Tecnologia e Manejo

21/06

Como e por que a política de Ater se insere no Plano Safra 2017/2020

Como e por que a política de Ater se insere no Plano Safra 2017/2020

 

Diferentes pesquisas trazem números que comprovam o que o homem do campo sabe de cor: o serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) contribui para a elevação da produção e produtividade dos agricultores familiares brasileiros. A melhoria da renda e qualidade de vida, por meio desta política, é prioridade do Governo Federal e por isso a Ater é um dos eixos do Plano Safra da Agricultura Familiar 2017-2020, lançado pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), no dia 31 de maio.

 

Para José Ricardo Roseno, secretário da Sead, a Ater é mais do que apoio para o agricultor. “É um serviço que, além de levar a informação e orientação técnica, significa, ainda, de forma direta, incremento de renda e inclusão produtiva para a agricultura familiar, inclusive para viabilizar a comercialização da produção”, ressaltou o secretário, durante a cerimônia de lançamento do Plano.

 

Dados do Censo Agropecuário do IBGE mostram que os agricultores familiares que recebem assistência técnica de maneira regular têm a rentabilidade até quatro vezes maior do que aquele agricultor que não recebe o suporte. Os números são confirmados por Éverton Augusto Paiva Ferreira, subsecretário de Agricultura Familiar (SAF/Sead). Ele afirma que a extensão rural é crucial para que a agricultura familiar alcance os resultados em potencial. “É um trabalho que compõe um ciclo virtuoso, em que um mais um é sempre igual a três. O exercício da Ater começa pelo suporte na produção das famílias agricultoras e alarga as perspectivas ambientais, sociais, educacionais e organizacionais”, afirma Everton.

 

Fábio Roberto Teixeira Costa é um dos 285 extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), e explica a importância do profissional de Ater para o agricultor. “Nós vemos a família como um todo: a parte social, econômica, saúde, educação e a produtiva. Observamos o potencial do agricultor e damos um suporte direcionado para um melhor aproveitamento do que ele tem”, destaca Fábio.

 

A agricultora familiar Maria das Dores de Morais Silva recebe a assistência técnica do Fábio e sabe muito bem a importância disso, pois há três anos, ela e mais 56 agricultoras montaram a agroindústria da Associação das Flores do P.A Contagem. Ela conta que não teria dado bons frutos não fosse o suporte técnico, na produção e na administração do empreendimento, oferecido pela Emater-DF. As agricultoras plantam abóbora, mandioca, banana, batata doce, milho e produzem pães, bolos e biscoitos na panificadora, localizada assentamento na zona rural de Sobradinho-DF, a cerca de 40km de Brasília.

 

De acordo com Maria das Dores, que é presidente da Associação, a assistência técnica, além de dar suporte no plantio e na administração da agroindústria, traz uma perspectiva de crescimento pessoal. Hoje a padaria vende, por semana, 600kg de bolo de cenoura para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Nós recebemos visitas de técnicos constantemente que auxiliam o nosso plantio, com análises de solo, por exemplo. Eles nos orientam em relação aos balanços na produção da padaria e também sobre participação em mercados institucionais, como o PAA. Inclusive temos a expectativa de conseguir vender pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) esse ano”, conta, satisfeita.

 

Ater no Brasil em 2017

 

Esse ano, a política nacional de Ater passa por importantes mudanças. A execução da Agência Nacional de Ater (Anater) tem, entre seus objetivos, a função de desburocratizar o investimento nas empresas públicas de Ater e fortalecer a relação dos técnicos com os agricultores familiares.

 

No âmbito do Plano Safra, o foco do trabalho de Ater tem duas grandes frentes, de acordo com Éverton Ferreira: a produção agroecológica e o Programa Ater Mais Gestão. Na primeira, o objetivo é somar esforços para que os agricultores familiares façam a transição agroecológica, produzindo alimentos de qualidade, com a introdução de técnicas e a adaptação de saberes que levem em consideração um melhor aproveitamento dos recursos naturais.

 

Sobre o Ater Mais Gestão, o subsecretário da SAF explica que o intuito é fortalecer a criação e a gestão de empreendimentos da agricultura familiar, com o atendimento das cooperativas e associações focado no acesso aos mercados institucionais.

 

O objetivo da Sead no planejamento do Plano Safra 2017/2020 é atender 128 mil famílias: 60 mil pelo Programa Dom Helder Câmara no Nordeste, Norte de Minas Gerais e Espírito Santo; 50 mil famílias nas demais regiões do Brasil; e 18 mil famílias de povos e comunidades tradicionais. Além disso, a expectativa é atender também a 1.012 organizações, entre cooperativas e associações. As prioridades pré-estabelecidas em edital devem respeitar os seguintes públicos: 50% deve ser composto por mulheres e 30% por jovens, além de beneficiar povos e comunidades tradicionais, sobretudo indígenas e quilombolas.       

 

Leia aqui a série de reportagens que a Sead publicou sobre extensionistas de diferentes regiões do país. 

Neste link é possível ler outras matérias sobre o Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020.   

 

Mariana Guedes
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0123 e 
imprensa@mda.gov.br



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