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02/10

Mato Grosso é líder nacional na criação de bovinos

Mato Grosso é líder nacional na criação de bovinos

 

Mato Grosso encerrou 2017 líder nacional na criação de bovinos. Com 29,725 milhões de cabeças, o Estado concentra 13,8% do rebanho nacional, de 214,9 milhões de animais. Apesar do destaque, a produção estadual reduziu 1,88% ante o ano anterior, quando chegou a 30,296 milhões. Os dados são do levantamento Produção da Pecuária Municipal 2017, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). A região Centro-Oeste também continua concentrando maior parte da produção nacional (34,5%), de 74,1 milhões de cabeças em 2017.

 

A redução de bovinos no Estado seguiu a tendência nacional. O rebanho brasileiro teve queda de 1,5% perante o ano anterior. Segundo o IBGE, o ano de 2016 foi o recorde da série histórica iniciada em 1974. A instituição pontua que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil aumentou 1% em 2017 e o valor adicionado pela agropecuária teve incremento de 13%. “O resultado positivo da agropecuária é atribuído principalmente à safra recorde de grãos, influenciada por fatores climáticos favoráveis, o que contribuiu para a redução dos custos de produção no setor pecuário”, avalia o IBGE. Por outro lado, o número de animais abatidos aumentou 3,9% e o volume exportado 7,2%.

 

“Mato Grosso tem uma vocação muito grande para a pecuária. Embora tenha diminuído a área de pastagem em mais de 5 milhões de hectares que foram para agricultura, o rebanho bovino aumentou. Isso aconteceu porque estamos ficando cada vez mais profissionalizados e tecnificados, com a adoção do semiconfinamento, e a produção de grãos do Estado, que é líder em soja, milho e algodão, faz com que tenhamos uma oferta abundante de subprodutos que vão para a alimentação animal”, avalia Francisco Manzi, diretor técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Segundo ele, hoje 51% do PIB de Mato Grosso são provenientes do agronegócio e a pecuária representa 25% dessa participação.

 

Fonte: A Gazeta



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