Agrovídeo

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Uso Pó de Rocha Remineralizador de Solo e Desenvolvimento das Plantas

 

Pó de Rocha com uso na função de remineralizador de Solo, veja e entenda com Vahe Naltchadjian e também acompanhe a brotação de suas parreiras e seu desenvolvimento. Veja Mais videos na playlist https://www.youtube.com/watch?v=aJ89x... A base para produção de alimentos é a agricultura, porém, além da exigência crescente dos consumidores por alimentos com mais qualidade e saudáveis, necessita-se reduzir o esgotamento das fontes de recursos não renováveis. Consequentemente necessita-se utilizar novos processos produtivos como a produção orgânica, agroecológica ou outras formas sustentáveis de produção, associadas ao uso racional do solo e de outras técnicas que impactem menos no meio ambiente. Essas formas de produção possuem restrições às fontes sintéticas de nutrientes, mas permitem a utilização de pós de rochas silicáticas ou como a Legislação 12.890 de 10 de dezembro de 2013 padronizou chamarmos, os Remineralizadores (RM). Segundo a Lei 12.890 de 10/12/13, Art. 3º (letra e) remineralizador é o material de origem mineral que tenha sofrido apenas redução e classificação de tamanho por processos mecânicos e que altere os índices de fertilidade do solo por meio da adição de macro e micronutrientes para as plantas, bem como promova a melhoria das propriedades físicas ou físico-químicas ou da atividade biológica do solo. Hipotéticamente o produto, após a aplicação ao solo, promoverá a liberação de nutrientes, contidos no remineralizador (RM) de forma gradual para o solo, pressupondo a manutenção da fertilidade e da produtividade por um período mais longo. O meio ambiente e a saúde humana precisam que optemos por reduzir a dependência por fertilizantes solúveis e utilizem técnicas ambientalmente menos agressivas e que mantenham a produtividade. O Brasil se destaca na produção agrícola em geral porque possui condições climáticas favoráveis, mas, o clima tropical, favorece a rápida decomposição das rochas que torna a maioria dos solos brasileiros ácidos e desmineralizados, ou seja, quimicamente pobres em nutrientes e que perderam grande parte das reservas de nutrientes dos seus constituintes minerais. Para recuperar a produtividade destes solos, na agricultura convencional são utilizadas elevadas quantidades de fertilizantes, e consequentemente, existe uma dependência grande por insumos externos. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia, o Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, porém participa com apenas 2% da produção mundial, atuando como grande importador de insumos agrícolas, o Brasil importa 75% do N, 48% do P e 92% K utilizados como fertilizantes. A litosfera ou crosta superficial da Terra é formada basicamente por três grandes grupos de rochas: magmáticas, metamórficas e sedimentares. As rochas magmáticas constituem cerca de 95% do volume total da crosta, mas ocupam apenas 25% de sua superfície, enquanto as sedimentares contribuem com apenas 5% do volume, mas cobrem 75% da superfície da crosta. Essa enorme quantidade de rochas e suas características químicas e mineralógicas justificam o uso de rochas moídas diretamente na agricultura, denominada de rochagem, ou, o termo orientado após a Legislação 12.890 de 10 de dezembro de 2013, os remineralizadores (RM); sendo estes RM uma opção de fertilização natural, onde os nutrientes são solubilizados de forma gradual ao solo. A utilização de RM é uma opção alternativa aos fertilizantes minerais solúveis, sendo as rochas calcárias (calcário) as mais comumente utilizadas como corretivo da acidez do solo, e as rochas fosfatadas (apatitas) que podem ser aplicadas de forma natural nos solos. Porém podemos encontrar fontes de Ca e Mg no uso do pós de Basalto e Olivina Melilitito e como fonte de potássio o Sienito, entre outras rochas passíveis de liberação de nutrientes. Neste contexto necessita-se de mais estudos científicos sobre as alternativas sociais, ambientais e economicamente mais viáveis quando comparadas as adubações convencionais na agricultura. Uma das principais limitações desta prática alternativa é a lenta solubilização dos minerais e consequentemente dos nutrientes para às plantas. Portanto, necessitamos de mais projetos de pesquisa e recurso que incentivem o estudo de diferentes metodologias de avaliação da solubilidade dos RM e sua utilização na agricultura. Artigo publicado na edição de Março/16 Genicelli Mafra Ribeiro Doutoranda em Ciências do Solo – CAV/UDESC



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