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06/09

Goiás: Projeto de rastreabilidade bovina é retirado

Goiás: Projeto de rastreabilidade bovina é retirado

 

O deputado Santana Gomes (PSL-GO) aceitou arquivar o projeto de lei que tornaria obrigatória a identificação individual com monitoramento e geolocalização de bovinos e bubalinos em Goiás. A proposta tinha sido aprovada em 1ª votação na Assembleia Legislativa, mas foi rejeitada pelos pecuaristas do Estado, que pressionaram para que a matéria fosse retirada da pauta.

Segundo a Faeg, o projeto de lei vinha em má hora, sem consulta ao setor e infraestrutura para dar certo. O projeto previa a comercialização, abate e transporte no Estado apenas de animais identificados, salvo aqueles oriundos de outros Estados que estiverem apenas de passagem por Goiás. Uma alteração pelo deputado Henrique Arantes (PTB-GO) modificou a proposta para que o custo inicial da implantação fosse viabilizado pelo Tesouro Estadual. A partir da aprovação, todo o rebanho - de cerca de 23 milhões de cabeças - precisaria estar identificado em até dois anos (saiba mais sobre o projeto aqui).

Nesta segunda-feira, 4, o governador Marconi Perillo (PSDB) mediou reunião entre o presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Tasso José Jayme, e o deputado Santana Gomes. Após ouvir o presidente da SGPA, Santana Gomes decidiu retirar a matéria da tramitação. “Foi um projeto feito a quatro mãos. Não tivemos uma grande discussão com os produtores. Quando o Tasso deu as explicações, nós entendemos que deveríamos retirar. Pelo momento que o país está passando, que o produtor está passando”, disse o parlamentar em nota do governo de Goiás. Em audiência nesta terça, ele ressaltou, porém, que a matéria circula na Assembleia há mais de oito meses e que retira o projeto "com a consciência limpa de que um dia ele poderá tramitar novamente”.

“Graças à sensibilidade do governador e do deputado Santana, esse problema estará resolvido”, afirmou Jayme. “É um ano em que o pecuarista sofreu muito com todas essas crises. O Funrural, a Operação Carne Fraca, a delação do JBS, a restrição do mercado norte-americano pela nossa carne, enfim. Foram vários fatores que jogaram nosso negócio para baixo e isso gerou um temor”, declarou o presidente da SGPA ao justificar a preocupação com o projeto.

Audiência - Uma audiência pública ainda foi realizada nesta terça para tratar da proposta, mas funcionou mais como uma oficialização do fim do que como debate, que era a proposta inicial. Nela, o presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Arthur Eduardo Alves de Toledo, disse que “o projeto de rastreamento não é uma novidade nem tampouco deixará de ser implantado um dia”.

De acordo com ele, esse é “um avanço que o setor agropecuário terá que passar, resta coordenar a implantação desta medida com as associações e produtores em um momento que não prejudique a classe e possa, ao contrário, servir de melhoria para o setor".

Na oportunidade, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, afirmou que o grande problema do projeto é que não houve debate com a classe pecuarista.

Fonte: Portal DBO com informações da Alego



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