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13/09

Minas encerra a safra com novo recorde de produção

Minas encerra a safra com novo recorde de produção

 
Com um incremento de 19,2%, Minas Gerais encerrou a safra 2016/17 de grãos com novo recorde de produção, alcançando 14 milhões de toneladas. O clima favorável e os investimentos em tecnologia permitiram incremento de 16,8% na produtividade, enquanto a expansão de área foi de apenas 2,1%. Dentre os produtos, os destaques foram o milho e a soja, que apresentaram produções recordes no período. Os dados são de 12º Levantamento da Safra 2016/17 de grãos, divulgado ontem, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
 
A área ocupada pela safra de grãos 2016/17 foi de 3,37 milhões de hectares, alta de 2,1%. O crescimento da safra foi impulsionado, principalmente, pelo ganho em produtividade, que registrou média de 4,1 toneladas por hectare, aumento de 16,8% frente à safra anterior. Além do crescente uso de tecnologias, o clima foi mais favorável para a produção. No ano safra anterior, a estiagem registrada principalmente na segunda safra comprometeu o rendimento da produção mineira.
 
“Minas Gerais produziu 14 milhões de toneladas de grãos, confirmando mais uma safra recorde. Neste período, o fator climático ajudou de forma expressiva. Os preços altos praticados no ano anterior também estimularam o aumento do plantio”, explicou o superintendente de Abastecimento e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Ricardo Albanez.
 
Dentre os produtos, o milho foi o destaque. A produção total do cereal alcançou o volume recorde de 7,5 milhões de toneladas, expansão de 27% sobre as 5,9 milhões de toneladas colhidas na safra 2015/16. A área destinada ao cultivo do milho avançou sobre o espaço antes dedicado a outras culturas, como a soja, por exemplo, encerrando o período em 1,26 milhão de hectares, expansão de 4,8%.
 
Na safra anterior, a produtividade do cereal foi amplamente prejudicada pela estiagem, mas no atual período, o clima foi favorável e houve expansão de 21,1% no rendimento por hectare, que alcançou 5,93 toneladas.
 
Na primeira safra de milho, Minas Gerais colheu 5,79 milhões de toneladas, volume 13,5% superior. Já na segunda safra, a expansão chegou a 112,1%, com a colheita de 1,7 milhão de toneladas. A alta expressiva se deve a recuperação da produtividade, que no ano safra 2015/16 foi afetada pela estiagem.
 
“O milho foi o carro-chefe na safra 2016/17, respondendo por 53,2% da safra estadual. O aumento se deve à recuperação da produtividade e ao aumento dos investimentos em tecnologias e manejo, o que foi incentivado pelos preços altos pagos no período de plantio da safra”.
 
Albanez destaca que, neste ano, com a safra maior, os preços do milho estão mais baixos, o que poderá interferir na decisão do produtor na hora do plantio. “A média de preço do milho em 2016 foi de R$ 44,5 a saca de 60 quilos, valor que caiu para R$ 30,02 na média de janeiro a agosto de 2017”, informou.
 
Colheita da soja cresce 7,1%, com aumento de produtividade
 
Além do milho, outro destaque da safra de grãos 2016/17 em Minas Gerais foi a soja, segundo o 12º Levantamento, divulgado ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A colheita da oleaginosa somou 5 milhões de toneladas, aumento de 7,1%. A área ocupada pela cultura ficou 0,9% menor, com o uso de 1,45 milhão de hectares.
 
Já a produtividade da soja cresceu 8,1%, com rendimento por hectare estimado em 3,48 toneladas. A soja responde por 36,2% da produção estadual de grãos. Assim como visto no milho, o preço pago pela oleaginosa também recuou, saindo de uma média de R$ 80,5 a saca de 60 quilos, praticado em 2016, para R$ 70,7 registrado entre janeiro e agosto deste ano.
 
De acordo com superintendente de Abastecimento e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Ricardo Albanez, juntos, a soja e o milho representam 89,4% da produção de grãos mineira. Para a safra 2017/18, que começa a ser semeada em meados de outubro, as expectativas são cautelosas em função da tendência de preços mais baixos que os verificados em outubro de 2016, quando iniciou o plantio da safra 2016/17.
 
Mercado
 
“Os indicativos mostram uma preocupação quanto aos preços para 2017/18. No mercado mundial existem estoques de grãos e a tendência é que os preços não alcancem os níveis rentáveis verificados em 2016, quando foi registrado valor recorde na soja e no milho. Acredito que os produtores irão investir menos na atividade, porque a margem está menor. Por outro lado, com as perspectivas de preços menores, o setor de proteína animal é favorecido com o custo de produção mais baixo e preços mais acessíveis, o que é importante para a redução da inflação e manutenção dos preços da cesta básica”, explicou.
 
Feijão, sorgo e algodão - Outro produto que se destacou na safra 2016/17 foi o feijão. No período, Minas Gerais colheu 535 mil toneladas do produto, avanço de 2,9% sobre a safra anterior. Alta de 88,6% foi observada na produção de sorgo, que somou 657 mil toneladas. O incremento na produção de sorgo é justificado pela recuperação da produtividade, que na safra anterior foi prejudicada pela estiagem.
 
Já a produção de algodão ficou 13% menor, com a colheita de 58,3 mil toneladas de algodão em caroço. A produtividade da cultura foi estimada em 3,7 toneladas por hectare, aumento de 9,3%. A área planta ficou 20,6% menor, com o plantio feito em 15,6 mil hectares.
 
Diário do Comércio 



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