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26/10

Borracha Natural: Setor produtivo reivindica políticas públicas de incentivo

Borracha Natural: Setor produtivo reivindica políticas públicas de incentivo

 

Matéria prima de valor estratégico, a borracha natural é fator crítico para a economia nacional. Como item indispensável para a produção de pneus, em uma sociedade altamente rodoviária, não é à toa que a borracha natural aparece hoje como um ativo estratégico nos planos de proteção a soberania nacional de diversas nações.

 

Como um dos dez maiores consumidores de borracha natural do mundo, com mais de 400 mil toneladas consumidas anualmente, o Brasil precisa de políticas públicas de incentivo à cadeia produtiva. O alerta é da Associação Paulista dos Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (Apabor), que tem sede em São José do Rio Preto.

 

Como em todos os principais países produtores, as taxas de consumo interno de borracha natural estão aumentando, é fácil constatar a tendência de que cada vez mais estes países exportarão menos matéria-prima (borracha natural) e mais produtos acabados, como pneus. “Com a diminuição dessa exportação, é um momento crítico para o Brasil se voltar para o mercado produtor interno e desenvolver estratégias para alavancar essa produção” ressalta o diretor executivo da entidade, Diogo Esperante.

 

O Estado de São Paulo se destaca com 60% da produção e 80% do beneficiamento nacional. Isso gera cerca de dez mil empregos diretos e indiretos no Estado (totalizando 20 mil vagas no País). Em razão das novas áreas plantadas no início desta década, em 2020 já serão cerca de 30 mil vagas diretas no campo. “Se contabilizarmos as vagas geradas na indústria e comércio, a cadeia produtiva da borracha natural gera cerca de 150 mil empregos diretos e indiretos”, ressalta o dirigente.

 

“A implementação de políticas públicas que protejam a renda dos seringueiros alavancariam a economia das regiões produtoras como um todo. Isso porque 40% do faturamento bruto fica para o seringueiro, que por sua vez consome no comercio local: é um ciclo virtuoso para toda a economia”, salienta Esperante.

 

Para o presidente da Apabor, Fabio Magrini, o mais importante é o diálogo: “Precisamos de governantes que estejam abertos a ouvir o produtor. Melhorar o diálogo com o setor é o primeiro passo para que os novos governantes ajudem a cadeia produtiva”.

 

DATAGRO 



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