Agrovídeo

08/11

Epamig: Sim, nós temos mais que bananas! Uma história da bananicultura do Norte de Minas Gerais

 

A região Norte de Minas tem-se consolidado como um grande produtora de banana e responde por mais da metade da produção da fruta no estado. Nas últimas duas décadas, o crescimento da área plantada foi superior à média estadual, passando de 9,25 mil hectares para cerca de 17 mil hectares. Estima-se que a cadeia produtiva da banana gere cerca de 12 mil empregos diretos e 35 mil indiretos na região, que concentra sete dos dez maiores municípios produtores. A EPAMIG, em parceria com outras instituições, tem atuado para o desenvolvimento da cultura por meio da geração e transferência de informações e tecnologias de produção e manejo. Em 1978 a instituição, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, implantou na região uma coleção de variedades de bananeiras, entre elas a ‘Prata-Anã’, e, em 1979, instalou o primeiro experimento com manejo da irrigação, técnica utilizada em 100% das áreas produtivas do Norte de Minas. A partir daí muitos produtores viram no cultivo da fruta uma grande oportunidade. Vindo da província de Hokkaido, no Japão, área conhecida pelas baixas temperaturas e neve, o produtor Yugi Yamada conta ter se encantado, ainda na adolescência, pelas notícias de terras profícuas no Brasil. “Fui informado que existia uma empresa que tinha plantio de bananas para pesquisa e que lá tinha um japonês com quem eu poderia conversar. Eram a EPAMIG e o Jorge Kakida”, conta. Yamada conheceu os experimentos, apostou e comprou terras na região de Janaúba. No princípio eram 45 hectares, hoje são 2 mil, entre o Norte de Minas e outras terras planas como Delfinópolis e o Tocantins. “Posso dizer que a banana é um grande negócio”.



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