesso de água.

 

Criação de animais - A criação de camarão em cativeiro é uma atividade economicamente relevante e no Brasil, o Rio Grande do Norte é um dos principais polos dessa atividade. Os geossintéticos são importantes para esse tipo de cultura, para evitar que os efluentes dos viveiros provoque contaminação das águas por fungicidas, ou mesmo a salinização dos lençóis freáticos e do solo nos arredores das fazendas, impossibilitando a agricultura nesses locais.

 

Em outros tipos de criação, como de cavalos, de gado, suínos, etc, os geossintéticos aparecem em aplicações como esterqueiras, onde os resíduos dos estábulos e currais, a água, as fezes e a urina dos animais são lançados. Os geossintéticos nessa aplicação evita qualquer contaminação de solo, lagos e rios.

 

Segundo Fabricio Zambotto, coordenador do CTG – Comitê Técnico de Geossintéticos da ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos), os geossintéticos usados no agronegócio obedecem normas de fabricação e controle de qualidade que devem ser exigidas pelo investidor. “O ideal é que o respeito às normas de qualidade seja observado no momento da concepção de um projeto, tendo em vista a eficiência das aplicações e a segurança ao meio ambiente”, afirma o executivo.

 

Entre os cuidados necessários para a realização de projetos que levem os geossintéticos estão a escolha da área adequada, as licenças necessárias emitidas por órgãos responsáveis de cada região, a avaliação do solo local, a realização de ensaios de estanqueidade ou controle das soldas, a escolha do material adequado para cada tipo de aplicação e do instalador adequado para a realização do projeto. Zambotto explica: “os geossintéticos são projetados e fabricados para uma terem uma vida útil longa e eficiente em cada tipo de aplicação, uma vez que as normas de qualidade sejam respeitadas.”

 

O segmento de geossintéticos de modo geral tem um papel importante em obras de engenharia, trazendo desempenho, segurança de produtos controlados por meio de tecnologia industrial, além de serem soluções que possibilitam a redução na utilização de recursos naturais, função fundamental na engenharia moderna.

 

Ainda segundo Fabricio Zambotto, há muita oportunidade de crescimento para esse setor, que investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento, para atender às demandas do mercado de forma eficaz e competitiva. “Com vistas a esse crescimento, o CTG-ABINT atua constantemente na formação e atualização de profissionais que buscam inovar nas soluções para a engenharia, para que ele conheça as inovações do setor e as aplique de forma a obter o melhor resultado”, afirma o executivo.

 

O comitê é formado por empresas fabricantes e distribuidoras de geossintéticos em todo o Brasil e foi criado com o objetivo de divulgar as aplicações desses produtos em obras de engenharia, bem como os conceitos de qualidade a serem observados pelos fabricantes e usuários, o que contribui para o desenvolvimento desse mercado de forma ética e responsável.

 

Sobre o CTG-ABINT: constituído por fabricantes e demais fornecedores do segmento de geossintéticos, o CTG-ABINT visa promover as aplicações destes materiais em obras de infraestrutura, por meio da elaboração de manuais, workshops e cursos nacionais e internacionais, todos direcionados ao consumidor/projetista e ou órgão fiscalizador. As empresas que compõem o CTG atualmente são: Braskem, Bidim, Cipatex, Fabritech, Huesker, Maccaferri, Nortene, Ober, Roma, Sansuy, Santa Fé, e TDM Brasil. Para saber mais acessewww.geossinteticos.org.br

 

Sobre a ABINT: Fundada em 1991, a Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos tem como objetivo representar, difundir e defender os interesses da indústria brasileira de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, promovendo e apoiando o seu desenvolvimento e o crescimento do mercado de aplicações desses produtos, que são fundamentais a diversos e importantes setores da economia do país. Para saber mais acessewww.abint.org.br

 

Informações à imprensa:

M.Free Comunicação

Tel: (11) 3171-2024  R. 2

Roberta Provatti e Marcio Freitas



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