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08/08

Mudanças geopolítica mundial podem favorecer agronegócio brasileiro

Mudanças geopolítica mundial podem favorecer agronegócio brasileiro

 

As recentes mudanças geopolíticas que ocorreram no mundo, cujo exemplo mais expressivo foi o rompimento do Acordo Transpacífico pelo governo dos Estados Unidos, devem gerar grandes oportunidades de negócios para o agronegócio brasileiro. A constatação foi feita pela vice-presidente global de Assuntos Corporativos da Cargill, Devry Boughner Vorwerk, durante evento, realizado em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (07).

 

“As mudanças nos acordos dos Estados Unidos com o México e o Canadá também abrem boas oportunidades para os exportadores brasileiros”, disse o sócio da McKinsey Consultoria, Nelson Ferreira, corroborando a opinião de Devry. Além dos Estados Unidos, Ferreira avaliou que o Brasil poderia realizar acordos bilaterais com outras nações, como os países da África, do Sudeste Asiático, China e Índia. 

 

“Tanto no setor privado como o setor público não pode ter uma agenda isolada, precisa-se buscar uma diversificação, uma melhor amplitude de acordos porque estaremos mais protegidos quanto às oscilações do mercado”, salientou. Nos últimos anos, o País, avaliou Ferreira, foi um jogador muito passivo nas tratativas dessas negociações. “Com isso, o agronegócio cresceu muito, mas em diversas situações à margem de um acordo bilateral. E isso precisa mudar.”

 

Rubens Almeida, ex-embaixador e presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), concordou com a opinião de Ferreira e analisou que a política externa comercial inadequada adotada nesses anos fez com que o País não participasse dos acordos e mega-acordos comerciais. “Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), foram mais de 400 acordos comerciais, mas o Brasil participou apenas de acordos com Israel, Egito e o Estado Palestino”.

 

UAGRO 



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