Notícia

06/12

Peste suína africana impacta mercado mundial de carnes

Peste suína africana impacta mercado mundial de carnes

 

O avanço da peste suína africana na China pode impactar o mercado mundial de carnes, abrindo novas oportunidades de exportação para o Brasil, diz o pesquisador do Cepea/Esalq-USP, Thiago Bernardino de Carvalho.

 

A doença não traz riscos para o ser humano, mas é altamente contagiosa entre os suínos, sendo incurável. Desta forma, os animais contaminados precisam ser abatidos, o que vem dizimando boa parte do plantel chinês.

 

Diante deste cenário, a China deverá procurar fornecedores de carne suína, a fim de atender sua gigantesca demanda doméstica, bem como ampliar a compra de outros tipos de carnes, como, por exemplo, a bovina.

 

“Até 2023, a China deverá elevar em 16% a compra de carne bovina”, ressalta Carvalho, citando os problemas sanitários locais, urbanização e aumento de renda da população como os principais fatores de alavancagem do consumo do produto.

 

De acordo com o pesquisador, baseado neste panorama, há um bom encaixe para o Brasil ampliar as exportações de carnes, especialmente a bovina para o mercado chinês. Hoje, o maior volume de carne bovina brasileira ingressa na China via Hong Kong. “A seca na Austrália, que vem prejudicando a bovinocultura local, também é outro fator que nos favorece”, frisa Carvalho, complementando que outros mercados em ascensão para a carne bovina são o Oriente Médio e o norte da África.

 

DATAGRO 



Publicidade